quarta-feira, 11 de setembro de 2013

De olho na Europa

Semifinais do Europeu definidas:

Sérvia x Rússia

Alemanha x Bélgica


Como se pode ver, os confrontos ficaram desequilibrados. Infelizmente, as melhores seleções vão se enfrentar nas semifinais: Rússia e Sérvia. Daqui vai sair o campeão.

Para a Alemanha não poderia ter melhor cenário: joga em casa e o caminho para a final está fácil. Ainda assim, o time do Guidetti não é nada confiável. Não é impossível que a surpresa da competição, a Bélgica, vença as alemãs. 
 
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Aliás, será que Bélgica e França entram para lista de emergentes do voleibol europeu? No continente, volta e meia aparece uma seleção que chama a atenção, mas que, depois, não consegue se firmar. Ou pelo menos, não chega ao nível de Brasil, EUA, Rússia e etc. Foi o caso da Holanda e da Turquia, por exemplo.

Neste ano, pensei que esse papel seria da República Tcheca (que foi eliminada pela França antes das quartas) e da Bulgária. Mesmo sem acompanhar os jogos, ainda acredito que são essas as seleções para se ficar de olho neste ciclo. Elas podem vingar, assim como a Sérvia, que um dia já foi uma surpresa da competição. Mas o caminho é longo. A Sérvia demorou alguns anos para conseguir ter uma representatividade no vôlei internacional. E ainda tem muito a provar.

7 comentários:

Welmer disse...

Na teoria, o campeão saíra do vencedor do jogo entre Sérvia e Rússia, mas nesse campeonato europeu vimos alguma teorias serem quebradas, então é melhor esperar pelo jogo dentro de quadra.

Esse campeonato europeu tá sendo importante pra seleção russa, o time tá ganhando uma cara, Kosheleva e Goncharova estão jogado bem e estão segurando o ataque russo. Essa seleção pode melhorar e muito até o mundial do ano que vem.

R.TIGRE disse...

Laura, tenho acompanhado todos os jogos do Europeu pela Bandsports.
Os jogos são excelentes, mas a transmissão é péssima, o Marcelo Negrão consegue ser pior comentarista que o Marco Freitas do Sportv, pra falar a verdade é páreo duro, não sei, qual dos 2 é pior comentarista?
O melhor comentarista, ao meu ver, é o Radamés Lattari do ESPORTE INTERATIVO.
Incrível como as seleções europeias esconderam o jogo no Grand Prix! Não sei se é por causa da rivalidade, mas a elas deixaram pra jogar tudo o que sabem no Campeonato Europeu.
Todas as seleções europeias que jogaram o Grand Prix vieram para o Europeu muito mais motivadas, elas dão muito mais importância para o Europeu que para o GP.
Até mesmo a Bulgária, que foi eliminada na primeira fase, veio com tudo para o Europeu, estreou com um 3x2 em cima da Sérvia, mas estava no GRUPO DA MORTE do Europeu e foi desclassificada jogando muito contra a Polônia(1X3) e contra a Rep.Checa(2x3).
Quem dera o Campeonato Sul-americano pudesse ser assim tão disputado e com tantas rivalidades.
A Sérvia é a sensação do Campeonato e é favoritíssima ao título, tem o elenco mais forte e um banco de alto nível. Se a Sérvia entrasse no Grand Prix com a mesma motivação que entrou no Europeu, brigaria com o Brasil pelo título, as reservas sérvias já conseguiram dar um calor no Brasil, se as titulares jogassem poderia ser até uma partida de 3x2.
Brankica Mihajlovic contudiu o ombro na fase de classificação do Europeu e desfalca o time na fase mata-mata, mas sua sua substituta, Brizitka MOLNAR,vem fazendo excelentes partidas.
A Alemanha também vem fazendo uma excelente campanha e sua levantadora,Kathleen WEISS,tem usado e abusado de jogadas com suas centrais,Corina SSUSCHKE-VOIGT e Christiane FÜRST, que vem correspondendo no ataque.
A Bélgica não tem nenhuma estrela ou destaque individual, mas tem se destacado pelo seu jogo coletivo, parece que o maior destaque do time está no banco, o técnico Gert VANDE BROEK, que conseguiu fazer jogadoras sem muito destaque internacional atuarem muito bem taticamente, jogando como um time.
Das semifinalistas, a Rússia foi o time que mais evoluiu do Grand PRix para o Europeu, estão muito mais motivadas e com vontade de ganhar o título europeu que não conquistam já faz 12 anos,o último Ouro russo foi em 2001 com a geração de Elena Godina e Elizaveta Tichtchenko, quando Nikolay Karpol ainda era o técnico, numa final disputadíssima contra as italianas que só foi decidida no tie break.
No entanto, pelo o que a Sérvia vem jogando, parece que não vai ser dessa vez que a Rússia vai sair do jejum de títulos europeus.
O jejum da Alemanha é maior, seu último título Europeu foi em 1987, mas bateu na trave em 2011, perdendo para a Sérvia por 3x2.
Das semifinalistas,apenas a Bélgica nunca conquistou um título europeu, e se não houver imprevistos ou surpresas, a final será um repeteco de 2011: Alemanha x Sérvia.

