Heróis da Resistência

Quarta rodada de muito suor para os favoritos Molico/Osasco e Unilever. Rio do Sul e São Caetano resistiram bravamente aos elencos estrelares dos líderes da SL.

Rio do Sul 1x3 Molico/Osasco


O Rio do Sul não venceu o Osasco, mas o desestebilizou. Certamente o Osasco não estava preparado para encontrar um adversário e uma torcida que encararam a partida como uma decisão, tampouco esperava sofrer tamanha pressão no bloqueio. Pela primeira vez nesta SL, vi o time do Luizomar tão desconfortável.

O Rio do Sul foi um fantasminha rondando o Osasco o tempo todo. O pecado da equipe catarinense foi não aproveitar os diversos contra-ataques oportunizados pela boa marcação da sua linha de defesa. O ataque caiu de rendimento durante o jogo, o que tornou a missão de levar a partida pelo menos até o tie-break mais inglória. Resistiu até o seu limite e fez um grande papel.

O Osasco acumula mais uma partida suada contra equipes inferiores. Antes o time costumava demorar para engrenar, o que, por vezes, lhe custava o primeiro set. Agora, o problema está nos sets seguintes, quando o grupo relaxa e perde sua agressividade. 

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São Cristovão Saúde 2x3 Unilever

É engraçado que, mesmo com este resultado, a impressão que fica desta partida é que o São Caetano foi mais time do que o Unilever.

Mais uma vez, a equipe carioca tirou uma vitória da cartola mesmo apresentando um vôlei medíocre e irregular. O Bernardinho tentou diversas opções: começou com a Régis; depois recolocou a Mihajlovic, mas com a companhia da Valeskinha; terminou com a Amanda no lugar da Gabi. Nenhuma delas foi uma solução duradoura.

Acontece que mesmo atrapalhado, o Unilever teve dois pontos que pesaram a favor da para a vitória: a experiência de enfrentar momentos de decisão e a “entrada” em jogo da Miha, que até o terceiro set estava apagada.

O Sanca aproveitou como ninguém a maior fragilidade carioca, a recepção. Forçou o saque com persistência e qualidade, sobretudo quando o saque vinha da levantadora Diana.

Do seu lado, o time paulista garantiu uma boa linha de passe que facilitou a virada de bola de suas atacantes. Marcou forte no bloqueio e teve mais volume de jogo que o adversário.

E como, depois de todas essas qualidades, deixou escapar a vitória? Falhou demais no tie-break, da recepção ao contra-ataque. Sentiu o peso da camisa do adversário. 



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Este é um ponto que vale a pena destacar: ainda que a experiência de times como Osasco e Unilever pesem na hora da decisão, a cada partida como essas, o respeito para com elas diminui. As equipes da ponta de baixo da tabela estão sentindo que é possível, se não vencer, complicar – e muito – a vida dos favoritos. E esta pode ser a pior coisa que os líderes tenham que lidar nesta fase da competição. 


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Barueri 3x0 Banana Boat/Praia Clube 

 
No último post, comentei que o Barueri tinha começado mal o segundo turno e já imaginava a dificuldade para o time se classificar com a sequência de confrontos que restavam. Acontece que a equipe conquistou uma bela vitória e deixou ainda mais evidente os problemas do Praia nesta competição. O Praia, depois de consquistar uma vitória importante contra o Pinheiros, dá dois passos para trás. 


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Pê ésse:

- Fico pensando se a televisão não vai querer diminuir ainda mais os sets do vôlei. Mesmo confrontos “básicos”, como Osasco e Rio do Sul, estão passando das duas horas dedicadas ao esporte na grade das emissoras. Que droga de esporte tão disputado!

Comentários

tuliobr disse…
Assim como no jogo em que o Praia venceu o Pinheiros, nessa vitória do Unilever visitando o Sanca, também gostei mais de uma jogadora do lado derrotado; daria o peso-de-papel Viva Vôlei para a Diana. Sua atuação foi bem superior à da Roberta, e era nítida a diferença de velocidade entre elas, dadas as mesmas condições do passe. A levantadora do Sanca aproveitou muito bem suas duas atacantes leves e velozes, a ponta Thaisinha e a oposta Sabrina, além de ter um repertório mais variado do que o da Roberta. Além disso, o saque da Diana pôs a insegura linha de passe do Bernardinho em constante apuro, obrigando-o a modificar o time em vários momentos. O caso do peso da camisa comentado pela Laura ficou bem patente nas declarações pré e pós jogo do técnico Hairton e da central Mara (grande atuação, a propósito): ambos deixaram transparecer uma certa resignação injusta com o potencial do time, que joga bola suficiente para derrotar essa combalida formação do atual campeão brasileiro. Creio que isso falta para o Sanca: descobrir que acreditar no próprio potencial e não fazer segredo disso não deve ser confundido com arrogância, mas sim cultivado como motivação para a vitória. Unilever faz isso há anos.
Anônimo disse…
Seleçao do Segundo turno.
Levantadoras: Fabiola e Diana
Centrais: Carol Gattaz, Fabiana, Thaisa e Mara
Ponteiras Passadoras: Caterina Bosseti e Dayse
Ponteiras: Gabizinha( molico) Thaisinha
Opostas: Andreia( Pinheiros) Sheila
Liberos: Leia ( pinheiros) e Camila Brait.
Outras jogadoras tem meu respeito mto grande e jogam mto. Como : Ju Nogueira (Amil - Oposta) Ananda ( Pinheiros - levantadora) Angelica Malinverno ( Amil - central) Pri Daroit ( ponteira- Sesi-Sp) e Suellen ( Sesi-Sp-libero.)
Anônimo disse…
Laura
Se deixassem um caal só p/ o futebol e um outros p todos os outros esportes, o vôlei podería ter 3 horas de duracao. Maldito Futebol.
Anônimo disse…
Thaisinha esta em primeiro lugar em saque da SL, e terceiro em ataque.
Aline disse…
Quero deixar registrado um protesto : a falta de respeito da torcida do RIODOSUL/EQUIBRASIL c/as As jogadoras do Molico/Nestlé, que foram extrememente ofendidas c/palavras de baixissimo calao, e se recusarem, por isso, a distribuir autógrafos aos torcedores do Rio do Sul/Equibrasil após o jogo.

