Um ano depois...e ainda dá o que falar

Dando um tempo no GP, o Sportv Repórter fez um programa sobre o um ano do bicampeonato olímpico da seleção. Vale a pena ver e lembrar a loucura que foi a campanha brasileira e o memorável jogo contra a Rússia. Aliás, vendo as chances que as russas tiveram para fechar a partida e os match points que a Sheilla salvou, fiquei nervosa novamente. É impossível não se emocionar de novo.

Muito do que se contou ali não é novidade, mas faço algumas observações para comentarmos:

- O Zé Roberto falou que o corte da Mari foi uma unanimidade na comissão técnica. Que ninguém ali acreditava que ela estava em condições técnica, física e emocional para permanecer na equipe.

Ok. Na época, aqui no Papo, escrevi que o corte era compreensível. Ao contrário do que o programa diz, não acho que a dispensa da Mari foi a mais polêmica, ela não vinha bem. A da Fabíola, ao meu ver, foi a que gerou mais discussão.

O que torna o corte da Mari questionável não é ele em si, mas a falta de coerência para decidir a permanência de outra jogadora, a Natália. Como se usa os critérios de condições física e técnica para eliminar uma e não se utiliza para outra? Tá aí uma coisa que gostaria de ouvir o Zé Roberto responder, mas ninguém toca no assunto.

- Gostei que no programa foi comentado, ainda que por cima, que o clima estava tenso devido aos cortes. E também da mudança de comportamento do Zé após a derrota contra a Coreia e a conversa com a capitã Fabiana. Porém, ainda não ouvi da boca dele uma declaração assumindo que seguiu os conselhos da meio de rede. A Fabiana pediu para que ele incentivasse as meninas, elogiasse. E ele mudou e fez isso. A impressão que dá é que o Zé não gosta de admitir que, até aquele momento, não estava sabendo gerir e identificar as necessidades do grupo.

- Bacana também a Paula ser sincera e admitir que ficou “p da vida” ao ir para reserva. Muito mais real e compreensivo do que se ela dissesse que aceitou na boa.

- É curioso como, após uma grande conquista, sempre se busca uma receita e os segredos dos campeões. O ouro de 2012 da seleção feminina de vôlei mostra que não existe esta tal receita. Se em Pequim tudo andou dentro do previsto, da preparação aos jogos, em Londres foi tudo confuso e incerto. Se você olhasse o time na China, você poderia dizer que tinha “cara de campeão”. No ano passado, não. As coisas não andavam bem e, numa recuperação aos 45 do segundo tempo e com uma dose de sorte, o título veio. Coisas do esporte.

Comentários

Welmer disse…
Gostei muito da reportagem, ainda que ela pudesse ser melhor elaborada, mas esse não é o tema da discussão.

É impossível não se emocionar com tal história, principalmente pra nós que acompanhamos a seleção e o vôlei feminino.

Na reportagem, eles lembraram cenas marcantes, mas pra mim faltou uma. Não sei se vocês lembram, mas no jogo entre China e Brasil após a Thaisa errar um saque, ela começou a chorar. Essa cena me marcou demais porque representou toda a situação da seleção, era tudo ou nada, aquele jogo contra a China não permitia erros e a Thaisa representou isso chorando.

O jogo entre Brasil e Rússia é um jogo que nunca vou esquecer. É impossível não se envolver e não ficar nervoso a cada match point russo.

Com relação aos cortes, também gostaria que Zé tivesse falado algo sobre a permanência da Natália no grupo. Eu não via e não vejo coerência em cortar a Mari e deixar a Natália ir Londres, somente por motivos técnicos.
João Lucas disse…
Também gostei reportagem, embora também tenha sentido falta de algumas passagens como bem citou o Welmer.

Realmente a cena da Thaísa chorando é marcante, me lembro muito daquele jogo era tudo ou nada e a central do Brasil foi a principal jogadora também naquele confronto dificílimo contra as asiáticas.

Aquele jogo contra a Rússia foi a prova de que esta geração é vencedora, foi o melhor jogo que já vi.

Achei muito interessante a entrevista da Paula, que foi extremamente sincera ela perdeu a titularidade ficou brava (óbvio), mas não fez que isso rachasse o grupo. Atitude adulta e muito profissional. Além de craque dentro de quadra Paula mostrou ser também fora dela.