Evelyn disse...

A seleção Alemã está jogando muito bem o Europeu, a esperada revanche contra as Sérvias em Berlim será eletrizante.
Marianne Steinbrecher cairia como uma luva nessa nova seleção Alemã e seria uma excelente oportunidade para a Mari disputar o Mundial de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Giovanni Guidetti espera poder contar com esse grande reforço para 2014.
Até os quatro anos de idade, Marianne Steinbrecher falava alemão e algumas poucas palavras em português. A dificuldade de se comunicar com os amigos na escola fez com que a jogadora, aos poucos, fosse tomando intimidade com o português. No entanto, o que lhe restou do vocabulário alemão costuma ser útil na vida de atleta em jogos internacionais.
Descendente de alemães, Mari estaria liberada para jogar pela seleção Alemã a partir de Julho de 2014.

Evelyn disse...

A liberação de Mari pela FIVB para jogar pela Alemanha ocorre 2 anos após ela ter feito sua última partida pelo Brasil, que foi em 01/07/2012 pelo Grand Prix.

Neide disse...

A Karine não é nem um pouco boba.
Espertíssima vai jogar essa temporada pelo Volero Zurich, e como o time de Osasco ficou de fora do Mundial,mesmo tendo sido o último campeão, Karine vai estar lá no Mundial jogando pelo time suíço.
O Volero Zurich vai sediar o Campeonato Mundial 2013 e vem com uma equipe bem forte para brigar por um lugar no podium. As estrelas são:
1. A ponteira croata Natasha Osmokrovic, Campeã Mundial pelo Rabita Baku em 2011, quando ganhou as premiações de maior pontuadora, melhor atacante, melhor passadora e MVP do mundial.
2. A ponteira cubana Kenia Carcaces Opón, Ouro no Pan do Rio 2007.
3. A líbero japonesa Yuko Sano, eleita melhor passadora da Liga dos Campeões da Europa 2013, melhor defensora da Copa do Mundo 2011, melhor líbero do Grand Prix 2008.
4. A central sérvia Mira Golubovic, eleita melhor atacante e melhor bloqueadora da Superliga do Azerbaijao 2012.

Em relação ao Campeonato Europeu, aposto que dessa vez a Alemanha vai dar o troco na Sérvia na final, ainda mais porque a final será em Berlim.

R.TIGRE disse...

Quem esconde muito o jogo, quando precisa, não acha...
O que adiantou a atitude covarde do Zoran Terzic de ter posto o time reserva para jogar contra o Brasil no Grand Prix, priorizando o Campeonato Europeu, sendo que qdo precisou mostrar jogo, o time parecia estar engessado?
A Sérvia entrou de "salto alto" na semifinal e quando viu que a maionese desandou não tiveram cabeça para entrar no jogo.
É fato que a Sérvia estava desfalcada de sua principal atacante. Brankica Mihajlovic, melhor jogadora sérvia do GP, se contundiu na fase de classificação do Europeu desfalcando a equipe, seus potentes saques, ataques e bloqueios fizeram muita falta contra as russas.
Por outro lado, nunca vi as russas tão determinadas, desde o início do jogo entraram concentradíssimas, muito afim de quebrar o jejum de títulos europeus que já dura 12 anos.
A tática russa foi saque forçadíssimo e bloqueio pesado, desestabilizando o passe e sufocando o ataque sérvio.
Foram 18 pontos de bloqueio russo contra apenas 4 da Sérvia, mostrando o que definiu o confronto.
Na segunda semifinal, um confronto muito mais emocionante.
Parece que as belgas foram contagiadas pelo entusiasmo russo e entraram em quadra com muita gana de vencer.
A Bélgica é o time mais jovem que disputou esse Europeu, cuja base é a seleção que foi campeã europeia infanto-juvenil em 2009, tem um conjunto muito bom, porém ainda muito imaturo.
Mérito total do técnico Gert Van de Broek, que fez a façanha de levar um time tão jovem até as semifinais do principal campeonato continental do mundo, conseguindo já a melhor colocação de uma equipe belga num Campeonato Europeu adulto.
Pela coragem, raça, postura tática e determinação que demonstraram nas semifinais, as jovens belgas merecem muito mais o bronze do que as sérvias.
Acho que a Alemanha se surpreendeu com tamanha determinação e obediência tática das belgas e caiu na real que se não jogasse ligada correria sério risco de não estar na final.
A inversão do 5x1 no terceiro e quarto sets com a entrada e Saskia Hippe e Denise Hanke foram fundamentais para a vitória alemã, após um tempo no banco, Maragareta Kozuch voltou com fôlego renovado, ela que foi responsável por praticamente um set em pontos: com 20 de ataque, 3 de saque e 1 de bloqueio.
Nessa partida, as levantadoras Weiss e Hanke não tiveram muitoa oportunidades de jogar com as centrais, porque o saque bastante forçado das belgas estava dificultando muito o passe alemão.
Enfim, valeu muito a maior experiência da equipe alemã.

Laura disse...

R.TIGRE, obrigada pelos teus comentários. Muito bom saber a opinião de quem assistiu aos jogos. Dá uma outra visão pra gente que não pôde acompanhar. Valeu!