Sheilla, revoltada c/a barbarie promovida pela torcida, se manifestou pela internet: "- Aos torcedores educados do Rio do Sul desculpa por não termos parado pra dar autógrafo, mas foi uma decisão do nosso time inteiro pela falta de respeito de alguns xingando de vagabunda e por aí vai!!! Torcer pelo seu time ok desrespeitar e xingar o
adversário não!!!"

Alias, "VAGABUNDA" foi o xingamento mais leve de todos q elas receberam e que a sempre elegante Sheilla teve coragem de citar em seu protesto. Os selvagens berravam outros muito piores como: "ARROMBA...","FILHA-DA-P...","VAC...", "CAD...", PIR... entre outros...
Agora p/q esse comportamento ridiculo, se o jogo estava tao bonito, c/as meninas do Riodosul fazendo frente as recem-Campeas Sulamericanas na bola?
Infelizmente torcedores desse tipo fazem com q familias, idosos e criancas se afastem dos jogos
Em relacao ao jogo gostei muito, estou achando essa edicao da Superliga a mais equilibrada q ja vi, mesmo o Molico sendo lider invicto, teve q suar muito p/vencer uma equipe q sequer esta na zona de classificacao. Vale lembrar tbem q o Maranhao venceu o SESI e o MINAS venceu a UNILEVER, prova de q se nao entrar concentrado qquer mostra q pode vencer.
Que diferenca o segundo turno para SESI,BRASILIA,PINHEIROS e SAO CAETANO. Enquanto PINHEIROS e S.Caetano fizeram um primeiro turno excelente, no qual se mantinham numa boa posicao na tabela, no segundo turno foram atropelados pela ascensao meteorica de BRASILIA e SESI e foram jogados p/a SETIMA e OITAVA posicoes na tabela. Mas ainda tem o Barueri q vem na cola de S.Caetano e Pinheiros em busca de uma classificzcao p/as quartas-de-final.
aline disse…
Admiro muito a MARI do passado, mas há muito tempo ela não tem condições de repetir as atuações que teve neste passado...
A MARI que despontou e apareceu para o mundo no time do OSASCO não é a mesma há muito tempo. Não teve as mesmas atuações brilhantes do passado nas suas passagens pelos times do SÃO CAETANO, UNILEVER, FENERBAC e agora, PRAIA CLUB...
MARI tem que ter paciência, está voltando de contusão e está longe de ser aquela MARI do Osasco, seria muito interessante que ela voltasse a jogar como antes no OSASCO, mas tem que ter paciência...
aline disse…
Qdo. um time começa a brigar e se desentender, por melhor que sejam os valores individuais, a maionese desanda, pois o time não funciona como equipe... Apesar de ter reforçado bastante o elenco com contratações de peso como: Tássia, Kim Glass, Mari e Natália Martins e a aposta na recuperação de Herrera, o time parece estar em conflito e tem se dado mal contra adversários com elenco mais modesto...
Das contratações, a líbero Tássia e a central Natália valeram bastante o investimento, são excelentes jogadoras e estão fazendo uma ótima Superliga... Porém, Kim Glass, Herrera e Mari, devido Às contusões e não estarem no melhor de sua forma estão demorando a dar resposta. Kim estava muito bem no time, mas se contundiu e Herrera não está no seu melhor para substituí-la bem, principalmente no fundo de quadra onde KIM faz muita falta... Mari por sua vez, tbém não é especialista no fundo e ainda não está 100%...
tuliobr disse…
Quem viu Campinas x Pinheiros torceu para que o jogo se prolongasse até o 'tie-brake' porque ele teve muitos momentos interessantes, garantido por dois técnicos de estilo parecido, cujos times valorizam o contra-ataque e, por isso, sacam tático e se esforçam para defender ou recuperar bolas tocadas pelo bloqueio. A diferença é que o JRG pode contar com várias jogadoras decisivas, enquanto o Wagão conta principalmente com a Andréia. O resultado final serviu para reforçar minha discordância da opção do Wagão pela Ananda; nada contra a moça, mas eu prefiro a imprevisibilidade e a ousadia da circunspecta Macris e, para reforçar minha preferência, nos momentos em que ela esteve em quadra o time de Campinas enfrentava maiores dificuldades para impor-se e a Andréia aparecia mais. Também discordei do JRG na sua escolha de melhor do jogo: eu premiaria a Richards. A gringa é a jogadora que o Bernardinho precisa que apareça na Unilever: resolve no fundo (a Michelle é ótima defendendo, mas insegura passando, e a Natália nesses fundamentos é somente esforçada) e na rede pontua quando necessário e bloqueia bem. Fez tudo isso contra o Pinheiros e deixou a Tandara tranquila para pontuar e o JRG livre para se concentrar em dar broncas homéricas na Claudinha. Para concluir, parece que acharam a caveira de burro que estava enterrada sob a quadra da Vila Leopoldina, puseram num Sedex e despacharam para Uberlândia.