Salve Sarah! Salve Sheilla!

Banana Boat/Praia Clube 0x3 Unilever

Foi um pouco decepcionante a atuação do Praia. Mesmo vindo de derrotas, o time tinha feito atuações mais consistentes contra o Vôlei Amil e Molico/Osasco que davam uma esperança que estava encontrando o seu caminho.

Mas o que se viu contra o Unilever foi novamente aquela equipe confusa, com dificuldade no passe e no ataque. É até curioso porque entre os times que estão na liderança, o Unilever é o mais fraco. Mas foi justamente para ele que o Praia teve o pior desempenho.

Spencer Lee retomou a prática das inúmeras substituições que não resultam em nada e só enfraquecem a equipe. Como já falei em outro post, já que está no ritmo das trocas, o treinador poderia aproveitar e experimentar a Camila no lugar da Ju Carrijo. Acho que a Herrera agradeceria. 
 
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Já o Unilever aproveitou bem a fragilidade do passe das mineiras. Entrou com um saque agressivo e conseguiu manter o ritmo até o final da partida. O passe continua aquela loucura. O bom é que Roberta tem mais pique para correr para lá e para cá para alcançar a bola do que a Fofão.

Mas melhor ainda é que o time tem a Sarah Pavan. A bola pra canadense foi o escape mais fácil para a levantadora e foi o que funcionou. Se não fosse a Sarah... 

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Sesi 1x3 Molico/Osasco

Sesi x Osasco está virando um duelo pegado, com rixa e boa disputa técnica. A partida da sétima rodada do returno da SL foi assim.

A principal jogadora de definição do time, a Fabiana, ficou inutilizada pelos erros de recepção nos finais do sets. O time fraquejou quando não podia. Faltou ao Sesi mais tarimba de vencedor – o que sobrou ao Osasco e à Sheilla. A jogadora pode não estar na sua melhor fase, mas quando aparece, decide. O time também foi assim: na hora que precisou, cresceu, tirou um saque forte da cartola e quebrou a virada de bola do Sesi.

Demorou, mas quando a Fabíola descobriu que poderia descentralizar o jogo e fugir do forte bloqueio da Fabiana e Ana Beatriz, o ataque fluiu.

O Osasco devolveu os 3x0 que sofreu no Sul-americano, mas não convenceu. O repertório de ataque que o time tem em mãos está mal aproveitado. A impressão que dá é que sempre depende de uma atuação especial de uma das jogadoras – que normalmente tem sido a Thaisa, e desta vez foi a Sheilla.

Comentários

Anônimo disse…
"O Osasco devolveu os 3x0..."
Ops!
Então, vi o jogo e os 3x0 que a Laura errou bem que poderiam ter sido do Sesi sobre o Osasco.
O placar do jogo foi bem enganoso.
Como bem falou a Laura.
Ganhou, mas não convenceu.
Já o Sesi, pese faltar ainda um pouco de postura de time grande, perdeu e convenceu.
O jogo já não é uma barbada para o Osasco.

Zé Henrique
Paulo Roberto disse…
Pra mim o Molico tem dois problemas principais: as ponteiras que não passam bem e a Fabíola que atravessa uma faze muito ruim. No caso das ponteiras, juro que já tentei entender mas não consigo, o porque do Luizomar sempre tirar a sérvia e por a Gabi. Ela não ajuda no passe e dá prejuízo na rede, a Ingrid mostrou no jogo contra o Pinheiros que é uma opção muito melhor porque ajudou a estabilizar o passe. No caso da Fabíola acho que ela está mal orientada/treinada.

O Univeler é o exemplo do trabalho positivo da comissão técnica. O time é o melhor no papel? Não. Individualmente as jogadoras são as melhores? Não. Então a comissão deve trabalhar para dar liga ao time e torná-lo competitivo. Aqui brilha a estrela do Bernado (que não vou muito com a cara) e da sua comissão.

