domingo, 24 de agosto de 2014

É Deca!!! Brasil 3x0 Japão


Aconteceu o que todo mundo sabia. O Brasil sobrou desde o início do Grand Prix e ninguém mais merecedor do que ele para levantar a taça do torneio. Com exceção do jogo contra a Turquia, a seleção foi soberana.

Agora, o que ninguém esperava era ver o Japão tão atrapalhado na decisão contra o Brasil. Sentiu o peso de jogar em casa com boas chances do título? Provavelmente. Não me lembro de ver as japonesas cometendo tantos erros em uma partida, foram 29 no total.

Até no passe as japonesas quinaram. Ficaram tão atordoadas com seus próprios problemas que mal aproveitaram as chances que o Brasil, numas bobeadas, dava para elas se recuperarem.

O Brasil teve o mérito de tomar a atitude do jogo e mantê-la forte nos dois primeiros sets. Quando cometia uma falha de ataque ou recepção, no lance seguinte se reestruturava rapidamente. Também defendeu tanto quanto seu adversário.

Mas no terceiro set, a seleção entrou meio no ritmo do adversário e se desconcentrou. O intervalo maior entre o segundo e terceiro sets que costuma acontecer nas partidas do Japão e que tantas vezes beneficiou o Brasil em outras ocasiões, desta vez jogou contra. A seleção teve sorte que, no momento do aperto, o Japão errou. Se o Japão mantivesse um pouco mais de regularidade, levava o terceiro set. 

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Na falta da Takeshita...

Enquanto discutiam na tv quem poderia ser a MVP eu dizia para as paredes: vai ser uma japonesa. É tradição. Se tem alguma atleta do Japão bem colocada nas estatísticas e a final é no Japão, vai ser ela a MVP.

A Sano é uma excelente líbero e, pelas estatísticas, mereceu ganhar o prêmio na sua posição. O de MVP é discutível. Meu senão para esta premiação é que, exatamente na final, ela deu umas bobeadas no passe. O mesmo se pode dizer da sua colega, Nagaoka, que também compõe a seleção do campeonato. No caso da ponteira, aí a atuação foi bem abaixo.

Aliás, falando em ataque japonês, não entendo este equema adotado pelo treinador nipônico. Ele escala só uma central, as demais são atacantes de ponta. Não existe bola de primeiro tempo, são todas as jogadas pelas extremidades. Ou seja, um jogo de fácil leitura para o bloqueio adversário. Não sei se esta impressão foi pela atuação abaixo do normal das japonesas hoje - afinal, não vi as partidas anteriores. De qualquer forma, o time me pareceu pobre em opções de ataque. 

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Obs: mais tarde, um post sobre o que podemos tirar das atuações do Brasil e dos adversários no GP para o Mundial.
 

3 comentários:

Eduardo Almeida disse...

O esquema do Manabe para o Japão funciona com o passe rodando bem, o time que só tem uma central e que tb faz uma passagem na saída, tem nas ponteiras ataques de todos os pontos da rede. São essas mexidas de ponta encurtada, mico, desmico, tudo numa velocidade monstra que fez o time atropelar os outros adversários.
Nós conseguimos neutralizar essa velocidade com um saque eficiente, aí o time perdeu o padrão tático. Visivelmente jogou contra o Brasil com outra cadencia de jogo.
Sano MVP foi sacanagem, o pior foi a Thaysa ter ficado de fora, ela atacou, bloqueou, sacou, levantou, ninguém merecia mais que ela. Imagina a ansiedade quando ela não ganhou como melhor meio achando que seria a MVP.
Ponteiras: Jaque e Kosheleva com certeza. Nas outras posições achei o premio merecido.

Anônimo disse...