Considero a atitude da capitã Fabiana também fundamental para a conquista do ouro. Justo ela tão criticada como capitã e na hora mais importante ela mostrou ter a confiança das jogadoras e principalmente conhecer as colegas. Certamente a conversa dela e do treinador não ficou só naquilo.

Estava na cara que aquela apatia era o emocional abalado que fora ocasionado pelos cortes do Zé Roberto. Elas se sentiam desmotivadas pelo simples motivo que ele só motivava uma: Natália. Certamente a dúvida que nós temos na permanência de Natália e o corte de Mari elas também tem.

Outro fator preponderante para a apatia foi como Zé Roberto corta Fabíola e leva Fernandinha. A levantadora Do Sollys (agora Molico) tem a total confiança das atacantes e tinha passado todo um ciclo com o grupo. Chamou-me a atenção é como Dani Lins falou de Fabíola, me pareceu bem sincera e a amizade das duas é evidente.

No fim das contas nem Fernandinha e muito menos a "salvadora" Natália foram importantes. para a conquista.

Na final contra os EUA depois daquele baile do primeiro set, e com o Brasil sacando na líbero e ela errando passes, lembro que quando vi a imagem de Nicole Davis tive a mesma sensação de Fabi. Os olhos da líbero americana clamavam por socorro.

Enfim, Pequim tinha sido tão fácil a seleção atropelou todo mundo e Londres foi um sofrimento e é justamente isso que o tornou inesquecível.


Eduardo Araujo disse…
Olá eu ainda não tive a oportunidade de ver esse programa, mas tinha certeza que a maioria das coisas polemicas eles não iriam perguntar ou passar.

Mas eu lembro bem como foram as coisas, da entrevista da Fabizona, falando que depois da reunião das jogadoras ela foi colocar os pingos nos Is com o ZR, e depois daquela conversa a escalação do time mudou.

E também lembro que as jogadoras contavam em programas era totalmente diferente de como o ZR falava, a gota da água foi na apresentação da SL, já que alguns dias antes a Mari mais uma vez foi e falou um monte e as jogadoras nessa festa não desmentiram e ainda confirmaram os fatos.

Também teve o evento aonde a Sheilla ganhou de melhor atleta do Brasil e na hora de receber o troféu ela agradeceu todo mundo inclusive a Fabiola e a Camila Brait e se "esqueceu" de mencionar o técnico ZR.

E dos primeiros jogos do Sollys contra o volei Amil pelo paulista aonde as jogadoras abraçaram a Fabiola e a Brait e ainda a Thaisa em um ataque, o ZR reclamou e ela olha para ele e manda ele para aquele lugar.

Teve vários outros casos, mas enfim parece que o fogo foi controlado na seleção, o ZR ate agradeceu os serviços prestados pela Fabiola quando a mesma pediu dispensa, isso nunca tinha acontecido.

Em relação aos critérios de pq ele levou a Nathalia e não a Mari, é estranho principalmente sabendo que essa seria a ultima olimpíada da Mari, sem falar que a Mari voltou a jogar antes que a Nathalia.

Falando em Nathalia durante muito tempo no Unilever o Bernardinho falava que ela era a segunda libero e somente veio jogar bem nas finais da Superliga e ontem a mesma ganhou uma suspensão de 60 dias por uso de substancias proibidas o pessoal fala que não afeta do desempenho, mas se é proibida alguma coisa deve fazer.

Também não acho que seria problema o ZR explicar os critérios dele, mas ninguém pergunta pq quem questiona ele, o mesmo faz boicote e não da mais entrevista e nem vai mais nos programas, não sou eu que estou falando isso, mas sim o pessoal do BandSports que questionaram e descobriram a lista de corte alguns dias antes do mesmo anunciar, já que era obrigatório entregar para o COB para a instituição fazer crachás das jogadoras.

Em relação ao corte da Fabiola no aeroporto em SP e a ida da Fernandinha é estranho pq a mesma nunca tinha sido realmente testada e em um mês não da para pegar entrosamento com todas as jogadoras no final dos jogos olímpicos o Brasil não tinha inversão 5 x 1 e fica mais estranho ainda quando o vôlei Amil não renova o contrato com a Fernanda.

