Não foi desta vez



É, não deu para o Unilever. O time do Bernardinho lutou contra as suas limitações e conseguiu fazer um jogo equilibrado nos dois primeiros sets, mas sucumbiu à força do VakifBank Istambul.

Como comentei ontem, o Unilever precisaria de mais opções de ataque para conseguir superar as turcas. E não foi o que aconteceu. O time carioca teve muita dificuldade de colocar a bola no chão. E ninguém se salvou, todas tiveram um aproveitamento muito baixo. Enquanto isso, do outro lado, Brakocevic virava bola de tudo que era posição e Sonsirma e Costagrande davam conta do recado quando acionadas. 

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Mas o ataque não foi a única qualidade do time turco, vamos ser justos. O Istambul foi superior em todos os fundamentos, exceto o bloqueio - e nem precisava, o volume de jogo e a qualidade de organização nos contra-ataques compensaram a falta dele.

A estabilidade da recepção também foi outro fator positivo do time do Guidetti. O Unilever não conseguiu achar um bom saque para quebrar a recepção das turcas. 

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Deu pra notar claramente o esforço de Fofão & cia para se manterem no jogo, principalmente na dedicação da defesa. Gabi e Fabi foram muito dedicadas neste fundamento, que foi uma maneira do Unilever equilibrar a partida.

Foi uma final, aliás, de qualidade. Não esperava tanto volume das duas equipes num início de temporada.

Ainda assim, é uma pena que o Unilever não tenha ido para a competição no seu melhor ou, ao menos, em um nível de preparação mais adiantado. Com Pavan e, sobretudo, Mihajlovic mais em forma, a disputa seria outra.

Sei bem das dificuldades do calendário do vôlei, mas o campeonato ganharia mais se não fosse disputado tão no início de temporada. O Evergrande, da China, também foi outra equipe que recém se formou e não chegou ao Mundial nas melhores condições. 


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Pê ésse: 

- Carol e Pavan entraram na seleção do campeonato. A meio de rede merece mesmo o reconhecimento, esteve muito bem. Já a canadense fez muita falta ao time nesta final. O desempenho foi aquém do que se espera de uma oposto. 

Assim, volta a discussão sobre a canadense. Muitos falam que ela se esconde nos jogos importantes. Não conheço o histórico da Pavan fora do Unilever, mas aqui ela foi muito bem na final da SL e, hoje, decepcionou. 1x1. Vamos ficar de olho no resto da temporada.


- Se aquela regra da FIVB de proibir a recepção de toque fosse aprovada, Mihajlovic estaria frita. Não são poucos saques que ela recebe desta forma.

- Acho que, além de contribuir na melhora da forma física, a experiência no Unilever vai melhorar a defesa da Mihajlovic. Hoje deu para notar bem as carências da jogadora no fundamento. De novo: o Unilever vai criar um monstro.

Comentários

Wilson disse…
Laura, desculpe-me, mas nunca me simpatizei com os times que o Bernardinho treina (masculino ou feminino) e sempre torço contra. Talvez pela arrogância dele e que ele passa para algumas (uns) jogadores, talvez por ele ser sem educação mesmo e se achar o dono da verdade. Gosto e torço por todos os times (clubes) brasileiros, menos para Unilever e, ultimamente e depois dos acontecimentos do Zé Roberto pré e durante London 2012(cortes de jogadoras, arrogância também etc), também estou pegando antipatia pelos times que ele treina e por ele. Acho que treinador é igual político: quanto mais ficam no comando, mais se acham intocáveis, sendo que ninguém em nenhuma função é insubstituível. Não sou vaca para abaixar a cabeça para tudo, por isso postei esse pequeno texto.
Anônimo disse…
Wilson, indeed. Totalmente de acordo. Nunca suportei essa arrogância da família Rezende e ZRG que eu tinha na mais alta estima, hj se equipara ao seu arqui-rival do passado. Chora Uni..NUNCA SERÃO!
Eduardo Araujo disse…
Pelo visto a sorte abandonou a unilever, calma eu explico antes da final da SL eu disse que o unilever teria chance contra o Sollys, não pq era um time do mesmo nível que o rival, mas estava com mais sorte, não podemos tirar a competência do unilever e o empenho das jogadoras, mas elas estavam com sorte de campeão, cansei de ver as bolas baterem nas jogadoras de qualquer jeito e sobrar limpa para o levantamento, como base na final a Fabi fez 39 defesas com chances de levantamento isso em um único jogo e muitas vezes a bola batia na mesma e sobrava no meio da quadra, se não jogar com essa sorte com times mais fortes não vai ganhar mesmo!
Sergio Roberto disse…

