Domínio russo

Rússia 3x1 Alemanha

Como previsto, a Rússia levou o título europeu. Ainda assim, a Alemanha resistiu mais do que se esperava e levou o jogo ponto a ponto até o terceiro set.

Foi uma final equilibrada, mas não exatamente bem jogada. Primeiro porque a Rússia deu muitos pontos em erros para a Alemanha - e talvez este tenha sido o motivo pelo qual o time da casa tenha sobrevivido na disputa. Segundo, quem estava com o saque, abria largas vantagens nos erros de recepção do adversário ou, no caso das russas, no bloqueio.

Mais uma vez esse foi um fundamento que fez a diferença para a Rússia. As atacantes alemãs penaram para colocar a bola no chão. A Brinker fez má partida e as centrais, opções importantes para o time, acabaram, com a má recepção, pouco acionadas. Resultado? Sobrou tudo nas costas da Beier e Kozuch, que tiveram muitas dificuldades. 
 
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A Rússia também sofreu com o passe ruim, a diferença é que tem duas jogadoras acima da média que pontuam com a bola em qualquer lugar em que for levantada: Goncharova e Kosheleva. E olha que não achei as duas tão inspiradas hoje...

Agora, a outra ponteira, a Pasynkova, é um peso morto no time. No ataque, não corresponde, e tecnicamente não acrescenta em nada no fundo de quadra - tanto que a Kosheleva e a líbero têm que cobrir a área dela na recepção. 

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A Rússia se renovou e continua a mesma no comportamento: na hora do "vamos ver", do que interessa, elas estão prontas pra competir. E assim vai ser no Mundial. Vão se fingir de mortas no GP pra depois chegarem rasgando em busca do tri.

A seleção perdeu em qualidade na recepção sem a Sokolova. Tem uma certa dependência da Goncharova e da Kosheleva no ataque (o que não é novidade), mas tem recursos, como time, para compensar uma possível falta das jogadoras. O bloqueio é muito pesado e evoluíram no volume de jogo.

Já a Alemanha aproveitou bem as circunstâncias do Europeu disputado no primeiro ano do ciclo olímpico. Fez a sua parte e contou com a sorte nos cruzamentos para chegar a final. Uma campanha especial para um time guerreiro, bem a cara do treinador Guidetti.

Mesmo assim, não acredito que o vice signifique um salto para se estabelecer entre os tops do vôlei internacional. Para mim, é a Alemanha de sempre. Vai participar do Mundial para ser coadjuvante. 

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Terceiro lugar: Bélgica 3x2 Sérvia


Este foi um duelo interessante: Brakocevic x Van Hacke. Ambas marcaram mais de 30 pontos e o mais curioso: a belga foi acionada 80 vezes, a sérvia 78. Só deu elas na partida.

A Sérvia sente bastante o peso de um desfalque. Tem duas jogadoras especiais, Brakocevic e Mihajlovic. Se uma delas falta, não tem grupo para compensar. Mihajlovic não jogou, o time perdeu competitividade.

Esta dependência nos deixa sem saber o que esperar da Sérvia. Algumas seleções têm mais recursos, seja com substitutas de qualidade, seja no conjunto. No time sérvio não é só questão da dependência destas atletas, mas também do ataque. Acho que a Sérvia ainda está longe de ser um time completo, com a maioria dos fundamentos bem desenvolvida.

Bom, melhor para Bélgica, que manteve a tradição do Europeu sempre ter uma seleção surpresa. Vamos ficar de olho se a novata consegue se manter entre os grandes.

Comentários

tuliobr disse…
Terminado o Europeu, Laura e amigos, concluí que nesta temporada ninguém jogou mais bola do que o Brasil. Não significa que teremos vida fácil no mundial. A campeã Rússia, por exemplo, mesmo sem Sokolova e Gamova, apresenta as acima da média Goncharova e Kosheleva como novas 'atacantes dos pesadelos brasileiros' e jogará o mundial com uma levantadora (luxo não disponível em 2006 e 2010) e com uma defesa não vista desde os tempos da finada URSS além, é claro, do bloqueio mortal de sempre. É uma equipe que ainda vai melhorar até 2014. Outras forças que decepcionaram nesta temporada, tais como EUA e Itália, têm jogadoras e 'know-how' para superar o insatisfatório início de ciclo olímpico. Por último, tem a China de Lang-Ping: já tivemos indicação de que o time da 'Martelo de Aço' baterá doído. JRG partirá para o desafio sul-americano no Peru com uma boa base para trabalhar e com a certeza de que o inédito título mundial está a seu alcance, mas só virá se o time melhorar ainda mais, ou seja, se Natália e Tandara conseguirem na SFV a performance que as fizeram decisivas para Unilever e SESI.
Anônimo disse…
Bem feito pra Sérvia póupou as jogadoras contra o Brasil no GP e acabou em quarto lugar.

