São estes o segundo e terceiro colocados?

Meu Deus, quem não acompanha a Superliga e viu a partida de ontem entre Vôlei Amil e Unilever (3x2), segundo e terceiro colocados, deve ter pensado: imagina o nível das demais equipes. Não que tenha faltado emoção ao jogo – isso teve de sobra. Mas vejam só:

De um lado da quadra, tivemos uma equipe que mal conseguiu formular uma jogada e impor alguma dificuldade ao adversário. O Unilever se arrasta desde o início do campeonato, sobrevivendo de uma ou outra individualidade e das fragilidades adversárias. Já comentei aqui, o Unilever foi o time que menos evolui na SL. Se o Sesi fosse antes o que é agora, Bernardinho & Cia estariam na quarta posição.

Do outro lado, um time instável, que deixou escapar uma enorme vantagem no terceiro set e levou uma lavada no seguinte, depois de dois sets impecáveis. O Vôlei Amil passou de um grupo super aplicado para uma maçaroca em que nada dava certo.

Campinas está muito bem neste segundo turno, mas erra demais. E ontem essas falhas quase foram fatais. A derrota no terceiro set não é explicada somente na pane incrivelmente absurda que aconteceu quando estava à frente no placar em 18x14. As causas vêm desde o início do set, quando o time começou a cometer erros de saque e a desperdiçar bolas. O Vôlei Amil arrumou a cama para o Unilever deitar.

Acho que Vôlei Amil vs Unilever explicou por qual razão o Molico/Osasco é líder da Superliga com mais de 10 pontos a frente deles. O Osasco não é nenhuma maravilha, mas é só ter um conjunto mais organizado e a cabeça no lugar para disparar neste campeonato. 

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Tenho esperanças que as campineiras sejam capazes de mudar o cenário de sempre da SL, mas ontem novamente me veio a dúvida que levantei posts atrás: será que o time vai ter maturidade para enfrentar uma decisão contra os já “rodados” Molico ou Unilever?

Já o Unilever tem me lembrado Cuba, quando a seleção caribenha já não era mais aquele super time, mas ainda mantinha uma certa dignidade. A seleção cometia erros ridículos na recepção, mas era um time traiçoeiro. Era só o adversário baixar a guarda para que crescesse em cima dele.

É mais ou menos assim que o Unilever tem vindo na SL. Tecnicamente, existem 3 equipes melhores do que ela: Molico, Vôlei Amil e Sesi. Mas não me surpreenderia em nada se o título caísse novamente nas mãos das cariocas. Basta um cochilo dos adversários.

Comentários

tuliobr disse…
Concordo em parte com você, Laura, sobre a qualidade técnica do jogo entre Amil e Unilever em particular, e da SL em geral, mas sou um pouco mais condescendente: achei que a partida teve momentos interessantes a contrabalançar os erros. Creio que o time do JRG tem um jogo que flui melhor do que o da equipe carioca, apesar de sua tendência a oscilar fortemente numa mesma partida. Do lado da Unilever, o jogo está muito pouco sofisticado; Bernardinho parece temer ousar tendo a Roberta em quadra, talvez para evitar expôr sua jovem levantadora a troco de pouco, já que ser segundo ou terceiro não faz tanta diferença assim. Entretanto, nos 'play-offs', se quiser realmente ter alguma chance contra o Molico, ambos os times precisam evoluir; JRG precisa fazer com que seu time não seja 80% Tandara, buscando maior equilíbrio ofensivo. Bernardinho deve ampliar o repertório de sua equipe. Se serve de consolo para os 'unilovers', fiquei com a impressão de que a Branca evoluiu no quesito defesa e começa a aparecer também no fundo da quadra e não só na rede. É um começo.
Welmer disse…
Laura, é de entristecer o nível do voleibol jogado nessa Superliga. Os times erram tudo o que é possível. Os jogos estão sendo disputados num nível muito abaixo comparados aos jogos da temporada passada. Espero que nos playoffs os jogos ganhem qualidade técnica e que deem vontade ver.

