Muitas perguntas

Brasil 3x0 Holanda

Finalmente uma partida decente da seleção brasileira nesta série de amistosos com a Holanda. O time teve uma estratégia de saque, o ataque fluiu com as três ponteiras e a defesa apareceu.

Beleza. Mas ainda estou tentando entender a utilidade destas partidas – além do óbvio: aproximar a seleção da torcida brasileira e colocar as meninas pra jogar depois de tanto tempo de treinamento.

Quero dizer, o que podemos tirar de conclusões do time que jogou? Quais são as intenções do Zé Roberto?

Antes dos amistosos o treinador disse: “os jogos vão nos ajudar a entrar num sistema de sincronismo melhor”. Sincronismo do time reserva? É com este grupo que ele pretende iniciar o Grand Prix?

Se não é esse o caso, os jogos serviram para ter mais claro quais são as jogadoras que ele pretende utilizar com mais frequência no grupo de 14 durante o torneio? Se for assim, Monique está em vantagem, na frente da Tandara, que não foi utilizada?
 
Ajudem-me. Estou perdida.

Comentários

João Lucas disse…
Estamos perdidos. Não consigo entender as intenções de Zé Roberto. O que vejo é um inchaço de jogadoras e que algumas boas peças não tiveram chances de jogar e com isso fico com a impressão de que as 14 jogadoras que serão utilizadas com mais frequência no Grand Prix serão:

Levantadoras: Dani Lins e Fabíola
Opostas: Sheilla e Monique
Ponteiras: Fernanda Garay, Natália, Priscila Daroit e Gabi Guimarães
Centrais: Thaísa, Fabiana, Adenízia e Juciely
Líberos: Camila Brait e Fabi

Agora me digam, o que fazem Tandara (a melhor jogadora da última superliga), Bia, Ellen e Claudinha que não jogam. Sem falar em Natália que nunca joga na Seleção. Sinceramente não entendo Zé Roberto. Penso eu que esses amistosos serviriam para testar todas as jogadoras, entretanto, não foi isso que se viu.

PS: Camila Brait finalmente mostrou seu melhor jogo na seleção, fez uma excelente partida, passou e defendeu muito. Fiquei muito feliz com a atuação de Brait.



Laura disse…
Pois é, João Lucas. Estou com as mesma opinião q vc. Pela leitura deste início de temporada, as 14 jogadoras deverão ser essas q vc relacionou.

E concordo em relação à Brait.

Vivian disse…
Laura e Joao Lucas, acho que matei a xarada...
Pelo que tenho percebido das escalacoes do Ze Roberto, eh q ele esta dando preferencia p/as jogadoras mais tecnicas e habilidosas, q usam a cabeca e ajudam tbem na defesa e no saque.
Parece q as jogadoras porradeiras q sao soh ataque e resolvem tudo na forca bruta estao sendo preteridas em favor daquelas q sao mais tecnicas.
Pelo visto Ze Roberto quer priorizar jogadoras q dao bastante volume de jogo, versateis, que alem de fazerem pontos, tbem ajudam a evitar tomar pontos com uma boa postura defensiva.
A leitura que fiz do pos Londres, analisando as equipes dos torneios e amistosos disputados eh essa...
O q vcs acham???
João Lucas disse…
Vivian, pode ser isso mesmo. O Zé deve estar priorizando jogadoras técnicas em detrimento da pancadaria, só que eu não consigo entender isso, temos uma seleção muito técnica com ótimo jogo de chão, porém, muito baixa e com um fraco jogo de rede. Com essa escalação do técnico Dani Lins só tem uma bola de segurança que é com Fernanda Garay e esse mistão ainda não enfrentou nenhum grande time. Algumas perguntas que pairam no ar.
Moura BR disse…
João Lucas, Tandara esta com problemas no ombro, Bia se recupera de lesão, Ellen sentiu o peso da seleção e está mantida no grupo como aposta futura, Claudinha provavelmente não jogará, e se jogar será no caso de contusão de Fabíola ou Dani Lins. Natália, fora o dopping está se recuperando de novo problema na canela.O Zé Roberto sabe que o processo de renovação não será fácil, por isso vai insistir nas novatas, pelo menos até Natália e Tandara poderem pisar em quadra. Quanto aos amistosos, acho que a seleção sofreu com as condições da viagem, além de o ginásio ser uma porcaria, jogar com influencia do vento e maresia é de tirar a vontade de qualquer um. Nossa seleção é a atual campeã olímpica, esse tipo de ginásio não pode fazer parte da preparação para este time. Alguns podem dizer que as holandesas também sofreram com a quadra, porém elas tinham muito mais motivação por enfrentar as campeãs olímpicas. Tanto que no jogo dentro de um ginásio de verdade, em Natal, conseguiram uma vitória com o pé nas costas.

A meu ver as 14 jogadoras do Grand Prix, pelo menos nesse inicio serão:
Dani Lins, Fabíola e Claudinha
Sheila Tandara e Monique
Fe Garay Pri Daroit e Gabi
Thaisa, Adenisia e Fabiana(acho que a Juciely merecia o lugar da Fabiana pela temporada das duas e por Fabiana merecer um chacoalhão pra ver se acorda, agora só quer modelar, mas como Só foi chamada para tapar a ausência da Bia duvido que se mantenha.)
Camila e Fabi
Moura BR disse…
Vivian, não acho que seja priorizar jogadoras técnicas, acho que o problema é simples, ele não pode contar ainda com Natália e Tandara. Acho que ele não tem muita opção de porradeiras mesmo, tirando as contundidas só restam A GAray e a GAbi que são técnicas mas com muita potencia. Eu mesmo apostaria numa dupla titular entre essas duas para o ciclo até 2016 Assim que Nati e Tandara puderem entrar em quadra, Pri Daroit e Monique sair do grupo de 14.
Laura disse…
Vivian, concordo novamente com o João Lucas.

Moura BR, cheguei a pensar no problema do ombro em relação à Tandara, mas achei q já estava resolvido. Não entendo pq não temos informações sobre isso.
Moura BR disse…
Laura,
"Tandara com dores no ombro"durante a transmissão foi essa a explicação usada para a ausência da Tandara. E pelo que me consta desde a semifinal da SLFV ela já se queixava desse problema.
Laura disse…
Sim, foi o mesmo que a tirou dos dois primeiros torneios da seleção. Ela chegou a entrar nos últimos jogos, por isso imaginei q o problema já estivesse se encaminhado à solução.
R.Tigre disse…
Acho que Gabi e Monique vieram pra ficar. Ao contrário da Ellen, que deu uma tremida ao vestir pela primeira vez a camisa amarelinha pela seleção adulta, Gabi e Monique qdo estrearam pela seleção mostraram muita personalidade e conquistaram seu espaço dentro de quadra jogando muito bem.
Ter personalidade forte e não sentir o peso da camisa campeã olímpica é um grande trunfo para essas duas jogadoras, que, apesar de estreantes, estão atuando com a maturidade de veteranas.