sábado, 7 de dezembro de 2013

Praia quase lá

Unilever 3x2 Banana Boat/Praia Clube
 
Que oportunidade o Banana Boat/Praia Clube deixou escapar! Conseguiu que o Unilever se desestabilizasse na recepção e emocionalmente, abriu a vantagem de dois sets, mas recuou no terceiro.

Quando começou a cometer erros de saque, que até o momento tinha sido o fundamento que sustentava a sua superioridade, abriu espaço para o Unilever recuperar a confiança. E isso, contra um time tão experiente e cascudo como o Rio, é fatal. 

Mérito do Unilever, que aproveitou a brecha dada pelo Praia para se estabilizar, mesmo que a recepção tenha causado muitos problemas até o final da partida. As mudanças que o Bernardinho fez foram essenciais. Ainda que tecnicamente sejam inferiores, Régis (sempre ela) e Bruna entraram de forma despretensiosa e relaxada nos lugares de uma Gabi atrapalhada no passe e de uma Pavan apagada.

Agora, ontem me pareceu bastante evidente a deficiência da defesa carioca. Bolas fáceis se tornavam pontos por erros de cobertura, posicionamento ou técnico de uma jogadora. Tanto que a melhor bola de ataque para o Praia era a largada, pois era certeza de ponto. 

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A falta de regularidade acabou custando a vitória para o Praia (e um erro de arbitragem no final do terceiro também, tenho que dizer). Cometeu erros na hora que não podia, mas o time que se viu ontem esteve mais próximo daquele que vimos nas duas últimas temporadas.

A volta da Herrera pode encaminhar o time a recuperar sua combatividade. Aliás, me surpreendi com o retorno da cubana. Não pensei que ela aguentaria uma partida inteira de cinco sets e sendo a principal pontuadora do time. Ainda está longe de ter aquela potência de ataque de antes, mas voltou como saiu: sendo a peça-chave do grupo.


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Superliga Mix

- Depois de oito rodadas, está lá na quarta posição: São Cristóvão Saúde/São Caetano. Venceu os adversários com os quais briga diretamente, tirou sets dos favoritos e conseguiu a zebra de ganhar do Sesi na rodada de estreia. Resultado: 14 pontos, à frente de times como Pinheiros, Praia Clube e Sesi.

- Já o Minas não conseguiu sequer uma vitória, mesmo quando enfrentou times que estão em iguais condições.

- É engraçado que Uniara e São Bernardo, apesar de estarem abaixo na tabela, têm mais vitórias do que Sesi e Barueri. São 4 em 8 jogos, contra 3 dos demais. Se fosse a pontuação antiga, quando qualquer vitória valia 3 pontos, Sesi estaria na 11ª posição.

Sempre gostei deste tipo de pontuação que dava apenas 2 pontos para o vencedor de uma partida de 5 sets. Achava que tornava a competição mais equilibrada, além de ser uma forma de recompensar o perdedor pelo, digamos, “esforço”, ou diferenciá-lo daquele que perde por 3x0 ou 3x1.

Mas, ultimamente, tenho pensado diferente. Vejo mais injustiças e incoerências neste tipo de pontuação do que benefícios – o que muitos aqui já comentavam. Como, por exemplo: neste sistema o único time invicto de um torneio pode não ser o campeão. 


A forma tradicional, de certa forma, já faz a diferenciação dos competidores pelo set average. Contempla, entre os perdedores, aquele que conseguiu levar o jogo até o quinto set; ou entre os vencedores, o que não perdeu nenhuma parcial para o adversário. No fim, o velho sistema ainda é o mais justo.

12 comentários:

Welmer disse...

Gostei muito da atuação do time de Uberlândia ontem. Foi assim que nos acostumamos a ver o time jogar na temporada passada e jogando dessa forma ele conseguia encarar Unilever e Osasco de igual para igual.

Falando do resultado agora, apesar do aumento no número de erros da equipe praiana a partir do terceiro set, acho que a arbitragem influenciou diretamente o resultado da partida.