Quanto a Fernanda a medalha olímpica ate o presente momento não foi legal para ela, já que todo mundo lembra das apresentações dela pela seleção e isso limitou o mercado para ela, tanto que hoje a mesma esta em um time quebrado.

Eu acho muito interessante uma entrevista do levantador Willian do cruzeiro, quando o Marlon foi cortado e todos falaram do Willian o mesmo disse que não iria, e levaria o Bruninho e o Marlon, já que os dois dedicaram quatro anos da vida deles para participar da Olimpíada e ele considerava sacanagem pegar o lugar do Marlon aos 45 do segundo tempo.

Moura BR disse…
Tem muita história nessa história.
AS jogadoras não acreditavam no treinador, pois a mais de um ano estavam impotentes frente ao sistema tático das americanas. Isso fica claro ao perceber que ele não conseguiu convencer uma sequer jogadora de 7 pontos a assinar com seu time. E com orçamento infinito.
O treinador cortou a única jogadora que além de estar numa ótima fase, era a única capaz de controlar o ego da Jaqueline, e em seu lugar levou uma jogadora que era velha para participar de uma renovação, não tinha afinidades com nenhuma outra jogadora da seleção e muito menos provou em quadra merecer estar lá.
Cortou uma jogadora (Mari) que não estava bem,alias estava péssima, mas era uma referencia para as demais jogadoras, e em seu lugar levou uma jogadora que estava ainda pior pois nem em quadra havia pisado nos últimos 9 meses. Interessante também é que as duas jogadoras que substituíram as cortadas foram as únicas a aceitar seu convite para jogar por campinas. Intrigante!!!
Vendo isso, podemos perceber que a tal reunião com o treinador nada mais foi do que um pedido de: "Por favor pare de atrapalhar." Mas o que deve ser realmente ressaltado é espírito dessas guerreiras, que se uniram na fé e conquistaram o resultado mais espetacular que eu já vi na vida.
Zé Henrique disse…
Ohh, gente, a questão Mari x Natália me parece tão óbvia!
As duas são craques e estavam com poucas possibilidades - a Mari por má fase técnica e peso da idade e a Natália por problemas físicos, de ajudar naquele momento.
Ora, a Mari é o passado(glorioso, mas o tempo passa) e a Natália é o futuro.
Óbvio que ele optaria pelo futuro!
Até pela questão da experiência.
A Natália já tendo participado de uma Olimpíada encarará a próxima de OUTRA maneira.
Isso é o que se cobra muito no futebol nas Copas do Mundo e os técnicos raramente fazem.
Era para ter sido feito com o Neymar na Copa anterior e não foi feito, assim como foi feito com o Ronaldinho( hoje Ronaldo Fenômeno) em 94.
Pensar não só no presente, mas tb no futuro.
Simples assim.
Quantas as várias maneiras de se ganhar, pois é, que bom que existem várias.
Há uma lenda em torno do "grupo unido".
Vários grupos rachados já foram campeões, com jogadoras(es) que não se falavam.
Embora, claro, seja melhor estar unido.
O que importa na verdade é:
Talento, trabalho e sorte.
No esporte e na vida.

PS: Em ralação ao programa em si, eu concordo mais com a Julie - que comentou no post anterior.
Muitoooooooo fraco!.
Zé Henrique disse…
Ahh, Dani Lins e Garay mudaram a cara da seleção e fizeram as outras crescerem.
Quanto a Paula Pequeno, ainda bem que ela teve grandeza. hehehe
Sério, ela foi a única campeã em 2008 que não teve papel importante nos jogos - talvez tenha tido nos bastidores.
E é o que eu acho que vai acontecer com a jogadoraça Sheila, ela chegará "fraca" em 2016, assim como a Paula chegou em 2012.
Como diria Cazuza:
O tempo não para.
Laura disse…
Welmer, bem lembrado! Aliás, senti falta de algum depoimento da Thaisa, pra mim uma das personagens mais importantes da campanha.

