Giro pelo GP


O Brasil rendeu muitas opiniões e discussões aqui no Papo neste final de semana. Agora é a vez das outras seleções. Antes de começar a próxima rodada, vamos dar alguns pitacos sobre os demais times do GP.

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Grupo A
 
Jogo bastante equilibrado entre Rússia e Polônia. Agora, difícil imaginar este resultado se não fosse pela Skowronska. 41 pontos, seis de bloqueio, 35 de ataque. Quando a levantadora tentou inventar e usar as demais atacantes no tie-break, a Polônia perdeu o set.

Eu já tinha ficado surpreendida pela pontuação da chinesa Zhu Ting, que marcou 32 pontos em quatro sets contra a Holanda, até que, na mesma rodada, a polonesa supera a marca. 


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A Rússia tem gostado de provocar. Assim como aconteceu contra o Brasil, o time levou um cartão vermelho por causa de uma comemoração ofensiva, desta vez, da Pasynkova.

Goncharova é outra jogadora que desde a Universíade tem provocado as adversárias. Acho que o espírito cubano, cansado da decadência do seu time de origem, resolveu se incorporar lá no lado russo. 


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Grupo E

A Alemanha é imprevisível. Tem um time bom, jogadoras de qualidade, mas é muito instável. Perde umas partidas que estavam fora do roteiro. Desta vez, foi contra a Argentina.

No mesmo grupo, a Itália começou bem. O time ganha outra força com a Carolina Costagrande em quadra. E a companhia da oposto Diouf tem ajudado a ponteira na responsabilidade no ataque.

Depois de tantas indefinições na posição de oposto, será que a Itália finalmente achou a titular? Diouf é jovem, tem 2,02 e impressiona pelo alcance – não necessariamente pela força. É pesada e lenta, mas uma mão na roda para resolver as “bolas pepino”. 


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Grupos B, C e E

Sérvia, Japão, China e, assim como Brasil e Itália, também garantiram três vitórias na primeira rodada.

O Japão não quer saber de folga para a Saori e a Ebata. As duas estão jogando e segurando o ataque japonês.

A Sérvia, como o Welmer, participante do blog comentou, está, finalmente, com seu time completo, tendo suas principais jogadoras em quadra: Brakocevic e Mihajlovic. Elenco forte, candidato ao título. Para se ficar de olho durante o GP.

Outra equipe para ficar de olho é a China. Não exatamente por essa primeira fase na qual os adversários não foram dos mais desafiadores: Cuba, Bulgária e Holanda (aliás, a Bulgária saiu com duas vitórias). 


Apesar da renovação, a China tem o ótimo comando da Lang Ping e, como vários participantes do Papo comentaram, está com um forte poder ofensivo, com a já conhecida Wang e a jovem Ting – aquela que marcou 32 pontos numa partida.

Comentários

Welmer disse…
Laura, a Ting evoluiu muito nos últimos anos. Fui pesquisar como foi seu desempenho no mundial infanto de 2011 e ela não era a principal do time chinês, naquele mundial, no ranking de pontuadoras ela ficou atrás da Rosamaria e da Gabi.

Hoje, ela é a grande aposta da equipe chinesa, ela tem um grande potencial de ataque, que é o melhor fundamento do time chinês, mas deixa a desejar nos outros fundamento, principalmente na recepção. Eu gostaria muito de ver esse time chinês com Hui, Wang e Ting nas extremidades, não sei se é possível, mas o ataque chinês ficaria ainda melhor.
Aline disse…
A ITALIA com COSTAGRANDE em plena forma eh uma equipe dificilima de ser batida.
COSTAGRANDE, MVP da COPA DO MUNDO, ao meu ver, eh a jogadora mais completa da atualidade. Com 1,88m eh uma eximia bloqueadora, tem um fundo de quadra perfeito, lidera as estatisticas de passe do Grand Prix, ataca de qualquer posicao da quadra, eh a bola de seguranca da Noemi Signorile.
Esteve um tempo afastada da selecao se recuperando, porem agora COSTAGRANDE voltou no auge da forma. Com ela a ITALIA vem para brigar pelo titulo.
A outra ponteira, a juvenil Caterina Boseti, eh uma garota-prodigio em franca evolucao, fez 3 excelentes partidas nesse inicio de GP.
Na posicao de oposto 2 novatas promissoras: Diouf e Sorokaite.
Remanescentes do time antigo estao as centrais Arrigheti e Guiggi.
A nova levantadora, Noemi Signorile, eh muito criativa e de personalidade, distribui muito bem o jogo e adora jogar com as centrais.
A nova Italia promete...