Parabéns Laura. Pelos 3 comentários que eu li aqui e em outro blog sobre vôlei que eu li, as pessoas mais torcem do que analisam.
Como dizia Tom Jobim, sucesso no Brasil é ofensa pessoal.
Fiquei assutado quando li um pseudo jornalista especializado em vôlei escrever sobre "Os dois últimos insucessos do Bernardinho na Olimpíada e na Liga Mundial" dois vices!são insucessos!!
Bernardinho está montando um time com meninas muito novas e como sempre ele trabalha muito. Não tem uma seleção como o Osasco, até porque se tivesse seria covardia.
Nós deveríamos, até teríamos obrigação, de agradecer e termos orgulho de possuir os dois melhores técnicos de voleibol do mundo.s
tuliobr disse…
Querida Laura, caros amigos, discordo de algumas análises, daqui e d'alhures, mas dou desconto porque parecem frutos mais do desabafo de torcedores aliviados do que textos de fato com alguma racionalidade. No jogo que eu vi, o Vakifbank, um time montado com o que de melhor o orçamento ilimitado das lavanderias turcas pode comprar, teve que jogar tudo o que pôde (e pode muito) para ganhar por diferença mínima os dois primeiros sets e se impôr no terceiro com uma superioridade incontestável somente no fundamento ataque. O time carioca, com suas limitações de elenco e, principalmente, em um momento da temporada em que ainda não está 100% formado, vendeu por um preço justo o título para um rival merecedor, mas volta da Suíça com boas perspectivas para a SL: a Ana Carol já vinha de fazer três boas temporadas, mas esse mundial apresentou-a com um jogo que avançou para outro patamar e poderá deixar a Valeskinha no banco quando esta se recuperar. Branca,se trabalhada principalmente no aspecto físico e integrada no sistema tático, tem potencial para fazer o que sua compatriota faz no time turco. Gabi parece começar a sentir uma temporada por demais intensa e não devemos esquecer de que ela tem somente dezenove anos, não se pode exigir dela que faça chover. Pavan ficou abaixo do que já fez, mas seria indigna injustiça acusá-la de haver se "escondido". Concordo com o Sérgio: Unilever representou bem o vôlei brasileiro, tanto quanto o Osasco já fez em um vice e um campeonato mundial e é incompreensível o ressentimento que os brasileiros cultivamos diante do sucesso alheio: em vez de sentar no meio-fio e cruzar os dedos para ter uma chance de vaiar, seria mais proveitoso aprender com a vitória do adversário: este Vakifbank do Guidetti joga o fino do vôlei e pode ensinar uma ou duas coisinhas, mas ele também voltou para Istambul com algum conhecimento novo pois teve seu título valorizado por um adversário digno que não tem motivo para se envergonhar.
Eduardo Almeida disse…
Também prefiro o raciocínio mais cauteloso do TulioBr. Antes de qualquer coisa, o calendário foi muito mais cruel com a preparação do time brasileiro. O time ainda resistiu muito, ao super eficiente time turco, mas foi ao limite do que era possível, tropeçando nos erros de falta de entrosamento nessa temporada. Foi muito bonito de se ver o crescimento da Carol, imagino o quanto vem treinado para conseguir tal condição. Fez falta a eficiência da Jucielle, a habilidade que a Gabi mostrou em livrar de altos bloqueios no Grand Prix e juntando com a Branca tão novata no grupo, pesou para a Sarah. Eu ficava me perguntando se valeria a pena ter tentado colocar a Régis no jogo, mas a dúvida ficava em quem deixar de fora. Mas não tenho dúvidas de que o Bernardo vai deixar esse time jogando o fino, esperem só as pontas se acertarem. Para o Vakif, devemos parabenizar o trabalho do Guidetti, o que ele não consegue por falta de material humano na seleção alemã, se supera no comando do clube.
Unknown disse…
Mais de um ano depois, Sokolova ainda não esqueceu a eliminação da Rússia nos Jogos Olímpicos de Londres. Muito menos o responsável pela queda ainda nas quartas de final: o Brasil.