Já o Praia se tornou a grande decepção dessa SL. Incrível como o time está desocnfigurado e como o Spencer Lee não tem conseguido o êxito que obteve na temporada passada. Acho que a melhor opção no momento seria colocar a Camila no lugar da Ju Carrijo (nunca achei essa levantadora isso tudo que falam dela), botar a Mari na saída e por a gêmea passadora (Michele ou Monique?) pra estabilizar o passe, com Herrera como outra ponta.
tuliobr disse…
Também achei que, depois do saque, foi a atuação da Sarah Pavan que pavimentou o caminho da vitória fácil do Unilever sobre o perplexo Praia. Creio ser notável a melhor conexão da Roberta com a Pavan, quando comparada com a Fofão. A canadense teve a maioria das bolas no ponto para atacar aproveitando toda a sua envergadura, e ignorou o bloqueio. Seus golpes não são especialmente fortes, mas ela aprendeu por aqui a imprimir velocidade e tem uma boa visão da quadra adversária para colocar bem seus ataques, de modo que são poucas as defesas na SL que podem segurá-la consistentemente e, mesmo assim, as jogadoras precisam estar muito concentradas. Além do mais, erra pouco no ataque (o saque precisa melhorar). Se a Roberta encontrar também o jeito de fazer o mesmo pela Branca e a Gabi voltar ao patamar da última temporada, Unilever não pode ser considerado carta descartada. O passe eu achei melhor, até pela boa atuação da Fabi, a melhor dela que eu vi nessa SL. Quanto ao Praia, acho que o Spencer corria um risco calculado apostando em jogadoras vindas de lesão para erguer o time dessa temporada, mas parece que houve um atraso pois o time já deveria estar em um estágio superior para chegar aos 'play-offs' no auge; por conta disso, seu principal oponente agora é o Brasília. Não é para desesperar, mas precisa insistir em dar ritmo para Mari e Herrera, ficando de olho nas veteranas do Planalto, dois objetivos que às vezes poderão ser contraditórios. Será tenso, mas não é impossível.
Anônimo disse…
Sheila de fato definil o jogo, mas não acho que o Molico em si jogou mal. Pelo contrario vejo cada vez mais as ponteiras se acertando.
O que precisa melhorar um pouco é confiança da Fabiola na Sanja pra virada de bola, ela prende o jogo muito na Sheila e na Thaisa, o que torna o time muito vuneravel quando essas jogadoras são marcadas (O resultado da Sulamericano). No fundo acredito sim que esse ano possamos ter um final de superliga diferente, mas com tudo ainda não vejo o Osasco fora da final.
O Retorno na da Jaqueline dará mais instabilidade no passe, ai sim a Thaisa será a jogadora a ser parada. Só não sei qual das duas ponteiras ela vai colocar no banco...rs. A Caterina não ajuda muito na virada mais esta conseguindo dar o volume de jogo e tal, a Sanja veio pra definir mas num esta definindo muito coisa que a Jaqueline tambem não faz. O Osasco tem um situação complicada nas pontas. Que sirva de lição pra contratação da proxima temporada.
Anônimo disse…
Comparando as ponteiras de Osasco e Unilever, as do Rio tem mais qualidade e competência . Podem não estar em melhor fase(muito pelo emocional da equipe), mas são melhores . Mihajlovic é umas das estrelas da seleção sérvia ao lado de Brakocevic, quem acompanhou a carreira dela antes de chegar ao Brasil, sabe bem do que estou falando. No ataque, ela massacra a Sanja, que chegou pra ser uma ponteira de decisão e não faz metade do que a Garay fez na temporada passada. Joga uma ou duas partidas interessantes, mas não convence . E a Gabi também é melhor que a Caterina . Atualmente no passe a Cat ta segurando mais, mas no ataque faz 5 pontos por partida . A Gabi é procurada em momentos críticos, a Bosetti não ...
Osasco com certeza não é imbatível, mas a confiança elevada as fazem decidir os jogos ao seu favor . Acho que a Fabíola confia mais na Thaísa do que na Sheilla, e quando o passe não vem perfeito elas passam por dificuldades pelas pontas . Tirar o passe da mão da Fabíola é o primeiro passo pra tentar vencer o Molico .