Zé Henrique, acredito sim q a aposta na Natália foi pensando no futuro. Mas acho que a questão não era Mari x Natália, e sim Natália x Brait. Falo da falta de coerência no critério q valeu para Mari e não para a Natália, ponto que nunca é questionado ao Zé.
Zé Henrique disse…
Mas a Natália é craque, Laura.
Diferenciada.
Critério e coerência a gente usa com os medianos(as).
João Lucas disse…
Laura, eu como fã do voleibol fiquei o tempo todo esperando um depoimento da grande Thaìsa. Ninguém naquela seleção mereceu o título mais que a central. Todo mundo fala em Sheilla naquele jogo espetacular contra a Rússia. Todo mundo fala em Jaqueline na final contra os EUA. Todo mundo fala que Dani Lins e Fernanda Garay mudaram a cara do time em Londres. Mas, vejo poucos falarem de Thaísa, inclusive o treinador Zé Roberto.

Claro que Sheilla foi importantíssima, teve uma atuação memorável contra as russas. Claro que Jaqueline foi impecável na final. Claro que tanto Dani quanto Garay deram salto de qualidade ao time. Agora, sejamos sinceros Thaísa foi a mais regular e lembro-me de jogos importantes contra a China, contra a Turquia que o Brasil sobreviveu graças ao talento dela, inclusive contra a Rússia em que a mesma marcou 24 pontos. Sheilla foi gigante no tie-breick já Thaísa foi gigante em todo jogo, virou um macth point que ninguém lembra. Acho injustiça com o trabalho da jogadora.

Thaísa merecia ser ouvida. Antes que me perguntem eu assumo sou fã da jogadora Thaísa.
Anônimo disse…
As mais importante do go de Londres contra Rússia.

1 - Sheilla salvando vários match points.
2 - Thaísa pelo desempenho geral na partida.
3 - Jaqueline com uma super defesa q daría a vitória do jogo pra Rússia.
4 _ Garay q com seu saque destruiu a Sokolova no fim do jogo.

ps: Kd a Estátua pra Sheilla???
Galera voleibol é um esporte coletivo, como diria um antigo treinador meu, o mais difícil dos esportes coletivos. Além disso é um esporte em que o talento individual não resolve, com no futebol por exemplo. Critérios tem que ser iguais para todos e Brait é tão craque quanto Natália, que na minha humilde opinião ainda não mostrou serviço na seleção, até porque raramente esteve em condições para desempenhar seu melhor voleibol. Também acredito que a aposta nela se justifica pelo ciclo de 2016.

Também sinto a Thaísa meio injustiçada nessa história toda. Ela tem sido, desde o Mundial de 2010, nossa melhor jogadora, simplesmente incontestável no meio de rede. Ninguém nunca cita o nome dela, muito menos o Zé Roberto, que infelizmente se tornou inquestionável em suas posições.

Aquele jogo contra a Rússia realmente foi memorável Welmer, me lembrou muito os épicos BrasilxCuba dos anos 90, principalmente a semi de 96. Ainda bem que dessa vez o final do filme foi diferente.

Agora, dessa história toda, me ficam duas perguntas : porque o Zé enaltecia a Natália em detrimento das demais? e será que os fins justificam os meios?
Laura disse…
Zé Henrique, é verdade. Mas se a aposta foi na craque do futuro, que isso seja posto às claras. Fica ridículo usar um argumento pra uma craque (a Mari) e não para outra (Natália) sendo que estava óbvio que ela tb - e até mais - não tinha condições de jogar.

