sábado, 25 de janeiro de 2014

O melhor jogo de todos os tempos da última rodada


Banana Boat/Praia Clube e Pinheiros fizeram um dos melhores jogos desta Superliga. A partida teve de tudo, de uma virada extraordinária no placar a erros grotescos da arbitragem.

A virada do Pinheiros no segundo set, quando o Praia vencia por 20 x 16, foi determinante para que o jogo, que parecia se encaminhar para um fácil 3x0, ganhasse outra forma. A partir daí, a partida ficou aberta para ambas equipes.

Houve muito equilíbrio. Monique e Andrea comandaram os ataques de suas equipes: uma com a companhia da Mayhara, pelo meio, e a outra a Ellen. Foi um belo confronto de opostas.

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O pecado do Pinheiros foi a sua fraca recepção, exatamente no momento em que mais precisava dela: tie break. Quando o time adversário opta por sacar na líbero, é porque a situação está realmente complicada.

Também não entendi a insistência no ataque com a Ellen no quinto set, quando a mesma estava bem marcada e era evidente que a Andrea passava por melhor momento.

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A vitória vem com um gosto especial para o Praia por todas as dificuldades da partida, mas, mais uma vez, o time sai de quadra com a impressão de que poderia ter rendido mais. O Praia tem suado além da conta para vencer certas equipes. Por mais que o Pinheiros não seja um adversário fraco (muito pelo contrário), o time de Uberlândia tinha o controle da partida no segundo set e o deixou escapar. Foi ele (com uma mãozinha da arbitragem, claro) que colocou o Pinheiros no jogo.

Este é outro ponto que tenho notado no Praia ultimamente. A postura destemida e que ignorava quem estivesse do outro lado da quadra não se repete nesta temporada. O time deve estar sentindo a pressão por resultados e desempenhos melhores, ele mesmo deve estar se cobrando por isso – e isso reflete na quadra.

Ao menos, quando chegou  o tie-break, desta vez o Praia soube definir e ser agressivo. Até mesmo o bloqueio, que havia aparecido pouco até então, fez pontos importantes em cima da Ellen e garantiu uma vitória mais tranquila na última parcial.

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Não sei o que deu na cabeça da comissão técnica em escolher a Ju Carrijo como melhor jogadora da partida. Para mim, o prêmio ia direto para as mãos da Monique. Sem ela, não haveria vitória, ainda mais numa noite tão apagada da Herrera e da Michele.

Como falei no post anterior, a presença da Herrera no time titular, ainda com atuações irregulares, vai cobrar seu preço – a dificuldade da partida contra o Pinheiros é um bom exemplo. Mas insistir com a jogadora é a única maneira que vejo para o Praia pretender algo maior nesta SL.


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Pê ésse:

Algumas surpresas desta rodada:

- O Molico/Osasco penou para ganhar do São Cristovão Saúde/São Caetano, por 3x1. Todas as parciais foram apertadas, com exceção de uma – exatamente a que o Molico perdeu. Na segunda-feira, o Zé Roberto declarou que o time do ABC era o mais chato da SL. Na hora pensei que era um exagero, apesar do Sanca volta e meia aprontar com os grandes. Mas o mais importante era o por trás da frase do Zé: a atenção e respeito que ele deu ao adversário.

O Osasco não pode se transformar no seu pior adversário. Não dá para relaxar!

- Já o Barueri perdeu para o Uniara/Afav por 3x2. Começa mal o segundo turno. Não pontuou contra um adversário direto, o Brasília, e agora perde para um time inferior. Pode comprometer a classificação para a próxima fase.

5 comentários:

Moura BR disse...

Alguém viu Fenerbahçe x Vakifbank? Jogaço!
O Fenerbahçe ganhou por 3x0, acabou com a invencibilidade do Vakifbank que ja durava 73 jogos e ainda ganhou a primeira posição na liga turca! A Kim jogou muito e marcou 22pts e a Fe Garay marcou 11pts e defendeu de mais! Sensacional!

tuliobr disse...

