quarta-feira, 9 de abril de 2014

No meio do caminho havia o Bernardinho

 
O sonho do Vôlei Amil e a vontade de muitos torcedores do vôlei de assistir uma final inédita da Superliga encontrou um obstáculo difícil de transpor: Bernardinho.
 
Não adianta. Quando o cara tem estrela, transforma qualquer time meia boca em candidato ao título. E foi o que o Bernardinho fez. O grupo dele não é nada fraco, mas vinha jogando de forma medíocre. A partir das quartas se ajeitou e, nesta semifinal contra o Vôlei Amil, fez a sua melhor partida. O Unilever teve uma atuação praticamente irretocável (e olha que nem todas jogadoras foram bem).

Nada está definido, ainda existe o segundo jogo, mas a forma pela qual o Unilever tomou conta desta semifinal foi como que se já estabelecesse: ninguém se atreve a tirar o meu lugar cativo na final da Superliga.
 
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Bom, deixando as interpretações subjetivas de lado, vamos a parte técnica.

Os dois primeiros sets foram definidos no detalhe, mas foi perceptível a superioridade do Unilever em alguns fundamentos. Primeiro, no passe. Ambos os times partiram para estratégia mais óbvia e caçaram os pontos fracos de recepção do adversário. Surpreendentemente, deu mais certo para o Unilever que para o Amil. O time de Campinas errou bem mais neste fundamento enquanto o Rio conseguiu conter seu principal problema durante toda temporada.

Segundo, no bloqueio. O Unilever estudou melhor as atacantes do Vôlei Amil. Anulou a Richards e as jogadas, raras, com as centrais. O bloqueio foi bem mais presente e eficiente que o de Campinas. 
 
O terceiro fundamento em que a equipe do Rio foi bem superior foi no ataque. Achei que esta disputa seria protagonizada pela Tandara e Pavan – e não foi. Foi um duelo das ponteiras Mihajlovic e Natália. A sérvia se deu muito melhor. A Natália não conseguiu sustentar o peso da responsabilidade de ser a principal via de escape do Amil.

E aí está a minha dúvida. A Natália não estava tendo este papel durante toda a temporada do Amil. Nem nas quartas, quando a Tandara não jogou, ela foi a principal atacante. Ou seja, não entendo porque o jogo foi tão concentrado nela.

Ok, poderia ser uma forma de surpreender o Unilever e poupar a Tandara que volta de lesão. Mas não compensou. Primeiro, a opção de priorizar a Natália não atrapalhou o Unilever. Segundo, tinha que botar, não interessa como, a Tandara para jogar.

Entre tentar colocar a Natália no jogo, que mal cumpriu esta função durante a temporada, e a Tandara, principal pontuadora do time, fico com a última opção, claro. O investimento na Tandara vale mais a pena, já comprovou que dá resultados. 
 
Não dá tempo de esperar a Tandara recuperar o ritmo de jogo, tem que ser na marra mesmo. Ela deveria ter sido mais acionada hoje para que, na próxima partida, estivesse em melhores condições. No fim, tivemos uma Natália sobrecarregada (já que a Richards não ajudou em nada) e uma Tandara despreparada para o próximo confronto.

8 comentários:

Abraão disse...

O jogo, se considerarmos apenas a questão psicológica, foi muito ruim para as pretenções de campinas em disputar o título. Mas se analizarmos especificamente o aspecto técnico acredito que a semifinal está aberta. Se a Claudinha( o que é admito não é fácil, devido as limitações do seu jogo) somber aproveitar o crescimento da Natália que ontem se mostrou segura e confiável para bolas difíceis e ainda assim conseguir colocar a Tandara pra jogar, o volei amil iguala as chances e pode voltar a sonhar com a decisão. Agora, a Natália deve se concentrar em fazer bem o que acabou por estabilizar a linha de passe do seu time no decorrer da temporada. Ontem por conta de ter sido mais exigida na rede, o fundo de quadra voltou a apresentar aquela confusão tão comun ao começo do campeonato. Acredito que ainda falta pra ela esse equilíbrio de saber se dividir entre as duas responsabilidades. Mesmo assim, como eu disse antes, se o ZRG, souber sublimar com seu grupo as variantes psicológicas, fazê-las entender que o jogo se decide jogando, tecnicamente, fazendo um bom jogo, o Campinas leva vantagem sobre a Unilever.

Eduardo Araujo disse...

O jogo foi bom, gostoso de ver e olha que eu esperava uma verdadeira pelada, já que os 2 times tem recepção muito, mas muito ruim mesmo.

12 AML VOLEI AMIL
13 UNI UNILEVER

sendo que temos 14 times, na questão de levantamento os times estão bem se agente levar em conta a qualidade do passe.