Com sede de vingança, a ponteira se prepara para voltar à equipe nacional na disputa da Copa dos Campeões, no próximo mês, no Japão. E ela tem um objetivo pessoal: vencer o Brasil, como afirmou ao portal Sport Express.

“Mesmo que o Zé Roberto leve o que tem de melhor, somos capazes de jogar de igual para igual. Pessoalmente, vejo o próximo jogo como uma oportunidade de me vingar de Londres”, disse ela, que não disputou o Europeu por não estar 100%.
http://www.saqueviagem.com.br/volei/noticias_detalhe.php?idPost=12571460
Anônimo disse…
Como que o calendário foi mais cruel com a equipe brasileira? A equipe do Istambul também teve jogadoras nas suas reespectivas seleções, e o pior, no fortíssimo campeonato europeu. Esse é um argumento furado para justificar a derrota.
Anônimo disse…
sERÁ Q A nATÁLIA bIG mAC FEZ FALTA?
Eduardo Araujo disse…
Em relação ao calendário, acho que foi pior para os Europeus, todo mundo participou do GP no qual o Brasil ganhou.

Depois o Brasil foi campeão do Campeonato Sul-Americano de Voleibol no qual nem precisávamos levar uma equipe profissional e jogos da sub 20 a Gabi esteve presente no time do Luziomar.

Os times Europeus também jogaram o GP e encararam um campeonato duro que foi a Euro, vencida pela Rússia e também teve jogadora que jogou o sub 20.

Em termos de desgaste os times europeus estão iguais ou piores afinal a Euro tem mais times, terminou a pouco tempo e é muito mais intenso que o sul-americano.

O Unilever teve esse problema de receber uma jogadora europeia uma semana antes do Mundial, claro que teve.

Agora imagina o time turco que a maioria ali estavam nas suas seleções e também receberam as suas jogadoras uma semana antes do torneio.

Elas também estavam cansados e sem ritmo de jogo e entrosamento, o fato é que o time Turco é muito superior ao Unilever, ou seja o Unilever não tem time para ganhar de 10 jogos vai ganhar 2, tinha chance de ganhar por ser jogo único, tinha, mas teriam que estar iluminadas igual na SL aonde tudo da certo!

A Regis por exemplo teria que entrar e passar bem, ou por exemplo entrar e jogar de oposto e jogar bem, afinal na SL a mesma só faltou ser levantadora!

Para quem não viu os jogos a Regis começou o torneio como titular, mas a mesma foi a Regis que conhecemos de outras SL, não passou bem, não conseguia defender com eficiência, resultado no meio do segundo jogo já foi substituída!, a fase iluminada acabou.

Esse problema de falta de entrosamento, aconteceu com todos os times essa é a vdd, o time chines todo mundo novo, o time da Karine foi montado e todo mundo se apresentou 2 meses antes da competição.

Gente se é difícil entrosar uma jogadora em um elenco que já é formado, dificuldades que o Unilever e Molico estão tendo com as atletas novas, imagina entrosar um time inteiro!, é o caso do time chines e do time suiço!!

Desculpa de falta de entrosamento em um torneio como esse aonde todos estão começando as competições não serve.

O errado é a FIVB realizar esse torneio no inicio de temporada, seria muito mais legal se realizasse o mesmo no final de temporada, pelo menos os times iriam estar mais entrosados e a qualidade do jogo seria melhor.
Laura disse…
Eduardo, acho os times europeus tb sofreram com isso. Gostaria q o Mundial fosse em outra época para ganhar em qualidade.

Mas, pelo que sei, o time turco manteve praticamente a mesma equipe (com exceção da Costagrande) da temporada passada. Isso é uma grande vantagem de entrosamento entre as jogadoras, principalmente com a levantadora.

Eles têm uma jogadora excelente que é a Brakocevic e o Unilever a Mihjalovic. O problema é que, ela não só chegou em cima da hora, como voltava de lesão. Ainda assim, o time brasileiro compensou com outros pontos positivos. Por isso, não acho tão absurda a diferença entre os times. Acho q o Istambul estava, neste mundial, superior. Mas acho q o Unilever tem condições de ganhar da mesma forma. Tanto tem que, mesmo meia boca, equilibrou os dois primeiros sets na final.