GP - Brasil 3x2 Rússia

Brasil x Rússia sem ter 5 sets, não é Brasil x Rússia.

Bela vitória brasileira em uma partida cheia de dificuldades, principalmente para o ataque. Aliás, Brasil e Rússia fizeram um jogo muito bem disputado, apesar do nível ainda inicial de preparação das equipes.
 
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O Brasil demorou para encontrar a forma de colocar pressão na Rússia. Preocupado mais com as suas dificuldades de virada de bola e na defesa, deixou as russas jogarem à vontade. 
 
Nos dois primeiros sets, a seleção brasileira se valeu mais das falhas adversárias para equilibrar o jogo do que exatamente de suas qualidades.
 
No momento em que o saque entrou e o time começou a valorizar a troca de bolas, mostrou melhor as suas armas. 
 
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A virada de bola ainda é uma dificuldade brasileira e as jogadas com as centrais fazem falta. Hoje, a china com a Jucy teve mais baixos que altos. Mas é de se valorizar a insistência nesta jogada na busca pelo entrosamento.

As ponteiras sofreram com as bolas altas nas pontas, pouco aceleradas. Temos atacantes com características físicas muito parecidas, que precisam de velocidade para enfrentar bloqueios altos.

Quem melhor se saiu nestas condições foi a Fernanda Garay. No contexto atual, é nossa bola de segurança e a bola de meio fundo com ela foi a melhor jogada da seleção.

Mas vale destacar também a Monique, que supera a baixa estatura com habilidade e inteligência. É impressionante como, desde o início, ela se sente à vontade e segura na seleção.

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A Rússia, ao contrário da partida contra os EUA, estava motivada para enfrentar o Brasil. Ainda erra muito, mas apresenta um bom volume de jogo, o que nem sempre é característico da seleção. E não é fácil sair vencedor enfrentando a dupla Goncharova-Kosheleva.

Por isso, há muito o que se comemorar. Foi uma vitória importante e que dá confiança para as meninas que estão em teste.

Comentários

Neide disse…
Que saudades da Fofão!!!
Dani Lins conseguiu complicar um jogo que poderia ter sido 3x0!!!
É claro que o time russo estudou a partida que a seleção brasileira fez contra a Polônia e constatou que a "Dani Previsível Lins" só que saber saber de levantar para a entrada de rede, raramente faz outras jogadas.
Se Fofão tivesse no time ganharia dessa seleção russa atual por 3x0.
Dani Lins não sabe explorar o grande potencial de ataque que tem Adenízia e Juciely, por exemplo...
Tem insegurança em levantar para a saída de rede...
E, Às vezes, faz um meio-fundo.
Sem falar nas jacas...
Acho que até por isso que o Zé preferiu escalar jogadoras mais técnicas. Porque Dani Lins abusou das bolas jacas e das bolas baixas nessa partida contra a Rússia.
Com as atacantes que tem À disposição, uma levantadora mais ousada e mais criativa que a Dani Lins faria a festa contra esse renovado time russo.
A levantadora Alisha Glass acabou com a Rússia usando criatvidade e inteligência. E olha que a seleção dos EUA só tem novatas...
Dani Lins fez uma excelente final olímpica, mas em vez de evoluir volta a cometer antigos erros.
Parece que tem preguiça ou medo de tentar outras alternativas.
Vive jogando as ponteiras na fogueria de bloqueios duplos ou triplos.
Se não fosse a habilidade natural das nossas ponteiras de saberem trabalhar com jacas ou bolas baixas, o Brasil levaria muito mais tocos.
Acho, sinceramente, que nesse início de ciclo olímpico, o Zé poderia ter testado a Claudinha ou a Juliana Carrijo, afinal de contas, acho que a Dani Lins não vai evoluir muito disso...
E quem viu Fofão jogar, acostumar-se com Dani Lins é dureza!!!
Welmer disse…
Gostei muito do jogo. Acho que foi um bom teste para a seleção.

É sempre legal jogar contra as russas, ainda mais pelas provocações das russas na rede, às vezes acho que as meninas da seleção poderiam responder com algumas provocações o jogo ficaria mais quente e mais interessante. Não cheguei a ver nenhum jogo entre Brasil e Cuba no auge da rivalidade, então gostaria de ver um Brasil e Rússia, hoje a maior rivalidade do vôlei mundial, com mais intensidade.