6 AML VOLEI AMIL
7 UNI UNILEVER

Eu esperava um jogo igual o ultimo entre os 2..., horrível.

Mas gostei muito, do jogo teve emoção..., o pessoal esta falando que a Glaudinha não jogou bem e a Fofão acabou com o jogo.

Na minha opinião a Glaudinha jogou bem os 2 primeiros sets, ela não tem culpa se a atacante fica no bloqueio simples ou se a defesa pega.

Olhando por esse lado eu concordo com o blog falando de vôlei que disse que o ZR de tanto chamar a atenção dela mesmo quando a culpa não era da mesma... acabou com a Glaudinha no 3 set, nesse sim ela jogou abaixo dos outros sets.

A Fofão jogou bem, mas acho que o fator determinante para a vitoria foi a branca, que fez 21 pontos, rodando bolas bem difíceis.

Ainda esta em aberto, mas agora a pressão esta toda do lado do Amil, no próximo jogo sim a Glaudinha vai ser testada, ela nunca jogou com tanta pressão uma SL.

Com o investimento que o AMIL tem, com as jogadoras e o técnico com a fama que tem.

Lembrando que o projeto do Amil tem duração de 3 anos pelo menos a ideia inicial.

Na próxima temporada que é a 3 e portanto a ultima da ideia inicial do projeto o ZR não vai estar isso já vai diminuir e muito a visibilidade do Amil, no Brasil agente sabe que senão tiver resultado as coisas param, principalmente no vôlei já que os patrocinadores quase nem aparecem.

Aline disse...

Fui a única que cravou o placar AMIL 0x3 UNILEVER antes do jogo. Alguns dirão: Ah vc é torcedora do UNILEVER... Mas quem me conhece sabe que torço p/o BananaBoatPraiaClub. O fato é que antes da partida disse que a única jogadora do AMIL que era melhor que as da UNILEVER era Tandara, e o que o AMIL tremeria numa semifinal contra a UNILEVER que cresce física e psicologicamente nessa fase graças ao excelente trabalho de sua comissão técnica.
Acontece que a jogadora que leva o AMIL nas costas, TANDARA, estava voltando de contusão e não foi tão acionada assim... Sem TANDARA efetiva, AMIL não tem chances...
Fofão é a melhor levantadora brasileira em atividade, e, sem dúvidas, a melhor do mundo: lúcida, técnica, tranquila ao extremo e com excelente visão de jogo, mostrou ontem novamente que sabe fazer a diferença.
Decisão muito inteligente de Bernardinho aproveitar a fase de classificação para deixar Fofão se recuperar tranquilamente de sua contusão, visando prepará-la para a fase decisiva ao mesmo tempo que dava rodagem à jovem Roberta Ratzke. Resultado: Bernardinho, agora, tem 2 levantadoras prontas p/encarar essa reta final da Superliga.
Roberta Ratzke é realmente uma jogadora de muita sorte, além de ser treinada por Bernardinho que é conhecido por lançar e fazer evoluir novos talentos, teve como grandes mestras as 2 maiores levantadoras do voleibol brasileiro: FERNANDA VENTURINI e FOFÃO. É nítida a evolução de Roberta desde que chegou à UNILEVER, claro que ela ainda tem muito a evoluir p/ chegar perto do que é uma FOFÃO, mas está trilhando um caminho mais do que certo.
Em relação às semifinais, o confronto entre SESI e MOLICO será muito mais equilibrado que UNILEVER e AMIL. Digo, com bastante confiança, que o AMIL está ELIMINADO, não terá condições NENHUMA de vencer o UNILEVER, nessa fase, no RIO DE JANEIRO e disputará a segunda partida só p/completar a tabela, ANOTEM ISSO!!! Unilever estará em sua DÉCIMA final consecutiva!!!
Já SESI e MOLICO está muito em aberto... BIA vai jogar? Espero que sim! Com o trio BIA, FABIANA e DANI LINS jogando o SESI pode fazer história evitando uma nova final UNILVER x MOLICO.
O caminho da vitória para o MOLICO é pressionar a líbero SUELEN forçando o máximo o saque nela ,que ela não dá conta, estratégia que o Praia Club usou e, se não fosse a pane da Ju Carrijo, daria certo.
Talmo que se quiser se classificar para a final, primeiro tem que jogar com BIA e FABIANA pelo meio e tentar arranjar uma alternativa para a SUELEN na posição de líbero, talvez até improvisando uma ponteira para a posição, além disso tem que concentrar seu saque em SANJA MALAGURSKI.
Claro que as atuações de DANI LINS e FABÍOLA, no auge da forma serão determinantes para o confronto que promete ser mais equilibrado que a outra semifinal, até pela rivalidade cada vez maior entre as equipes paulistas SESI e MOLICO após disputarem as seguintes finais seguidas: CAMPEONATO PAULISTA, COPA BRASIL e SULAMERICANO.

