E o Unilever deu as caras na SL

 
O Unilever tomou conta desta segunda partida das quartas de final. Assumiu o favoritismo, deu poucas brechas para o Pinheiros e, sim!, fez um bom jogo.

O Pinheiros, por sua vez, esteve travado, pouco à vontade e, o pior, pouco competitivo. Os momentos que o time entrou na disputa durante o jogo foi quando o Unilever, com seus erros, permitiu.

Senti falta daquele espírito guerreiro característico do Pinheiros, por isso acho que o Wagão errou em não saber puxar por suas jogadoras. Ele deu todas as instruções clara e corretamente, como sempre faz. Mas acho que, em certos momentos, as meninas precisavam era de um ânimo, de uma mexida. Acho também que o Wagão descartou rápido demais a Ellen. O Pinheiros precisava da sua força de ataque, ela poderia ter voltado no terceiro set. 
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Tenho minhas dúvidas se o bom desempenho, no geral, da recepção do Unilever nestas duas partidas foi mais por uma melhora do time carioca ou por falta de agressividade do saque paulista. Tendo a ficar com a segunda opção. Acho que o Pinheiros explorou muito pouco a principal fragilidade do Unilever.

Com o passe na normalidade, a Roberta teve um sem-fim de opções. Tenho gostado das atuações da levantadora. Tem se mostrado segura, com boa distribuição e está utilizando mais bolas com velocidade - com ela, a Gabi melhorou seu desempenho. Pelo tempo que a Fofão está fora, acredito que o Bernardinho permaneça com a Roberta em quadra. Bem ou mal, o time está mais estável. Qualquer mudança agora, ainda mais no levantamento, pode desmoronar o que vem sendo a duras penas construído.

Enfim, o Unilever tá, aos 45 do segundo tempo, ganhando cara, se ajeitando. O sistema defensivo tem funcionado muito bem e, o mais importante, tem gerado pontos. O Unilever sabe trabalhar com qualidade e paciência a bola para pontuar no contra-ataque.

Unilever chega às semifinais contra o Vôlei Amil melhor do que eu imaginava. 

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Ainda assim, o time de Campinas tem muitas condições de impedir o que há anos ninguém consegue: a final Unilever x Osasco. A equipe do Zé tá redondinha. Tem sim suas fragilidades, como o passe e, por vezes, a dependência da Tandara. Mas são fragilidades menos expostas da que as do Unilever.

A ausência da Tandara nesta duas partidas mostrou um Vôlei Amil mais rico em variação de jogadas. Acho que a Claudinha tem trabalhado nisso e se mostrado mais confiante na distribuição de bolas. Na hora de fazer correr o jogo, ela coloca todas as atacantes para jogar, ponteiras e centrais. No momento decisivo, vai em que está virando na partida. Ou seja, trabalha com objetividade e mostra sensibilidade.

Agora, não dá para se enganar. As ambições do Vôlei Amil dependem da presença da Tandara. Ela é a individualidade que pode fazer a diferença num confronto equilibrado como espero que seja Vôlei Amil vs Unilever.

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