sábado, 31 de agosto de 2013

GP - Brasil 3x0 Sérvia


Primeiro, difícil esconder a decepção com a escalação do time reserva pela Sérvia. A mudança deu emoção ao primeiro set, mas, obviamente, não era o confronto que se esperava.

O importante é que o Brasil se saiu bem com as dificuldades do primeiro set e se adaptou rápido às atacantes sérvias. O bloqueio, novamente, foi fundamental para fazer a diferença. É de se destacar o desempenho da Garay neste fundamento. Tem bloqueado mais do que a Fabiana. Aliás, a central tem andado apagadinha nesta fase final, não? Na partida de hoje ficou mais evidente porque todo o time esteve bastante participativo, menos ela.

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Este foi um jogo em que valeu a importância de se ter as três atacantes das pontas presentes, como fortes opções de ataque. Como previa ontem, a volta da Sheilla seria essencial para o time. A oposto foi quem segurou a barra no momento decisivo do primeiro set e fez sua melhor partida na temporada. Muito bom poder ter de volta a Sheilla no seu melhor.

No geral, as atacantes se saíram muito bem para um jogo exclusivamente jogado pelas pontas. Usaram da habilidade e exploraram o fraco bloqueio sérvio. É impressionante como este fundamento é tão pouco desenvolvido na Sérvia. Mesmo com jogadoras altas, não funciona.

A recepção brasileira deixou o jogo um pouco restrito às pontas, mas, nas vezes em que a bola veio em condições, a Dani Lins esqueceu das jogadas com as centrais. Só foi se lembrar delas no terceiro set. A levantadora tem que cuidar para não entrar no automático.

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Pê esse:

- Contrariando o que escrevi ontem, o Zé Roberto optou pela Jucy desta vez para participar da partida. Então, disputa empatada entre ela e Adenízia. 


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Giro pelo GP

Itália 3x2 EUA; China 3x2 Japão

- A China está perdendo o fôlego nesta fase final. Acho difícil o Brasil perder a partida e o título.

- Alguém me explica por que Karch Kiraly ficou de braços cruzados, literalmente, enquanto via a equipe dele levar uma virada da Itália no tie-break? Os EUA tinham uma vantagem de 14x11 e o treinador deixou as italianas irem no embalo e marcarem uma sequência de pontos que, no fim, lhe tirou a vitória. Tempo e substituição não existem no mundo de Kiraly.

Esperava mais dos EUA mesmo com um time totalmente renovado. A seleção norte-americana parecia bem estruturada e organizada. Mas, nesta fase final, se desestabilizou e mostrou a inexperiência ao sentir a pressão dos adversários.

A oposto italiana Diouf marcou 31 pontos. Ela tem feito pontuações bastante significativas a cada partida. Pelo jeito, a Itália encontrou, depois de tanto tempo, sua oposto. Ainda assim, Diouf não me convence. Talvez porque ela tenha muito mais potencial para desenvolver, como impulsão e força. Por enquanto, me parece uma jogadora que se beneficia mais pela altura do que exatamente pela qualidade.

5 comentários:

Luiz Felipe disse...

Uma curiosidade que me chama a atenção é que o Brasil pode perder amanhã por 3x2, que ainda assim será campeão.

Noutras palavras: a China pode se sagrar vice-campeã invicta!!!!

As tais idiossincrasias das regras do esporte...

Unknown disse...

Graças a essa regra ridícula a China pode tornar-se vice-campea invicta! Nunca gostei disso e continuo achando um absurdo uma regra que pune quem ganha por 3x2!!!

Cahe´s blog disse...

Concordo, foi decepcionante ficar acordado, esperar um jogo que realmente fosse dar trabalho ao Brasil, e deparar com um time reserva.
Não sei o que deu na cabeça do técnico e agora, vendo o jogo contra a Itália em que as sérvias estão perdendo, elas vão chegar abaladas no europeu.
Ele errou.
Eu esperava mais do Japão também. Fraco.

Se me permitem discordar do desconhecido:
Sou favorável a premiar quem leva o jogo até o 5o. set - não é uma questão de punir quem vence e sim de premiar quem quase venceu.
Não tira o mérito das melhores seleções, como o Brasil hoje, por exemplo, que não perdeu nenhum set e, claro, deve levar vantagem sobre quem perdeu alguns.
Abraço

Paulo - Sorocaba disse...

Para premiar quem leva o jogo ao tie-break, a equipe poderia ganhar um ponto sem a necessidade de tirar um do ganhador.

R.Tigre disse...

Laura, porque sera que as equipes Europeias nao quiseram entrar com forca maxima contra o Brasil???
Italia: enfrentou o Brasil sem Carolina Costagrande e sem Valentina Arrigheti.
Servia: enfrentou o Brasil sem suas melhores atacantes Brankica Mihajlovic e Jovana Brakocevic.
Decepcionante!!!
Gostaria de ver BrasilxItalia e BrasilxServia pra valer, com forca maxima...
Porque sera q as europeias estao escondendo o jogo contra o Brasil?
Sera que ja estao pensando no Mundial 2014?
No confronto entre elas Servia 3x2 Italia, voltaram a jogar com forca maxima com Costagrande, Arrigheti, Mihajlovic e Brakocevic em quadra...
Sera medo do Brasil?
Sera o que?