Quanto ao jogo entre Unilever e Amil, não vi o jogo todo, vi parte do segundo set e do terceiro, no final deste me dei até ao luxo de mudar de canal achando que o jogo já tinha sido resolvido, mas quando vi o resultado da partida, me surpreendi. O time campineiro vinha jogando um voleibol muito e não achava que o Unilever teria poder de reação e pudesse endurecer a partida. Tandara joga sozinha pelo time de Campinas, achava que com a Natália no time as duas carregariam o time juntas, mas Natália não está fazendo uma Superliga boa e Tandara está tendo que carregar o time sozinha. O time carioca me surpreendeu negativamente nessa Superliga, esperava muito mais do time de Bernardinho, mas o time não corresponde às expectativas dentro de quadra. Gabi não está jogando bem, depois de uma boa Superliga e um bom Grand Prix pela seleção no ano passado esperava muito mais dela, Sarah nunca me convenceu, mas pelo que jogou no final da Superliga passada também esperava mais dela, e Mihajlovic, apesar de ser uma ótima atacante, dá muito prejuízo no fundo de quadra.

Acho que nessa temporada finalmente podemos ter uma final diferente, restar-nos aguardar e ver o que essa Superliga nos reserva.
Wilson disse…
Laura, assisti apenas os dois últimos sets do jogo e fiquei decepcionado com o Campinas: muitos erros bobos, falhas individuais, enfim, um time com as jogadoras que tem e com o técnico JRG não poderia estar como está. A Nathália faz tempo que não joga como jogava e depender apenas da Tandara é complicado. Em relação ao Unilever, acredito que seja a pior formação dos últimos anos, mas poderá fazer a final e até ser campeão, algo que julgo incoerente em se tratando do que vem apresentando até agora. Mas, no vôlei feminino tudo pode acontecer, então não duvido disso.
aline disse…
A “EXPLICAÇÃO”p/AMIL3x2UNILEVER é: JOGO DE BAIXÍSSIMO NÍVEL TÉCNICO!!!
Apesar de ter ido para o TIE BREAK, o jogo foi terrível, um espetáculo de horrores!!!
O que esperar de um jogo entre 2 times que NÃO TÊM PASSE???
O AMIL é “DÉCIMO SEGUNDO” e o UNILEVER “DÉCIMO QUARTO” nas estatísticas de PASSE!!!
Assistir à Natália do Amil e à Mihajlovic do Unilever passando é simplesmente deprimente, essas 2 são péssimas passadoras, tem muita criança na escolinha que passa melhor do que elas!!!
Alguma coisa tem que ser feita com Natália Zilio e Brankica Mihajlovic, elas estão estragando o jogo com seus passes horrorosos e suas tradicionais quinadas de bola, INTENSIVÃO DE PASSE para elas urgente, pelo bem do voleibol!!!
Outra coisa: ESCOLINHA DE SAQUE para GERAL, parem de ficar errando saque, por favor!!! Todas se matriculem na ESCOLINHA DE SAQUE DA AMANDA FRANCISCO, URGENTE!!!
Nem parecia que estava em disputa o SEGUNDO LUGAR da Superliga Feminina!!!
Só a Tandara mesmo para salvar esse time do AMIL, aliás deveriam trocar o nome para Tandara Voleibol Clube, pq mais uma vez ela salva a pátria das campineiras com uma atuação incrível sobretudo no tie break.
Depois de assistir um jogo e altíssimo nível técnico, disputadíssimo ponto a ponto entre BRASIL KIRIN e KAPPESBERG CANOAS, ter o desprazer de assistir essa PELADA BRAVA entre AMIL e UNILEVER foi difícil de engolir, haja ENGOV!
Concordo que GUSTAVÃO tenha sido sim o melhor em quadra, não pela quantidade de pontos total, mas pelos PONTOS DECISIVOS que marcou principalmente no TIE BREAK… Gustavão teve uma atuação de gala no bloqueio, não só marcando pontos, mas amortecendo muitas cortadas e facilitando o contra-ataque do BrasliKirin… Digo que Gustavão salvou a pátria do BrasilKirin e livrou os campineiros de uma derrota dentro de casa e, por ser decisivo, ganhou o VivaVôlei.
Também gostei muito da atuação do Murilo Radke, só que no TIE BREAK ele parou de jogar com os centrais facilitando o trabalho de Gustavão que percebeu isso. Por isso o técnico Marcelo tentou mudar um pouco o jogo pondo Rafinha em quadra, mas deu no que deu, claro que Gustavão percebeu q a troca de levantador era para tentar algo pelo meio e, esperto, ficou atento a essa possibilidade, e qdo Rafinha acionou o meio com Salsa, o paredão Gustavão não perdoou.
Anônimo disse…
Olhando pra esse jogo de Rio de Janeiro e Amil só me deixa ainda mais certo de que Osasco estará na final mais um vez da superliga.