Como essas Goncharova ta abusada! Nao to suportando essa mulher.

Laura, por favor, sem Gamova e Sokolova esse time da Rússia só rasga no Europeu.
Evandro. disse…
Pq a Mirrailovich ( hehe, nao sei como se escreve o nome dela) , nao jogou? Tá machucada?

E Laura, vc sabe dizer como tá o calendario do volei brasileiro feminino?
Agora vem o sul americano, depois o Campenato paulista, campeonato carioca, mundial de clubes e no meio disso tudo a superliga?
Anônimo disse…
Bélgica com o terceiro lugar conseguiu classificação para o GP do ano q vem.
R.TIGRE disse…
Laura, amigos, estou "PASMO", realmente impressionado com o que vi nesse Campeonato Europeu, a evolução da seleção russa é surpreendente, realmente de meter medo.
Não tem pra CHINA, EUA, ITÁLIA, ALEMANHA, SÉRVIA etc... O maior rival do Brasil para o Mundial 2014 será mesmo essa incrível seleção russa.
A Rússia foi o time que mais evoluiu do Grand Prix para o Campeonato Europeu, impressionante o salto de qualidade que elas deram fazendo um campeonato impecável, principalmente na semifinal contra a Sérvia e na final contra a Alemanha, as russas beiraram a perfeição.
As alemãs, empurradas pela torcida em Berlim, lutaram heroicamente até quando puderam, mas não resistiram à grande pressão russa.
A grande característica russa continua sendo o bloqueio pesadíssimo e sufocante que vai minando a força dos adversários, conjugado a um saque potente e fulminante. Todas as russas desse time são excelentes bloqueadoras,está no DNA delas,não tem pra onde correr, com exceção da líbero, claro.
Porém, os contra-ataques não são mais aquelas bolas empinadas lá no teto para as ponteiras, ganharam muita inteligência e qualidade com a nova levantadora.
Esse novo time russo é o melhor de todos os tempos, é o melhor time russo que eu já vi desde que comecei acompanhar voleibol.
Sequer deu pra sentir falta de Sokolova e Gamova, as novatas superaram as expectativas.
O grande diferencial desse time russo é que agora elas contam também com uma excelente levantadora,Ekaterina Pankova,e uma formidável líbero Svetlana Kryuchkova.
A Rússia sempre foi carente na posição de levantadora, mas essa garota Pankova veio para fazer diferença nessa posição.
Ekaterina Pankova teve uma ascensão meteórica em 2013, após uma atuação impecável na Universíade, jogando em casa na cidade de Kazan/Rússia, na qual foi a capitã do time que derrotou as brasileiras na final em 15 de JULHO de 2013, foi convocada pelo técnico Yury Marichev para disputar o Grand Prix em Agosto. Durante o Grand Prix tomou a vaga de titular de Anna Matienko. Veio com moral para o Campeonato Europeu e, por incrível que pareça, com apenas 23 anos já foi escolhida como a capitã do time russo adulto. Em seu primeiro Campeonato Europeu como titular e capitã da Rússia, conseguiu a façanha de quebrar um longo jejum de 12 anos sem título e foi eleita a melhor levantadora do torneio.
O último Europeu conquistado pela Rússia havia sido em 2001, nesse campeonato, a levantadora era Tatyana Gracheva, época de Elena Godina e Elizaveta Tichtchenko, quando Nikolay Karpol ainda era o técnico.
Durante esse longo jejum, a Rússia teve que amargar ver as Polonesas(2003 e 2005) e Italianas(2007 e 2009) ganharem 2 vezes cada, e as Sérvias(2011) uma vez, o Campeonato Europeu.
Tudo que as excelentes atacantes russas precisavam para ser um super-time era uma levantadora do mesmo nível delas, e essa garota agora apareceu para o mundo em 2013, é de dar arrepios? Sim...
Ainda mais porque esse novo time russo não tem como característica a frieza. É um time russo com sangue latino, elas provocam, afrontam, comemoram cada ponto, encaram as adversárias, intimidam, metem medo.
Principalmente essa Nataliya Obmochaeva.
Obmochaeva é uma versão muito melhorada da Gamova: mil vezes mais bonita, mais eficiente, mais provocante, mais barraqueira, mais intimidadora. Obmochaeva é o cão-chupando-manga, joga pilhada a partida inteira, provoca, afronta, põe muita pressão sobre as adversárias, tem o espírito provocativo de uma Regla Torres nos seus melhores tempos.
Tatiana Kosheleva ganhou o prêmio de MVP Europeia, fez um excelente campeonato, porém esse prêmio cairia muito bem também se fosse dado para a levantadora Pankova, para a oposta Obmochaeva, para a líbero Kryuchkova ou para a central Anastasia Shlyakhovaya, que também fizeram um ótimo campeonato. Enfim foi difícil escolher a MVP nesse time russo.
Laura disse…
Evandro, é bem isso. O Mundial começa dia 9 de outubro, o paulista dia 27 de setembro. Mas, no início da SL, os jogos vão se bem espaçados. Depois tem uma parada em novembro pra Copa dos Campeões. A SL vai demorar para engrenar.
Evelyn disse…
Enfim aconteceu aquilo que todos temiam. As russas encontraram a tal sonhada levantadora.
Pankova deu show no Europeu. Essa menina vai dar muito trabalho para o Brasil.
Neide disse…
Ekaterina Pankova e realmente uma predestinada! Adivinhem de quem ela e filha? Ela e filha da grand e Marina Nikulina, ultima campea olimpica russa naquela disputadissima final em Seoul 1988, em que as russas perdiam por 2x0 p/o Peru e virou p/ 3x2.
Depois de 1988, as russas nunca mais ganharam o ouro olimpico.
Anônimo disse…
R.Tigre

