GP - Brasil 2x3 Turquia

Encerrei o último post dizendo que o título do Grand Prix só se afastaria das mãos do Brasil caso ele próprio permitisse. E a seleção permitiu.

Não se trata de desmerecer a Turquia, que fez o dever de casa direitinho. Colocou pressão no saque e marcou muito bem as bolas com a Thaisa e com a Garay. Realmente não poder contar com a Darnel fez o time ter uma distribuição mais homogênea e menos óbvia. Mas só venceu porque o Brasil permitiu. Pior, porque a seleção aceitou a pressão e não soube dar o troco.

Fica difícil aceitar que uma equipe madura e inteligente como a brasileira não tenha sabido sair das armadilhas impostas pela Turquia e, muito menos, não tenha ela conseguido impor dificuldades ao adversário. Uma sequência de bons saques da Sheilla desconstruiu o time turco. Simples assim.

Não é possível que o bi-campeão olímpico se sinta ansioso e perca a lucidez desta forma. Ficar assim no primeiro set, tudo bem. Mas a partida inteira é um retrocesso, é voltar àquele time que iniciou a Olimpíada de Londres. 
***********************

O saque e o bloqueio brasileiros, pontos fortes da equipe até então, praticamente inexistiram na partida. O bloqueio só foi aparecer com a entrada da Ana Carolina no terceiro set, quando o jogo já estava à beira do precipício para o Brasil.

Aí vem a questão: por que demorar tanto para fazer as substituições? A Garay estava quase que implorando para ser tirada de quadra desde o início. Estava comprometendo no passe e no ataque. Se não é nesses momentos que devemos contar com as reservas, não sei quando vai ser.

Ao menos, mesmo que tardiamente, a minha dúvida sobre o potencial das reservas foi sanada. Sim, elas têm capacidade de entrar e comandar uma recuperação. 


Comentários

Aline disse…
Não é de hoje que é uma característica do Zé ser lento nas substituições... Ele costuma deixar a maionese desandar e faz substituições muito lentamente, qdo já não dá mais chorar pelo leite derramado e reverter o resultado.
Prova disso é que o único jogo em que as reservas puderam realmente jogar foi contra a Rep.Dominicana.
Nos demais jogos, só as titulares, e em muitos sets sequer houve a inversão do 5x1, que é comum em muitas seleções.
Mas não achei que o Brasil jogou mal, jogou o normal que costuma jogar. Só que a Turquia estudou muito bem as titulares brasileiras, material para estudo não faltou, afinal o Zé só joga com as titulares...
Barbolini fez um excelente trabalho tático, pois o time turco soube como explorar os pontos fracos de cada jogadora e marcou muito bem as jogadas principalmente de Thaisa e Garay.
Carol, Tandara e Gabi entraram bem e evitaram o 3x0.
Vejo Carol cada vez mais empenhada em disputar o mundial e se distanciando de Adenísia.
Passei a madrugada por conta do vôlei, dando breves cochilos nos intervalos entre as partidas.
Foi uma pena a novata oposta e sensação belga Lise Van Van Hecke, não ter jogado contra a China.
Lise é uma Kim Belga.Segundo o técnico belga ela está com fortes dores no joelho por ser máquina de pontuar no saque,bloqueio e ataque. Ela tem que pular muito em todos esses fundamentos. Por isso ela foi poupada contra a China, para ver se ela pode jogar mais pra frente.Ele acho que ela vai ser capaz de jogar a fase final,mas prefere preservá-la e não escalá-la em jogos seguidos.
O Japão joga num esquema tático ÚNICO, totalmente diferente das demais seleções:
1. Pra começar a única jogadora titular japonesa com mais de 1,80m é a ponteira Saori Kimura;
2. O técnico Masayoshi Manabe escalou um time sem CENTRAIS DE OFÍCIO: 5 PONTEIRAS, 1 levantdora se revezando com a reserva durante os sets e a líbero.
3. Como é difícil ter jogadora alta no Japão, Manabe escalou o que tinha de melhor em caráter defensivo. Escalou as melhores defensoras com ataque rápido. Parecia um time de LÍBEROS atacando em extrema velocidade.
No primeiro set, vitória apertada das gigantes russas, nos demais sets, passeio do Japão.
A Rússia sem Gamova não vai longe!!!
Chiasm Liquefy disse…
As vezes parece q falta neurônio na Dani Lins, pq dar 4 bolas seguidas pra Gabi atacar com a Fabiana na rede, essa menina na pensa no momento de pressão.
Welmer disse…
Nunca achei que fosse possível um time inteiro não estar num bom dia, mas foi o que aconteceu hoje. Nenhuma jogadora brasileira esteve bem. A linha de passe estava num péssimo dia, era erro em cima de erro, Dani Lins não conseguia acionar as atacantes com precisão e bloqueio brasileiro praticamente inexistiu durante os dois primeiros sets.