Mudando de assunto, acho que depois dessa passagem pelo vôlei brasileiro as duas sérvias vão evoluir muito e poderão se tornar numa pequena dor de cabeça para a seleção brasileira em jogos entre as duas seleções. Brankica é uma jogadora muito boa no ataque, com uma boa variedade de golpes, mas deixa a desejar no fundo de quadra, principalmente na recepção. Já Sanja, embora não tenha a mesma explosão física da Brankica, também é uma boa atacante, mas tenho mesmo surpreendido com suas atuações no fundo de quadra, apesar de não ser nada de espetacular, ela tem se saído bem na recepção, pra mim melhor até que a Caterina a outra estrangeira de Osasco, tentando receber os saques de manchete e recuperando as bolas na defesa. Acho que um trio Brakocevic, Malagurski e Mihajlovic pode se tornar um pequeno pesadelo para a nossa seleção.

tuliobr disse...

A Unilever por sua história já alcançou aquele estágio que torna possível vencer até quando joga mal. O Praia fez apostas arriscadas, com duas jogadoras-chave em recuperação de delicadas lesões. Herrera parece bem encaminhada, mas a Mari ainda nem pôde estrear e periga não ter tempo de recuperar uma mínima condição de jogo que torne a relação custo x benefício favorável; seja como for, os últimos confrontos entre Unilever e Praia foram todos jogos difíceis, decididos só no tie-brake a favor das cariocas. Falta para o Spencer encontrar a fórmula de ganhar o jogo depois de tê-lo dominado na maior parte do tempo, algo que não tem muito a ver com arbitragem. O juiz errou, erra e errará, e é preciso saber vencer mesmo contando com essa inevitabilidade.

Anônimo disse...

Gente meu Deus. Quem venceu a partida continua com seus 3 pontos independente dos sets perdidos, quem perdeu mas ganhou 2 sets leva o seu 1 ponto, é muito mais coerente dessa forma e não compromete o resultado final de um campeonato se um time vencer invicto!Hellooo !
Crowley.

Anônimo disse...

#ficadica

Aline disse...

Uma partida de volei vale 3 ptos, se vc ganha sem ir p/o tie break leva os 3 ptos, senao perde um pto p/a equipe q venceu 2 sets.
Acho essa regra muito justa e,assim como o CROWLEY, nao tenho nada contra.
So acho que o volei poderia ser por tempo...
Deveria ter alguma forma de conrrolar o tempo da partida, caso contrario nao termos volei em TV aberta.
O PRAIA CLUB estava com a partida nad maos, prestes a ganhar do UNILEVER por 3x0, mas com uma ajuda da arbitragem e uma falta de cocentracao do PRAIA, O UNILEVER virou o jogo.

Graça disse...