Para de rasgar elogios descomensurados pra esse time russo totalmente dependente da Obmochaeva (Gonchorova)no ataque, o time russo ta com uma recepçao péssima. E o q dita o voleibol de hoje sao os fundamentos de fundo de quadra, mais precisamente defesa e recepção. Acorda desse deslumbre criança.
Aline disse…
Yuri Marichev chegou, chegando!
Esse excelente técnico veio para revolucionar o vôlei russo.
Assumiu a seleção feminina agora em 2013 e já conseguiu quebrar um tabu de 12 anos sem títulos no Campeonato Europeu.
Para isso, Marichev mudou o estilo russo, ele não quer mais a Rússia jogando lento, lançou a jovem levantadora Ekaterina Pankova como Capitã do time para fazer a Rússia jogar com mais velocidade.
Além da seleção feminina ele também é técnico da equipe masculina do Dínamo Krasnodar, na qual o levantador Marlon Yared, Campeão Mundial de 2010, é o capitão.
Sobre o Capitão Marlon, o treinador Marichev é só elogios: "Marlon é o melhor levantador com quem já trabalhei. Comunicação de inteligência, visão, atitude dentro da equipe no jogo, uma percepção adequada de meus comentários ou recomendações,tudo no mais alto nível. Eu posso dizer que todo treinador sonha com esse tipo de jogador. E agora meu sonho se tornou realidade. Estou muito feliz com a administração na questão da contratação. Marlon realmente vale o investimento."
Marichev foi nomeado técnico da seleção feminina por um influente conselho formado pelos principais treinadores do país, recebeu oito dos nove votos no conselho. O cargo estava vago há vários meses, desde o suicídio de Sergei Ovchinnikov.
Marichev não descartou as voltas de Gamova e Sokolova, embora Gamova já tenha declarado que não pretende mais defender o país. “As portas não estão fechadas para ninguém. Se a Gamova quiser voltar, não vamos recusar a ajuda dela”, disse o treinador ao Sport Express.
Marichev admite, no entanto, que pretende renovar o grupo neste novo ciclo. E as mudanças vão além das atletas em quadra. A meta do comandante do Krasnodar é fazer o elenco russo jogar com mais velocidade e evoluir no sistema defensivo. “Não podemos jogar só com bolas altas”, defendeu ele. Por isso aposta na evolução do time com sua capitã Ekaterina Pankova ditando um ritmo mais acelerado às jogadas.
Esta é a primeira vez que Marichev lidera uma seleção adulta. Em 2005, o técnico comandou a seleção juvenil na conquista do ouro no Campeonato Mundial da categoria, composta na época por Volkov e Grankin. Na temporada 2009/10, Marichev trabalhou com as mulheres do Krasnodar, que terminaram com a medalha de bronze no Campeonato Russo.
Já deu pra sentir nesse Europeu uma evolução enorme no time russo, dá pra ver que Marichev é um treinador diferenciado e seu trabalho está surtindo muito efeito.
Em poucos meses à frente da seleção feminina, Marichev conseguiu promover mudanças no antigo estilo voleibol russo.
R.TIGRE disse…
Realmente não dá para entender...
Mais de 5h de viagem até o Peru e esse Sul-americano só vale uma vaga para o Mundial 2014?
O Peru enfrenta Venezuela, Chile, Colômbia, Argentina e Brasil. Apenas o campeão continental garante vaga no Mundial da Itália-2014. As demais equipes disputam a outra vaga nas Eliminatórias Sul-americanas, entre 18 e 20 do próximo mês, na Argentina.
Cara se tem um SUL-AMERICANO agora, pra que uma eliminatória sul-americana mês que vem?
Não é à toa que as jogadoras ficam apertadas no avião, se contundem a toda hora, com esse excesso de eliminatórias ridículas.
Porque não aproveitam esse Campeonato Sul-americano para classificar todo mundo que tiver?
Anônimo disse…
Porque não aproveitam esse Campeonato Sul-americano para classificar todo mundo que tiver?