Essa premiação de seleção do campeonato é ridícula!
Eles querem usar as estatísticas para fazer e premiação e acaba saindo coisas absurdas:
1. As 2 ponteiras foram escolhidas somente baseadas na ESTATÍSTICA DO ATAQUE, NAGAOKA e LIU nem passam. JAQUELINE é a maior prova do que é uma PONTEIRA-PASSADORA de verdade e merecia esse prêmio.
2. Escolheram centrais somente pela estatística de BLOQUEIO, como se central só bloqueasse. FETISOVA ser escolhida como central do campeonato foi DURO DE SE VER. FABIANA e THAÍSA forma as melhores centrais.
3. Usar o esquema tático de 2 ponteiras, 2 centrais, uma oposta, uma levantadora e uma líbero para a seleção do Campeonato é tendencioso, pois há seleções que jogam com esquema tático diferente como Japão que não usa 2 centrais, Cuba que usava 2 levantadoras, algumas equipes que jogam com 2 líberos: UMA PARA PASSE, OUTRA PARA DEFESA.
Se querem usar estatísticas que façam a premiação por fundamento que fica MAIS JUSTO!
Em vez de fazer seleção do campeonato, premia por fundamento e PRONTO!!!
Por fundamento e seguindo as estatísticas ao pé da letra a premiação ficaria assim:
MELHOR SACADORA: SAORI KIMURA
MELHOR PASSADORA: RISA SHINNABE
MELHOR LEVANTADORA: DANI LINS
MELHOR ATACANTE: XIAOTONG LIU
MELHOR BLOQUEADORA: IRINA FETISOVA
MELHOR DEFENSORA: YUKO SANO
MAIOR PONTUADORA: NERIMAN OSZOY e TATIANA KOSHELEVA empatadas com 109 pontos.
MVP é uma escolha subjetiva da organização e não envolve estatísticas.

Neide disse...

Achei absurdo a premiação de Nagaoka e Liu como melhores ponteiras.
Nagaoka nem passa,ela é uma canhota híbrida de central com oposta que ataca chutadinhas curtas quando está no meio e bolas esticadas quando está na ponta,não participa do passe japonês,pois a linha de passe japonesa é composta de 2 ponteiras e 1 líbero:Risa Shinnabe,Saori Kimura e Yuko Sano.
Xiaotong Liu participa do passe,mas com aproveitamento de míseros 29% no passe,nunca poderia estar na seleção.
Tatiana Kosheleva é outra que quinou vários passes chegando à marca vergonhosa de 27% de aproveitamento no passe.E se Kosheleva é pior passadora ainda que a Liu,não merece também estar na seleção do campeonato.
Ao meu ver Jaqueline e Risa Shinnabe são jogadoras muito mais completas, confiáveis e regulares e foram as melhores ponteiras do GP.
Fetisova até bloqueou bem,mas central é só isso? Nossas centrais Fabiana e Thaísa atacam,sacam e inclusive defendem muito mais que essa Fetisova.
Vale ressaltar que Thaísa tem um toque refinado e quando Dani Lins defende, Thaísa faz as vezes de levantadora com maestria.
Em relação ao MVP,achei que a Yuko Sano realmente fez por onde ganhar esse prêmio. Assisti a todos os jogos do Japão nessa fase final e fiquei fã da coragem e determinação da Sano,seja defendendo,seja recuperando bolas que iam lá nas placas de patrocínio ou até mesmo levantando bolas para suas companheiras atacarem.
Ela dá show mesmo na defesa. Nos 2 primeiros jogos contra Rússia e Turquia que tem ataque pesado,foi impressionante ela entrando debaixo de cada patada,não importa se de ponteira ou central e defendendo.Até as bolas mais cravadas ela estava conseguindo defender.
Contra o Brasil,o Japão não jogou nem 10% do que jogou contra Rússia,Turquia ou China.É impressionante,mas ela erraram muito mais contra o Brasil do que contra os outros times,principalmente os saques e os ataques, que elas praticamente não vinham errando.
Claro que o peso da amarelinha influi na ansiedade das japas, afinal o Brasil estava prestes a ser DECA.Não bastasse isso,o Brasil jogou muito bem taticamente,sabendo minar o bom passe japonês com saques muito bons,diminuindo a velocidade delas no ataque, e ,sobretudo,tendo a necessária paciência para suportar as bolas batendo e voltando na defesa japonesa.