A Turquia conseguiu marcar bem as jogadas brasileiras, mas contaram com uma grande ajuda do Brasil para saírem com a vitória. As jogadoras brasileiras não estavam nos seus melhores dias, mas ainda assim as brasileiras quase arrancam a vitória das turcas. Não querendo desmerecer as turcas, mas um jogo como esse não acontece sempre. Brasil e Turquia podem se enfrentar 10 vezes a partir de hoje que nas 10 o Brasil vence. Foi o que aconteceu ano passado contra a Bulgária, as brasileiras não estavam num bom dia e foram dominadas, a diferença é que aquele jogo era pela fase de classificação e que o de hoje pode valer o título.

P.S.: A postura do time turco me incomodou/incomoda muito, parece que elas estão sempre debochando das adversárias. Muitos falam de rivalidade entre Brasil e Rússia, mas eu gosto é quando o Brasil ganha dsses times com o ego lá no alto como as turcas e as italianas.
Anônimo disse…
Pontos de bloqueio do Japão? Isso não existe! Foram só 4 ptos de bloqueio contra as russas... Em contrapartida a capacidade das japas de defenderem as porradas é incrível!
As grandalhonas russas não perdoaram agrediram de tudo qto é jeito: coices, marteladas de dar em doido de todos os lados e lá estavam as corajosas formiguinhas japas pondo a bola pra cima, defendendo como loucas! Que jogo!
Técnica x força bruta = Japão 3x1 Rússia.
Já Brasil 2x3 Turquia = prepotência x estudo+aplicação tática!
Anônimo disse…
Com essa derrota fica evidente que:

-O Zé Roberto convoca 7 jogadoras e o resto pra ele é resto, afinal vendo a dificuldade do time ele levou dois sets inteiros para mudar a equipe. Isso é não acreditar no potencial do banco e dar tratamento diferenciado dentro do grupo.

-Estamos jogando em cinco desde os amistosos contra o USA, Tandara deixou isso bem claro hoje.

-Precisamos melhorar o saque.

-Thaisa é craque, mas não ataca se o passe não sair e não bloqueia tanto se o saque não entrar.

-Zé não tem o feeling de tirar uma jogadora que está num mal momento para que ela se recupere no banco e volte no decorrer do jogo. Podia ter feito isto tanto com a Jaque como com a Garay.

-A Dani tem que pagar comissão para as atacantes porque pra sair um levantamento perfeito ali é duro.
-Carol Gabi e Tandara, tiveram a oportunidade e aproveitaram. Mas não vejo o Ze Roberto mudando o time.
Esse time turco jogou a 110%, mas não podemos esquecer que conseguiu a façanha de perder para a Rep. Domenicana. Então acho que se o Brasil vencer os próximos jogos a Turquia nos da uma mãozinha.

Anônimo disse…
"A Garay estava comprometendo no ataque e no passe."
Ai eu pergunto: Só ela?
A Jaque tava quinando com o mesmo fervor e não conseguindo virar bolas, a Brait tomou uns 3 ou 4 aces. Não que eu ache que a Garay tinha que ficar, só pelo jeito que você escreveu parece que a culpa do time todo estar mal era dela.
Quando o time todo está mal, o técnico tem que encontrar soluções, pena que ele só encontrou no terceiro set.
Chiasm Liquefy disse…
As turcas sao porradeiras, eh o estilo de jogo delas, o ataque do Brasil quando nao era bloqueado encontrava uma defesa turca competente, O Brasil eh um time q joga em cima da técnica e um conjunto, mas nao ta acostumado com jogadoras porradeiras, o Brasil nao conseguia defender,achei muito válido a entrada da Tandara,nossa jogadora de maior força física. Uma pena Fabíola desperdiçar o saque num momento tao crucial. Brasil precisa treinar defesa com juvebil masculino, como fazia na era de Cuba dos anos 90.
Anônimo disse…
A culpa é da Dani?
Realmente, a pressão de um jogo contra a Turquia em um Gran Prix é bem maior que uma final olímpica.