Aline disse...

Quanto ao jogo, considero que Zé errou ao deixar ANGÉLICA MALINVERNO no banco por muito tempo, pois atualmente considero-a melhor central que WALEWSKA e GATTAZ. Também achei que Zé pressionou muito a Claudinha, mesmo em momentos em que a culpa não era dela. Foram situações 8 ou 800, SPENCER pressão ZERO na Carrijo, mesmo sendo culpa dela e Zé pressão 100% na Claudinha, até qdo não era culpa dela, seria melhor um meio termo...
Um time começa ser montado primeiro pela levantadora e logo em seguida pela líbero, só depois que se escolhem as atacantes. E é justamente nisso que a UNILEVER tem de melhor, pois FOFÃO e FABIZINHA são craques, jogadoras fora-de-série!!!
A gigante sérvia MIHAJLOVIC, foi um monstro dentro de quadra, muito alta e forte fisicamente arrasou com seus coices no saque e no ataque, deu uma evoluida no passe não dando tanto prejuízo como em partidas anteriores, evoluiu nas mão de Bernardinho e vai voltar p/altíssima seleção sérvia muito mai malandra.
Além disso, as meios Juciely e Carol jogam muito bem e confiantes com Fofão.
Gabi Guimarães jogou tranquila e apareceu bem no bloqueio. Sara Pavan, apesar de não ter pontuado muito, não deu prejuízo e ajudou no que pode amortecendo bolas p/a defesa com seu alto bloqueio e atuou bem na defesa.

Laura disse...

Pois é, eu achava que o Bernardinho iria manter a Roberta para não desestruturar o time, só que me esqueci que seria muita responsabilidade para a jovem levantadora - como se pode ver com a Claudinha. Não que ela tenha ido mal nos dois primeiros sets, mas não soube lidar com a cobrança - injusta, como já comentaram - do seu treinador.

Abraão, concordo com vc. As chances do Amil passam mais pela recuperação anímica, pois tecnicamente a disputa está em aberto (claro, se a Tandara entrar no jogo).

Welmer disse...

Fiquei surpreso com resultado da partida. Eu esperava por uma vitória do Amil, mas gostei de ter visto a equipe carioca mais confiante.

Tandara e Kristin não fizeram uma boa partida, aliás, acho que o Zé poderia ter colocado a Rosamaria mais cedo no jogo no lugar da Kristin e não no da Tandara. As jogadas com as centrais inexistiram pelo lado do time campineiro, o que facilitou o trabalho do bloqueio carioca. A única que jogou bem foi a Nati, ela foi mais acionada e correspondeu bem saindo como a maior pontuadora do time.

Pelo lado do time carioca, Fofão pra mim, foi o grande destaque. É incrível a facilidade com que ela joga. O passe não precisa excelente, se for razoável já é suficiente, mas o problema durante a fase de classificação foi que as passadoras do time não conseguiam nem isso. Mihajlovic e Carol também fizeram uma ótima partida, uma foi a grande atacante pelo time carioca, a outra bloqueou muito, o que ajudou bastante nos momentos decisivos e foi fator importante para que a equipe saísse com a vitória.

Pra próxima partida espero um novo grande jogo. Torço para que a equipe campineira se recupere e consiga levar essa série pro jogo 3.

Paulo Roberto disse...

Espero que o Amil se recupere a tempo de provocar uma terceira partida. Fofão foi fundamental, não apenas pela qualidade técnica indiscutível, mas também pela experiência, confiança e tranquilidade que passa ao time, ela lidera sem gritar, sem ficar falando com o time. E concordando com o Welmer, Fofão sempre foi assim, não precisa de passe excelente pra brilhar, basta um passe mediano.

Anônimo disse...

1 - Eu achei o time de Campias sem vibracao desde o início, parecia q havia algum problema interno, Walewska e Gattaz sérias o tempo todo até quando faziam ponto.

2 - Quantidade de saques nao forcados e desperdicados foi incrível p/ ambas as equpies.

3 - Claudinha deu uma bola de decisao p/ Kristin, no caso a jogadora de decisao nesse jogo sería a Natália.

4 - Enquanto ZRG é um paneleiro convocando velhas veteranas.. Bernardinho é um formador de atletas, jogadoras anônimas se tornam destaques com um desempenho
técnico excelente, e quem passa pela disciplina da Escola Bernardinho, leva p/ sempre o seu aproveitamento. ex: Michele, Monique, Camila Adao, etc..

Crowley.