Isso faz sentido aqui, onde o Brasil esta anos luz acima das demais sel. sulamericanas.

Mas nao eh possivel aplicar uma regra pra ca e outra pra Europa onde as seleçoes sao mais equilibradas, apresentando uma oscilação bem mais dinâmica.
bernardo disse…
Acho que a Rússia conseguiu achar o que lhe faltava, centrais que pontuam e liberos (nesse caso é no plural já que jogam com duas)que façam bem fundo de quadra. A Malova para mim vai ser uma das melhores do mundo em pouco tempo, precisa melhorar na recepção pois na defesa ela é incrível. No ataque Kosheleva e Goncharova são mestres (dá uma raiva delas além de atacarem bem ainda ficam provocando) e não acho a Pasynkova tão ruim assim ela só não é no mesmo nível das demais ponteiras. Agora fico pensando se com a volta da Gamova o time poderia sofrer como de costume com a briga de egos entre ela e Goncharova e ainda enfraquecer o passe já que a Goncharova não é especialista.
Aline disse…
Bernardo concordo contigo em relação às líberos, as 2 são muito boas e isso é um grande diferencial nesse novo time russo.
A grande revolução no voleibol feminino russo foi que a Rússia sempre teve jogadoras muita altas e potentes, porém lentas. Lentas tanto no levamento só atacando bolas altas, quanto na defesa.
Marichev está dando prioridade às jogadoras velozes tanto no setor defensivo quanto no levamento, caso das líberos Anna Malova e Svetlana Kryuchkova e da Capitã do time a levantadora Ekaterina Pankova.
Marichev virou o voleibol russo do avesso. Um time alto como esse jogando com velocidade é perigosíssimo.
Nunca vi nenhuma seleção russa jogar da forma como a Rússia jogou esse Europeu, a era Marichev vai ser um divisor de águas no voleibol feminino russo.
Nenhuma levantadora russa usava tanto jogadas rápidas com bolas mais acelaradas do que Pankova faz agora. Além disso, Pankova mesmo nas bolas mais altas, finta mais que suas antecessoras e tem mais precisão.
Também acho que Pasynkova não seja ruim, o fato que ela é mais discreta do que Obmochaeva e Kosheleva, que jogam comemorando e provocando ponto a ponto, por isso acabam aparecendo mais que a Pasinkova, que por enquanto está mais contida.
Gostei muito da atuação das meios Morozova e Shlyakhovaya.
Na final Marichev usou um revezamento constante entre as líberos Malova e Kryuchkova.
Kryuchkova entrava em quadra quando o saque estava em poder do adversário e, assim que a Rússia recuperava o saque, quem entrava em quadra era a Malova.
Esse revezamento das 2 líberos é muito interessante, divide a responsabilidade entre elas e também a tensão de cobrir praticamento todo o fundo de quadra.
Além disso, como as líberos entram e saem a toda hora, sem limite de substituições, o time acaba jogando com 8 titulares no final das contas, que é uma vantagem e tanto.
Zé Roberto, no Grand Prix 2012, fez esse revezamento com Fabi e Brait, mas, em Londres, preferiu cortar a Brait, para deixar a Natália sem condições de jogo no time.