Giovani Guideti, tecnico do Vakifbank e da selecao Alema espera poder contar com Marianne Steinbrecher na selecao alema em 2014, para passar toda sua experiencia de campea olimpica ao time, enquanto isso a Alemanha vai fazendo uma campanha irregular, fez jogo duro contra aItalia, mas perdeu para a Argentina e ganhou facil do Kazaquistao.
R.TIGRE disse…
O pedido de dispensa da Fabiola para tratar de problemas particulares me levou a refletir o quanto eh sacrificante a vida de um jogadora de selecao brasileira, principalmente aquelas q sao casadas e tbem sao maes.
Imagino como deve ser dificil para uma mae e esposa ficar tanto tempo longe do filho e do marido, dos pais, dos amigos, etc, treinando e viajando para cada semana jogar em algum canto do mundo.
E vejo tanta dedicacao das jogadoras da selecao, sem excecao, mas principalmente das novatas como Monique e Gabi Guimaraes, que agarraram a oportunidade com unhas e dentes, e eh visivel que estao dando tudo si nos jogos.
As veteranas como Sheila, Dani Lins, Fabiana, Fabi etc, tbem estao de parabens pelo tempo q jah abriram mao de suas vidas particulares p/se dedicarem a selecao.
Mas tem horas que os fatores extra-campo falam mais alto e se torna inevitavel o afastamento da selecao, casos de Jaque que sera mamae e da Fabiola que jah eh mae e precisa resolver problemas urgentes.
O pior de tudo eh qdo pinta a hora do corte, pois toda a dedicacao pode ter um ponto final antes de um Campeonato p/ o qual se estavam preparando. Juciely, Fabiola e Camila Brait, passaram pelo fantasma do corte olimpico e voltaram para a selecao com gas todo, prova disso foi a grande atuacao dessas 3 contra os EUA no ultimo Domingo.
Enfim, desejo muita paz, tranquilidade e sorte p/ Fabiola, e q possa resolver tudo da melhor forma.
Anônimo disse…
Fugindo um pouco do assunto, penso que se as equipes da China e Sérvia mantiverem o ritmo, contarem com todas as jogadoras e evoluírem ainda mais, elas tem tudo para brigar fortemente com o Brasil no Rio 2016.
Outras seleções que darão trabalho serão EUA, Rússia e Itália, mas acredito na renovação brasileira, que poderia ter a Bia(SESI), Rosamaria, Angélica(Amil)e Hellen.
Torcida Unilever disse…
Nao sei quanto a voces, mas nosso grupo de amigos, amantes do volei, esta ansioso para ver a estreia de Claudinha na selecao nesse proximo final de semana em Porto Rico.
Respeitamos muito as veteranas titulares campeas olimpicas Fabizinha, Dani Lins, Sheila e todas as outras.
Mas e sempre bom ver novidade dentro de quadra. E ano pos-olimpico se torna ano de novidades em todas as equipes.
Esse novo time brasileiro estreou novas titulares em todas as posicoes. Mas na posicao de levantadora ainda nao vimos novidade.
Queremos muito ver como Claudinha atua com a camisa da selecao brasileira.
E nao existe momento mais perfeito para isso que agora, afinal de contas Porto Rico disputa a lanterna da tabela com Cuba, e Rep.Dominicana e Bulgaria nao apresentam muita regularidade.
Desejamos entao uma otima estreia para a Claudinha nessse Grand Prix.
Eduardo Araujo disse…
Olá eu também quero ver a Claudinha na seleção, esse ano é que vai mostrar a real qualidade dela, como dizem uma coisa é vc jogar sem pressão em um time que não tem muitos recursos para ir em uma final, que era o caso do Minas infelizmente, agora no amil e na seleção a situação é outra, vai ter pressão por resultados e isso pode acabar com o jogo dela.

Acredito que ela deva entrar aos poucos no time do Brasil, já que o entrosamento dela não é o ideal, afinal ela foi pega de surpresa com essas situação da Fabiola, então a cabeça dela não estava nem preparada para isso.

As pessoas terão que ter paciência com ela, já que a mesma caiu de paraquedas e quando isso acontece leva um tempo para começar a jogar com qualidade, um exemplo disso é a própria Fernandinha, que não conseguiu jogar na seleção com somente 1 mês de entrosamento.

Welmer disse…
Esse time japonês vai dar muito trabalho. Além das já conhecidas Saori e Ebata, a seleção japonesa achou uma oposta que possa dividir com Saori e Ebata a responsabilidade de por as bolas no chão. Nagaoka teve boas atuações durante Montreux e Alassio, mas nessa primeira semana do GP ficou no banco, o que acho um desperdício, porque, pra mim, ela é muito melhor que a oposta titular.
Anônimo disse…
Este time chinês me assusta pelas jogadoras que estão achando e todas jovens, acho que desta vez a China entra como uma das candidatas ao título do Grand Prix e a Servia tb vai dar trabalho. Quem decepciona ao meu ver foi a Turquia que prometia bastante, mas perdeu em casa para o Japão.
Anônimo disse…
Minhas apostas seriam Sérvia, China, Brasil, EUA, Japão (por ser sede né) E Itália. A Sérvia está jogando uma barbaridade, agora com a Mihalojvic dividindo as ações ofensivas, só precisa melhorar o passe para as centrais pontuarem também. Brakocevic não alivia naquela mão pesada dela viu! A China vai evoluir muito com a T.Z. A Itália com aquela gigantona da Diouf e Costagrande. Os EUA com Hill, Murphy, Paolini e Richards. E o Brasil com Sheilla, Camilinha, Gabi e F. Garay que será MVP desse GP2013.
Anônimo disse…
Acho lamentável, a Coréia ter ficado de fora do GP. Acho q oportunidades para Países novos como Canada(da Sarah Pavan), Inglaterra, França até mesmo Espanha podiam ser dadas. Até pq Países como a Tailândia, Taiwan, Kazakistão até mesmo Porto Rico, já nao surpreendem mais em serem os lanterninhas da competição.
Anônimo disse…
E seria uma surpresa se Espanha, Canadá( que só tem amadoras, tirando a Sarah Pavan), Inglaterra e França participassem do GP2013 e ficassem na lanterna??? Faça-me o favor viu.
Edson Pelegrino disse…
Servia,Itália e China estão fortíssimas.Brasil vai penar pra vencer e com Monique acho que não vai rolar.
Anônimo disse…
Em geral times com um só atacante costuma se perder pelo caminho. O jogador carrega o time nas costas, mas depois se torna presa fácil para as grandes equipes. Assim vejo poucas possibilidades para a China de Ting, a argentina da Fresco, a Itália de Costagrande e a Polônia de Skowronska. Apesar de que no esporte tudo pode acontecer, acredito que o Brasil, Sérvia, Rússia e Estados Unidos, pela tradição e força são os favoritos.