Eu concordo com os leitores que defendem o sistema de pontuação que tira 1 ponto do vencedor e dá esse ponto à equipe que conseguiu levar o jogo até o tie break.
Afinal de contas, não há injustiças, pois todos já entram em quadra sabendo que se forem para o tie break, não ganharão os 3 pontos.
Assisti a Unilever x Praia Clube, e sinceramente estava acahando que o Praia venceria por 3x0, mas o time caiu de produção e tomou a virada.
A entrada de Bruna e Diva Regis nos lugares de Pavan e Gabi foram fundamentais para a virada, mais uma vez mérito do Bernardinho que mexeu bem no time e na hora certa.
Pelo lado do Praia, a oposta Monique estava muito bem no saque e no ataque, Herrera começou muito bem a partida, mas parece que faltou energia, tudo bem, Herrera tá voltando de contusão e já pegou uma partida de 5 sets.
No Domingo, assisti a Brasília x Pinheiros, que foi um jogaço!
Paula jogou muito, defendeu demais e foi decisiva no ataque. Dani Scott-Arruda foi outro destaque importante da partida.
Como é bonito ver a Paula jogar tudo o que sabe, a MVP Olímpica arrebenta!
Seja jogando como ponteira, seja atuando como oposta, Tandara vem sendo a melhor jogadora disparada do Amil, há várias rodadas aparece como maior pontuadora da Superliga e quebrou o recorde de pontos em uma partida de superliga anotando 37 pontos. Não entendo porque na copa dos Campeões Tandara foi reserva da Natália, pq no Amil Tandara tá muito melhor que a Natália... Mistério inexplicável... Natália eterna promessa ou eterna protegida do Zé Roberto?
As gigantes sérvias MIHAJLOVIC e MALAGURSKI são um espetáculo a parte, muito grandes e jovens, as 2 tem muito a evoluir ainda.
Mihajlovic é potência pura, patada no saque e no ataque, porradeira nata, só precisa melhorar um pouco o fundo de quadra. Malagurski vem crescendo de produção a cada jogo.
Depois dessa temporada na superliga e se juntando a Brakocevic, a seleção Sérvia vai estar cada vez mais forte.
A juvenil italiana Caterina Bosseti tem se apresentado muito bem também e tão séria e concentrada que nem parece ter só 19 anos. Impressionante, mas o Molico com 2 ponteiras estrangeiras e tão jovens tem se mostrado fortíssimo nessa Superliga.

João Lucas disse...

O Molico está muito bem mesmo, meu único receio é que este time tenha alcançado o ápice cedo demais, tal qual Unilever com a volta de Venturini em 2011/2012.

O SESI é a grande decepção. Eu jurava que o Praia venceria o Unilever, porém, o time sentiu os erros de arbitragem. Não entendi a entrada de Valeskinha no lugar de Carol, se era pra trocar as meios que tirasse Juciely. Gabi e Pavan estavam realmente terríveis
.

Aline disse...

Molico 3x2 Tandara.
Thaisa fez uma partida espetacular, mas as outras jogadoras do Molica também ajudaram bastante, enquanto isso Tandara tinha que se virar praticamente sozinha no AMIL.
Cadê as centrais do AMIL? Gattaz e Walewska sumiram perante a tamanha superioridade da Thaísa.
Walewska marcou 5 pontinhos e Gattaz apenas 4, enquanto a Tahísa só de bloqueio marcou 10, além de 3 aces e 15 ptos de ataque.
O saque do Molico estava infernal, Thaísa, Sheila, Caterina e Fabíola arrasaram no saque e acabaram com o passe do AMIL.
O que ainda salvou o AMIL de um vexame foi a Tandara.
Se não fosse Tandara o AMIL teria levado uma surra de 3x0.
Enquanto no Molico 5 jogadoras chegaram aos 2 dígitos nos ptos. No AMIL, NIGUÉM conseguia pontuar, depois de Tandara com 28 pontos, aparece Natália com 11 e mais ninguém chegou perto de marcar 2 dígitos.
Assim como o SESI na Superliga passada, o AMIL virou TANDARA voleibol clube, enquanto o Molico tem várias jogadoras com poder de decisão.
Fabíola fez uma partida excelente, usou e abusou das bolas de meio, e deixou o bloqueio adversário a ver navios: o AMIL marcou apenas 5 pontos de bloqueio num jogo de 5 sets, enquanto o MOLICO marcou 16 ptos de block.
A juvenil italianinha que muitos vinham pegando no pé fez uma excelente partida e pontuou em todos os fundamentos.

João Lucas disse...

Thaisa tombou o time de Zé Roberto. A central de Osasco deu aula a Carol Gattaz e Walewska, fez uma partida irretocável no ataque, saque e bloqueio, é uma central completa. Como disse Aline o time osasquense tem outras jogadoras com poder de decisão e Thaisa não jogou sozinha, porem, Sheilla não estava muito bem como de costume e Fabíola precisa aprender que em dias que não tem Sheila é bola pra Thaísa.