É muito legal quando a gente vê o trabalho e a importância da comissão técnica num time de vôlei. E na Rússia dá pra notar nitidamente a diferença do time pré-Marichev e pós-Marichev.
Aline disse…
Em entrevista a jornal russo "R-Sport", a Capitã da equipe russa, Ekaterina Pankova, deixou bem claro que a Rússia usou o Grand Prix somente como um laboratório para testes, um preparatório para o objetivo principal que era o Campeonato Europeu.
Não interessava às russas se classificar para a fase final e ter que se deslocar para o outro lado do mundo em Sapporo/Japão para logo na semana seguinte estarem em Dresden/Alemanha estreando no Campeonato Europeu.
Desde que Marichev assumiu a seleção em 2013, o objetivo principal nesse primeiro ano era a quebra desse tabu de longos 12 anos sem conquistar o título Europeu, o Grand Prix nunca foi prioridade das russas.
Segundo a Capitã Pankova, a queda na etapa classificatória do GP foi fundamental para o sucesso das russas no torneio continental, vencido no Sábado(14/9)contra as Alemãs, em Berlim. Até porque as mais novas campeãs europeias tiveram tempo para descansar.
“A Sérvia estava cansada, desgastada, ficou em terceiro no Grand Prix. Nosso objetivo no Grand Prix era olhar mais o nosso próprio jogo. Isso nos beneficiou no Europeu”, comentou a camisa 10 ao R-Sport.
Aline disse…
Talvez os mais novos não saibam, mas o Campeonato Sul-Americano Feminino já teve emoção e rivalidade durante várias décadas, mais precisamente até o ano de 1993.
O que houve com o Peru?
Até o início da Era Bernardinho na seleção feminina o Peru dominava o voleibol sul-americano.
A decadência do voleibol peruano coincidiu com a ascensão do voleibol brasileiro,pois em 1993 o Peru ganhou seu último Sul-americano batendo as brasileiras por 3x1 na final e já em 1994 o Brasil conquistou seu primeiro Grand Prix sob o comando de Bernadinho.
Foi muito estranho uma seleção que sempre estava entre as favoritas, de repente sumir.
Aconteceu com o Peru o mesmo que está acontecendo com Cuba, claro que por motivos diferentes, mas é muito ruim para o voleibol.

Em 2013, as peruanas chegaram às semifinais do Campeonato Mundial Infanto-Juvenil na Tailândia perdendo a semifinal para as campeãs chinesas somente num disputado Tie break que foi até 23x21.
Será que isso sinaliza algum retorno?
R.TIGRE disse…
Quem diria Cuba perdeu até para o México no Campeonato da América do Norte e Central: decadência total!
A Colômbia, vem investindo pesado no vôlei tentando ocupar a brecha que a equipe peruana deixou na América do Sul.
A irmã mais nova de Madelene Montaño foi integrada à seleção adulta. A central Ivonne Montaño, 1,88m, 17 anos, foi destaque no Mundial sub-20 da R.Tcheca e agora acompanha a irmã mais velha na seleção adulta.
A líbero Camila Gomez foi também destaque no Mundial sub-20/2013, sendo mais uma das apostas da Colombia para tentar a inédita classificação olímpica.

