De doer

Brasil 3x1 Holanda
Coitado de quem assistiu ao primeiro jogo da série de três amistosos entre Brasil e Holanda. Se você não assistiu, agradeça aos céus.

Que partida ruim. O que a falta de competição não faz! O time esteve totalmente travado. Nem a Garay se salvou.

Lembrou a estreia da equipe no torneio de Montreux, o primeiro jogo da temporada. O Brasil distribuiu erros e mais erros de recepção e ataque. Perdi a conta de quantos pontos a Holanda fez em bloqueio. 

Não tenho dúvidas que as próximas partidas vão ser de maior qualidade e facilidade para o Brasil, é uma questão de tempo para encontrar o jogo. Mas, infelizmente, isso não nos compensa o fato de termos visto um “espetáculo” tão horrível e irritante como foi este primeiro confronto. 

***********************
É compreensível que o Zé Roberto tenha optado por começar a série de amistosos com a equipe que disputou as últimas competições, deixando as veteranas no banco. Só não vejo razão na escalação da Monique.

Eu sei, ela foi a melhor das atacantes na partida – o que não é lá grande mérito. Mas temos que ser racionais e objetivos: ela não vai ser a oposto titular nem a reserva da seleção nos próximos anos. Antes da convocação da Sheilla e com a contusão da Tandara, era compreensível a sua presença no time titular. Agora, não.

Gostaria de ter visto em quadra a Tandara. Como já comentei em outro post, apesar de suas ótimas temporadas nos clubes, a oposto/ponteira ainda tem o que provar na seleção.

***********************
Pê esse:

- Estava vendo a convocação da Holanda para o Grand Prix e não vi o nome da Floortje Meijners, destaque do Piacenza, campeão italiano. Ou seja, uma jogadora com qualidade e experiência, que seria importante para a seleção holandesa. 
Acontece que a não-convocação é uma escolha da própria atleta, que não defende as cores nacionais desde 2007. Ela prefere se dedicar ao clube. Fazer parte de um time italiano é, segundo ela, mais importante. Meijners diz que continua a ser constantemente chamada para a seleção, mas que recusa por não se sentir 200% motivada a isso.

A Holanda pode não das maiores forças do vôlei feminino, mas também está longe de ser um figurante no cenário internacional. Quer dizer, é uma equipe competitiva. Mesmo assim, isso não é o suficiente para motivá-la.

Achei curioso. Meijners vai no sentido completamente oposto da maioria dos atletas.

Comentários

Anônimo disse…
Até Sokolova mercenária jogou p/ seleção Russa. Agora Meijners....
Evandro disse…
Nossa, que jogo ruim. Nem parece q foi esse time escalado que venceu 9 jogos e perdeu apenas 1 set em duas competições na Europa.
Que nem você disse, Laura, foi irritante ver elas jogando. Erros de passe, inúmeros erros de saque ( difícil de engolir a desculpa do Zé Roberto de que estavam trabalhando a parte física e tática - vem cá, jogadora q fica 3 semanas sem sacar tem q voltar aos princípios básicos do vôlei então?)

Analise de cada jogadora:
Dani Lins - foi muito bem ate, pois o passe não chegava, e quando chegava as atacantes não rodavam. Soube usar as meios de rede, mesmo q não colocavam a bola no chão e depois foi pras pontas.

Camila Brait - De novo não conseguiu segurar o passe e defesa do Brasil. Ela mesmo errou vários passes, tomou aces e ate bola de manchetão que a Holanda mandava ela conseguiu errar ao jogar pra Dani. Nao dominou o fundo como a Fabi faz.

Monique - Não se impôs. O q a salvou foi que, quando o Brasil precisou ela soube corresponder fazendo alguns pontos importantes.

Pri Daroit - Pegou uma bola só em cheio na partida toda. O restante batia com o braço travado, largava ou batia sem força pro outro lado. Isso quando não parava no bloqueio.

Fe Garay. A mesma da final da Superliga. Nao conseguia rodar com tranquilidade e achar uma solução pra receber o saque e ser a bola aberta de segurança da seleção.

Adenízia / Jucy - Corresponderam bem, marcaram seus pontos de bloqueio, bons ataques.

Thaísa / Sheilla - É o que se espera de Bi campeãs Olímpicas - elas entram e tudo se resolve com a maior naturalidade. Lindo de verem jogando.

Evandro disse…
Ah, outra coisa:
Porque Natalia não entra para jogar? Afinal ela não é a queridinha do Zé Roberto e a salvadora quando o jogo não vai ( segundo palavras dele mesmo)? O passe nao chegava de qualquer maneira, então era bom colocar ela para ver se com seus ataques ela revertia a situação.

E Tandara? Esquentando banco novamente?
Eduardo araujo disse…
Foi irritante, garay lembrava a jogadora da final da superliga, errava tudo.

A Dani Lins com a mania de jogar balão para cima e mesmo quando o passe era na mão, tipico dela, no segundo set quem resolveu foi a inversão com a Sheila e a Fabiola e no terceiro set foi a Thaisa que entrou e ate do fundo atacou e acabou com a recepção do adversário e vale lembrar que so tinha criança do outro lado.

Alias esse time ate agora so pegou times B ou C, não quis encarar o time titular dos EUA.

Por isso a CBV mandou o sub 20 para o torneio.

Jogo mesmo ate agora nada.
Anônimo disse…
Sem justificar mas justificando, a quadra estava muito lisa, e o calçado usado pelas jogadoras brasileiras não é um calçado para indoor, é para correr na rua, enquanto as holandesas usavam calçados normais. Vocês não perceberam a falta de velocidade das nossas jogadoras, não pareciam amarradas? Pois é, para quadras fechadas até funcionam estes tenis de corrida porém para uma quadra a Céu aberto como aquela fica difícil. Se tiverem a oportunidade de ver o jogo novamente percebam como as atletas se movimentam, fica muito claro!
Welmer disse…
Que joguinho sem graça!

Foi de doer assistir a tal partida. Parecia partida de intercolegial, era erro de passe, erro de levantamento e erro de ataque. Ainda não entendo porque o Zé não coloca as jogadoras mais jovens pra jogar, ele poderia ter testado muito bem as jogadoras, mas preferiu insistir com a formação campeã em Montreux e Alassio. Espero que nos próximos ele teste as demais jogadoras.