Venho de assistir Unilever x São Bernardo na estufa do Tijuca, onde o calor úmido faz com que até piscar seja um exercício penoso. Considerando as circunstâncias, a presença do público foi boa. O jogo foi uma aula magna dos dois times de como não se deve receber um saque, pois o time da casa continua justificando com louvor sua condição de pior passe da liga, o que é algo no mínimo estranho para quem tem a líbero titular da Seleção bicampeã Olímpica na folha de pagamento; mas, pasmem, hoje o São Bernardo foi ainda pior, levando ao desespero a veterana Kátia. Como eu especulava, Fofão está acometida por algum problema físico que a tirou da segunda partida seguida. Com Roberta levantando, o time não pode esperar a qualidade técnica de que a Fofão é capaz (mas não vinha demonstrando), mas ao menos a Pavan recebe bolas mais adequadas para aproveitar sua capacidade de bater por cima da maioria dos bloqueios adversários. A combinação com a Juciely também funcionou bem o tempo todo. O jogo vencido pelo Praia foi prejudicado por uma noite infeliz da arbitragem, mas foi um belo duelo das opostas. Apesar de a Monique ter vencido, acho que a balzaquiana Andréia jogou melhor. Pena que só agora ela se descobre oposta; fosse há uns cinco anos e Sheilla finalmente teria uma reserva "oficial" ocupando um posto que a rigor nunca teve uma dona incontestável. E seria uma reserva para jogar bastante, já que sua versatilidade seria certamente bem explorada pelo JRG. Concordo com você, Laura, em relação ao tie-brake e acrescento que em uma situação daquelas eu prefiro a maior ousadia e imprevisibilidade da Macris. Ananda é certamente talentosa, mas sua cautela, talvez justificada pela sua pouca experiência em momentos decisivos, impede que ela chute alguns baldes, e eu acho que isso faltou para o Pinheiros sair com a vitória.

Aline disse...

PARTIDACA da MONIQUE!!! Ela realmente foi o nome do jogo, virou tanto bolas boas qrto ruins com gde eficiencia. O saque da Monique esta destruidor, invaravelmente quebra as recepcoes adversarias e olha q nao eh saque PORRA LOCA, forcado a esmo... E um saque inteligente e direcionado e altamente eficiente. No fundo de quadra, Monique se supera, defende como uma libero,com uma garra impressionante vai em tudo qto e bola. No ataque, abusou de seu vasto repertorio para marcar seus 22 pontos, uma verddadeira aula de como variar um ataque, teve de tudo: diagonal longa, diagonal curta, paralela no limita da antena, explorada da mao de fora, pingadinha encobrindo o bloqueio entre outras. Um jogo muito inteligente,tecnico e classico, com fundamentos precisos. Da gosto ver Monique jogar!

Anônimo disse...

Grandes coisas essa tal invencibilidade do VAKIFBANK de mais de 70 jogos...
Sem ter enfrentado o MOLICO/NESTLE/OSASCO essa invencibilidade NÃO VALE DE NADA!
Caiu para o FENERBAC da GARAY, mas ambos cairiam para o MOLICO!

ALINE disse...

SESI e BRASÍLIA vão de vento em popa no segundo turno. Enquanto BRASÍLIA e SESI estão ladeira acima na tabela o PINHEIROS despenca...
PAULA e DANI SCOTT-ARRUDA estão em grande fase no BRASÍLIA, enquanto isso, no SESI, a entrada da ponteira SUELE no time titular no lugar de P.DAROIT, organizou o passe do time e além disso ela bloqueia muito bem. Com um bom passe D.Lins passou a usar mais o potencial de suas centrais BIA e FABIANA.
Já o PINHEIROS, foi muito bem no primeiro turno, mas agora está encontrando dificuldades para manter a boa posição que tinha na tabela, apesar de ter feito jogos duros contra equipes mais fortes, a experiência de jogadoras como FABIANA, D.LINS, SUELLE, DANI SCOTT e PAULA fala mais alto em momentos decisivos.