Kátia Caldeira Lopes, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000 sob o comando de Bernardinho, nasceu em Barranquilla(Colômbia), quando seu pai Leonardo Augusto Caldeira jogava futebol na equipe do Junior Barranquilla, somente com 2 anos de idade Kátia veio para o Brasil. Devido a isso ela tem dupla nacionalidade.
O técnico colombiano convidou Katia para futuramente integrar a equipe colombiana que tentará se classificar para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio.
Se Kátia aceitar o convite, poderá disputar sua segunda olimpíada após ter ganho o bronze em Sidney.
R.TIGRE disse…
PÉSSIMA NOTÍCIA!!!
MENOS VÔLEI NA TV!!!
GLOBO não permitiu que o ESPORTE INTERATIVO transmita as SUPERLIGAS, tanto masculina quanto feminina!!!
PARABÉNS MAIS UMA VEZ CBV!!!
GLOBO faz o que quer do vôlei!!!
Eduardo Araujo disse…
Oi gente, estava lendo umas notícias e achei bem interessante.
O Brasil esta indo com força máxima para a competição e o nível do Brasil é outro, perto das outras seleções!

Sabendo disso, o Chile levou a equipe juvenil e a argentina a equipe reserva, pode um negocio desse, não sei nem pq tem esse torneio.
Eduardo Araujo disse…
Segue a matéria da qual o R.Tigre falou:

Está aberto mais um round na briga do assunto que tem gerado muitas discussões nessa nova temporada. De acordo com o site Esporte e Mídia, a Rede Globo, detentora dos direitos comerciais do torneio, decidiu não renovar a cessão de algumas partidas para o Canal Esporte Interativo, de sinal Aberto para algumas cidades e estados do Brasil.

De acordo com o site, o não repasse se deu por conta de pressão de pessoas do Sportv, canal fechado do Grupo Globosat.

Essa situação tende a dar mais argumentos aos opositores da nova regra de 21 pontos, que está sendo testada na Superliga. Segundo a FIVB e a CBV, os 21 pontos foram exigência das emissoras de TV, que tem suas grades de transmissão quebradas sempre que uma partida de vôlei se prolonga. Em contra-partida, houve a promessa de que, com a redução do tempo de jogo, haveria mais espaço para a exibição de mais partidas em TV aberta, o que não ocorreu, já que a Rede Globo deverá transmitir as mesmas 6 partidas da temporada passada (quatro das semifinais e as duas finais), e que agora sofrerá redução com a saída do canal Esporte Interativo.

Assim, resta ao torcedor assistir os jogos pelo Sportv ou contar com uma internet de boa velocidade para acompanhar as transmissões pelo site da CBV.

Fonte: Melhor do Vôlei.
Anônimo disse…
Atletas da SUPERLIGA estão muito bem cotadas no exterior:
Mauro Marasciulo, técnico da COLÔMBIA, quer Kátia na seleção colombiana.
GIOVANI GUIDETTI quer Marianne Steinbrecher na seleção alemã.
Katia declarou: "Tem uma possibilidade de eu jogar pela seleção da Colômbia. O técnico me ligou e como eu tenho passaporte da Colômbia, poderia participar do ciclo olímpico para o Rio 2016. Ele me ligou, me convidou e estou vendo. Para pegar um compromisso desses é preciso motivação, pois são quatro anos que eu vou me dedicar. Não vou ter que treinar direto, até porque eu não posso, estou no quarto ano de faculdade, tenho prioridades. Mas estou estudando essa possibilidade de talvez disputar uma outra olimpíada."... " nasci na Colômbia, mas vim para o Brasil com dois anos de idade".
Galera será que elas aceitam os convites?
Anônimo disse…
Pra aonde vai a Ramirez?
R.Tigre disse…
Gostei da sinceridade e da coerencia da explicacao que Ivan Zimmerman e Marcelo Negrao deram durante a transmissao do Campeonato Europeu.
Eles de antemao explicaram que foram separadas 2h dentro da grade de programacao para transmitir o volei e que, devido aos contratos com os patrocinadores, se o jogo nao terminasse dentro dessas 2h, seria encerrada a transmissao do volei e dada sequencia a programacao seguinte.
Acheii justa a explicacao, e fiquei torcendo para o jogo durar menos de 2h. Infelizmente nao deu e o jogo foi cortado.
O volei tem que arranjar uma forma de controlar o tempo das partidas.
Nao eh problema soh da Globo, outras emissoras como a Band tbem nao admitem abrir mais que 2h na sua grade para transmitir uma partida de volei.