João Lucas, concordo totalmente com vc. Até quando a Sheilla foi eleita pelo COB como destaque do vôlei, comentei aqui no Papo que achava que o prêmio seria mais justo para a Thaísa, pela regularidade e personalidade que demonstrou nos Jogos.
Neide disse…
Parabéns ao EX-técnico dos EUA Hugh McCutcheon!!!
90% do OURO brasileiro se deve à burrice desse Hugh McCutcheon!!!
Ele teve a oportunidade de eliminar o Brasil na fase de classificação e ganhar o inédito OURO para a seleção feminina do EUA e jogou tudo isso no lixo!!!
Era mais simples que tirar doce de criança:
Os EUA já estavam classificados em primeiro lugar, mesmo que perdessem para a Turquia, bastava Hugh McCutcheon por as reservas para jogarem contra as turcas, dar uma descanso para as titulares.
Dessa forma, se Turquia ganhasse, o Brasil estava fora das quartas-de-final...
Depois dessa burrice e perder o OURO para o Brasil, Hugh McCutcheon virou motivo de piada nos EUA, logo após as olimpíadas saiu da seleção e hoje não tem moral mais pra nada nos EUA.
Vale lembrar que até então Hugh McCutcheon era "O CARA" nos EUA, pois tinha sido OURO com a seleção masculina em PEQUIM/2008 e tricampeão do Grand Prix com a feminina. Ele botou tudo a perder tomando as decisões erradas.
Nunca se deve desprezar um time campeão olímpico, qdo vc tiver oportunidade de eliminá-lo precocemente, não pense 2 vezes faça.
Infelizmente para ele,Hugh McCutcheon, não haverá uma segunda chance, pois ele nunca mais voltará para a seleção feminina dos EUA.
Ou seja, Hugh McCutcheon deu uma segunda chance para o Brasil, mas ele mesmo não terá essa segunda chance.
KKKKKKKKKKKKK!!!!
Tomou manézão!!!!

Neide disse…
A briga pela última vaga era entre NATÁLIA e CAMILA BRAIT!!! O próprio Zé Roberto deixou bem claro isso, tanto que levou BRAIT e NATÁLIA para Londres para decidir isso lá.
Achei super injusto o corte da Brait.
Se o critério usado para o corte da MARI foi físico e técnico, qual foi o critério usado para cortar a Brait???
Zé usou 2 pesos e 2 medidas, Natália não tinha condições nenhuma física e técnica e Brait estava no auge da forma.
Não confundam as coisas...
Natália, por sinal, acabou de ser suspensa por doping.
Zé Henrique disse…
Em resposta ao Paulinho Adorador, sobre a questão dos fins justificarem os meios, a Neide com seu infeliz comentário sobre o técnico dos EUA respondeu.
Laura, essas cobranças parecem uma coisa de doido, né não?
O Zé Roberto traz o OURO e depois tem que explicar porque fez isso ou aquilo!

PS: Quero deixar meus parabéns, sem a ironia da Neide, óbvio, ao técnico dos EUA.
São poucos, infelizmente, que colocam a ética e o caráter acima de seus interesses.
Enquanto se pensar que tais atitudes são coisas de "manezões" o ser humano, por mais ouro que tenha, será pobre.
Eduardo Araujo disse…
Em relação a essa situação do técnico dos EUA é engraçado não é?
Quando o Bernardo fez isso com a seleção masculina (eles perderam um jogo de proposito para pegar uma chave mais fácil e foram campeões) todo mundo criticou o cara, eu teria feito a mesma coisa que ele fez!!!

Ai vai o técnico dos EUA e não entrega (eu teria entregado) e agora falam que o cara é um otário, nessa vida tudo depende da situação!!!

Em relação as decisões do ZR no ultimo ano olímpico, ele conduziu de uma forma errada a seleção em relação ao tratamento com as jogadoras.

Teria sido muito mais fácil, se ele fosse transparente em suas decisões.

O técnico dos EUA pode ser oq for, mas ele sempre foi transparente com as atletas, li uma entrevista da Larson e ela falando como tinha sido as escolhas das jogadoras.

Diz ela que cada jogadora foi chamada em uma sala aonde estava o técnico e a comissão e ele falava claramente pq a jogadora estava ou não sendo escolhida.

Se formos pegar a seleção na época do corte ele falava para todas as jogadoras que ainda estavam treinando que não tinha o time na cabeça, quando o mesmo já tinha entregue para o COB a lista.

Foi a BandSports que revelou essa situação e confrontou o ZR em uma entrevista na frente das jogadoras, isso foi falta de respeito, algumas jogadoras se matando no treino e ele falando uma coisa quando era outra.

No dia seguinte ele dispensou o resto das jogadoras ficando somente a camila brait, que foi dispensada em londres, ela ficou ate o ultimo momento pq o departamento medico poderia vetar a Natalia antes dos jogos e nesse caso pode ter troca de jogadoras.

Lembrando que a Natalia nem fez os exames para saber se dava ou não para jogar, não sei os detalhes, mas chegando em londres a Brait foi dispensada, mas teve o direito de almoçar no refeitório olímpico e ir embora no mesmo dia.