Do lado do Amil, algumas considerações: Tandara está jogando demais, tem melhorado no fundo de quadra e tem atacado sozinha nesta Superliga assim como na Superliga passada quando atuava pelo SESI. O time de Zé Roberto caminha ter o mesmo fim que o time de Talmo na temporada passada, a diferença em favor do Volei Amil é que Natalia ajuda um pouco ao menos chega aos dois digitos ja no SESI Tandy jogava sozinha mesmo Sassá e Elisangela eram nulas. Tenho 23 anos e acompanho voleibol desde que me entendo por gente, joguei volei por muitos anos e atuava de líbero e durante todos esses anos NUNCA vi líbero escondida na recepção de saque e a linha de passe contando com Tandara e Natália, isso é uma heresia. Michelle Daldegan passou vergonha me lembrei de Nicole Davis. Muitas pessoas criticaram Thaisa quando ela declarou não entender Zé Roberto por ele ter escalado Walewska e Carol Gattaz para a Copa dos Campeões, na verdade ninguém entendeu com todo respeito a trajetória de Wal hoje no Volei Amil ela e Gattaz são dois cones, totalmente nulas remetem as centrais russas Borodakova e Perepelkina não fazem nada.

Ps. Por falar em Londres, tenho que dar a mão a palmatória, pois, disse anteriormente que mesmo Thaisa atuando bem em vários jogos pelo time de Osasco eu ainda sentia falta da Thaisa da seleção brasileira. Acho que fiquei mal acostumado. Thaisa ontem me lembrou a Thaisa das quartas de final em Londres, estava com sangue nos olhos. Atuou de modo que Zé Roberto veja que é preciso mais do que Wal e Gatfaz para substituí-la.

Anônimo disse...

Se o Molico não errasse tantos saques, talvez a vitoria fosse mais tranquila. O que me deixa mais feliz é ver o time com um otimo ritmo de jogo. Muitos falavam que dos quatros favoritos o Molico era o mais fraco, mas a união do time está fazendo diferença. o Amil ainda não apresentou o volei que esperava, vamos aguardar o desfecho desta Superliga.

Eduardo Araujo disse...

Fico com a entrevista da Thaisa, se não fossem os 32 erros do time teria sido 3 X 0 fácil.
O Amil sobreviveu no jogo por causa dos erros do osasco e pelos pontos da Tandara, que foram 28 pontos.
O ZR admitiu que o Amil não sabe jogar contra o Osasco, principalmente no bloqueio e na defesa.
Agora aonde o Amil pretende chegar contando somente com a Tandara?
Um time não pode ficar dependente de uma unica jogadora.
No Osasco a Fabiola esta fazendo uma distribuição muito boa, nas estatísticas, a Sheilla lidera em aproveitamento de ataque e a Fabiola lidera em levantamento, fora isso as jogadoras do Osasco estão longe das outras jogadoras nas estatistas.
No coletivo por exemplo a recepção do Osasco é a 4 e o ataque é o primeiro, assim como no levantamento.
Agora, todo mundo erra, mas é incrível a quantidade de erros a favor do Amil.

Luiz Felipe disse...

O Amil vem jogando mal não apenas contra o Molico, mas já há algumas partidas. Só Tandara joga, Natália e Kristin não ajudam e Michele anda muito mal no fundo...

O Molico que não se engane - o time jogou muito mal ontem - venceu pq o Amil jogou pior. O jogo foi de um nível técnico sofrível - o tie-break, então, nem se fala, nunca vi um time do ZRG jogar tão mal, apenas com uma jogadora... Mas foi um jogo muito emocionante, reconheçamos. Ah, as estrangeiras do Molico são muito fracas.

Tb sou favorável à pontuação de 3 pontos no caso de qualquer vitória, mesmo no tie-break. A equipe que perde o tie deveria ganhar um ponto, mas sem tirar esse ponto da vencedora. Acho que seria muito mais justo.

O Praia continua com dificuldades, e o Minas, enfim, venceu a primeira. :-)