Falando do jogo agora, tô preocupado com as atuações da Dani. Depois daquela reta final dos jogos olímpicos, eu esperava que ela fosse evoluir ainda mais, mas parece que ela estacionou. Fernanda Garay tá muito bem, é grande jogadora da seleção nesse início de ciclo. Do lado russo, saem Sokolova e Gamova, entram Goncharova e Kosheleva. Essas duas hoje foram muito bem. Diferente de ontem quando foi substituída ainda no primeiro set, a Kosheleva jogou melhor hoje e assumiu junto com a Goncharova a responsabilidade de por as bolas no chão. Agora, será que essa dupla terá o mesmo sucesso da dupla Sokolova-Gamova?
Concordo com tudo o que o Welmer falou. Gostaria de ver as jogadoras do Brasil responderem Às provocações russas, mas nada vai se comparar à BrasilxCuba nos anos 90, até hoje quando se fala naquela semifinal de 96 sinto arrepios.
Quanto à levantadora, concordo também com a Neide, desde a saída da Fofão em 2008, ficamos meio órfãos nessa posição. Não dá pra se acostumar com a Dani Lins. Depois de Londres pensei que ela tinha evoluído, mas apresentou-se muito aquém para uma campeã olímpica já SL 2012/2013. Uma levantadora de seleção não pode ser tão instável a esse ponto. Acho que pra esse ciclo os nomes pra levantadora ainda são Dani Lins e Fabíola, entretanto penso que pra o ciclo seguinte já deveria se pensar em trabalhar a nova levantadora da seleção.
Anônimo disse…
Como o jogo sem a Dani poderia ter sido 3x0 se no primeiro set, que ela nem jogou, foi a Rússia quem ganhou?
Deixem de pegar no pé da menina, coisa feia!
os cães ladram e a gata passa.
Dani é craque.

Zé Henrique
João Lucas disse…
Também gosto da rivalidade nas quadras e hoje Brasil e Rússia protagonizam a maior rivalidade mundial, claro que em uma proporção muito menor do que Brasil e Cuba nos anos 90 e começo dos anos 2000. Era um show de voleibol com um tempero de provocações, eram jogos realmente incríveis e inesquecíveis.

Falando do jogo de hoje a seleção brasileira se mostra muito dependente de Fernanda Garay e suas lindas bolas de meio fundo. Garay vive um momento incrível e hoje é titular absoluta. Gabi foi bem principalmente no passe, ainda ouviremos falar muito dessa jogadora que tem um futuro brilhante pela frente e o que impressiona nessa menina é a impulsão e claro a personalidade. A nossa oposta Monique têm ebanjado técnica, mas sejamos sinceros ainda está longe ser bola de segurança da seleção, embora a cada jogo que passa ela tem me surpreendido positivamente. Adenizia hoje é sem sombra de dúvidas a nossa terceira central, tem atacado bem e segue firme no bloqueio. Juciely até joga bem só que salta aos olhos a dificuldade que ela tem quando tem bloqueios altos pela frente, perdi a conta de quantos tocos ela tomou hoje. Camila Brait aos poucos vai firmando-se como a líbero da seleção, chega a impressionar a qualidade de Camila na recepção de saque. Quanto ao levantamento, não creio que a culpa seja de Dani, ao meu ver Lins vem fazendo um bom trabalho. Me irritava por Dani utilizar pouco as centrais, entretanto, vejo pela ótica da levantadora deve ser difícil jogar com centrais que ficam em vários bloqueios. Alguém deveria avisar a Juciely que jogar superliga é uma coisa e pela seleção é outra, e que central vai além de bater bolas china. Dani está acostumada com centrais resolvem vide os 24 pontos de Thaisa nas quartas de final olímpica contra a mesma Rússia só que com Gamova e Sokolova pela frente.

Quanto a Rússia gostei muito da Goncharova, que além de linda joga muito.

Agora é enfrentar a seleção americana da levantadora Alisha Glass e suas bolas velozes e com uma aplicação tática incrível.
Anônimo disse…
Kosheleva ainda longe de estar em sua melhor forma. A Russia ainda peca no passe, a levantadora eh sofrível, inúmeros erros de levantamento. Gonscharowa sobrecarregada.
Anônimo disse…
Concordo com todos os comentários acima, apesar do jogo contra os EUA ser mais difícil, pela disciplina tática e poucos erros das americanas, a grande rivalidade hj eh Brasil x Rússia e eh o foco das atençoes. Até pq as jogadoras também têm muitas amigas no time americano.
Anônimo disse…
Adorei a levantadora russa estilo Pussy Riot!
ALINE disse…
Querido a Juciely eh uma atacante de altissimo nivel,nao bate soh China nao, no meio de rede ataca varias bolas,mas p/isso a levantadora nao pode matar a jogadora.
Juciely,na Unilever jogou com Fernanda Venturini e depois com Fofao, as 2 maiores levantadoras q o Brasil jah teve. Essas 2 tinham um entrosamento perfeito com aJuciely, sabiam aproveitar todo o potencial ofensivo dela.
Depois de passar pelas maos magicas de Venturini e Fofao ter q enfrentar a mao de bruxa da Dani Lins eh dureza.
D.Lins nao consegue aproveitar o potencial das meio-de-rede da selecao. Tanto Juciely como Adenisia sao excelentes atacantes, mas D.Lins nao sabe aproveitar isso.