O Montreux é nosso!


Brasil 3x0 Rússia

Nada melhor do que começar um novo ciclo olímpico do que com um título. E para que isso acontecesse, o Brasil tinha que vencer novamente a Rússia no Volley Masters de Montreux.

Só que desta vez a história do jogo foi mais complicada. O Brasil deu pontos demais em erros para as russas: 21. A Rússia também estava com um bloqueio forte (Pri Daroit que o diga, foi a jogadora que mais sofreu com a marcação russa) e até com bom volume de jogo.

Demorou para o Brasil perceber que, no ataque, venceria no jeito e não na força. Demorou também para forçar o saque e se aproveitar da frágil recepção russa. Quando o fez, o caminho para a vitória ficou mais fácil.

A seleção brasileira também contou com a imaturidade do time russo, que cometia erros e aliviava a pressão sobre o Brasil.

Mais uma vez o bloqueio brasileiro apareceu em momentos importantes. No fim, o Brasil pontuou mais nesse fundamento do que a Rússia.  

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Balanço

Não imaginava que o Brasil chegasse a um nível de qualidade tão bom logo no seu torneio de estreia. Fundamentos que normalmente demoram a se acertar, como o bloqueio e a defesa, funcionaram bem. O time teve volume de jogo e qualidade nas trocas de bola e na armação dos contra-ataques.

Boa parte disso certamente veio da base que o Zé Roberto manteve durante o torneio. Para o treinador, é um período de experiências, pero no mucho.

Digamos que foram experiências com garantias. Fora a Monique, todas as jogadoras do time titular já eram do elenco brasileiro. E mesmo a aposta na Monique foi imposta. Ela só foi titular porque a Tandara não tinha condições de jogo.

Como resposta, o Brasil confirmou algumas jogadoras em condições de fazer parte do grupo principal. Precisam de testes mais duros, sem dúvida. Mas Adenízia, Jucy e Camila Brait mostraram trabalho para ser lembrado e desafiar as “veteranas”.

Como novidade, o Montreux provavelmente marcou a entrada da Priscila Daroit na briga por uma posição no time principal. Ela já esteve na seleção B, ano passado, mas agora há espaços para novas ponteiras e a jogadora parece alcançar o momento certo tecnicamente para se candidatar a esse posto. 


Comentários

tuliobr disse…
Bom começo de temporada. Só lamentei as contusões que nos impediram de ver a Bia, a Gelka e a Tandara. A lesão da Tandara foi especialmente infeliz, pois impossibilitou que víssemos a inversão funcionando como uma opção tática interessante para o time, já que seriam duas opostas de características bem diferentes. Creio que dispor de variações assim é essencial para um time como o Brasil, sempre muito visado e bem marcado. Como vimos diante dos EUA no ciclo passado, a acomodação do JRG pode nos custar caro. Para além de mais um troféu em Saquarema, o maior saldo do torneio foi tornar a Daroit uma realidade na seleção adulta. Acho que a Claudinha deveria ter sido testada; tomara que o seja no torneio de Alassio. Quanto à Rússia, acho que em breve elas terão algo que não é visto por lá desde os tempos da Kirilova: uma levantadora! Achei a jovem Pankova bem promissora. Se as ex-soviéticas foram bicampeãs mundiais sem levantadora, podemos prever fortes emoções no futuro. O técnico russo foi ousado como o corte de cabelo da Matienko (Aí, Laura #FicaADica!)quando tentou deixar em quadra a Isaeva e a Malikh (interessante, a Malikh: não é uma "russa usual"), talvez inspirado na ousadia do seu compatriota da seleção campeã olímpica masculina, mas, sem passe, não deu certo. Assim como aqui, nem na Rússia todo dia é dia santo.
Eduardo Araujo disse…
Olá legal o titulo, mas o torneio é bem fraco, na vdd alguns jogos foi ate difícil de assistir, a seleção não foi forçada a nada, cansou de ganhar nos erros das outras equipes, o perigo disso é que acaba mascarando os reais problemas, como por exemplo a linha de passe da seleção.
Vamos ver o real potencial dessas jogadoras com um torneio mais serio, a unica coisa boa que vejo nesse campeonato foi a chance das atletas se entrosarem.
Mas era a oportunidade perfeita para testar a claudinha e outras jogadoras, que acabaram não sendo testadas.
Vivian disse…
Pra mim a melhor do torneio foi a JUCIELY, como na SUPERLIGA ela manteve o ritmo do início ao fim do torneio, sem altos e baixos, a GARAY foi muito bem no ataque, mas deixou a desejar um pouco no passe.
Daroit começou o torneio muito bem, mas caiu de rendimento nos dois últimos jogos.
Pra mim a participação da República Dominicana foi um vexame, era a única equipe completa no torneio e perderam totalmente a cabeça, são loucas, descontroladas, sei lá... Não sabem usar a força que tem.
As dominicanas tem um time alto, com uma impulsão e uma força física invejável, são as mais fortes atleticamente do campeonato, mas não sabem usar a força que tem.
As dominicanas são como umas "MULAS": tem muita força física, mas ZERO de inteligência!!!
Se elas não errassem tanto poderiam até ser campeãs, mas só o que elas erram de saque é desanimador... Agora fica a dúvida, será que elas é que são BURRAS mesmo ou será que é a comissão técnica, ou será que são todos uns jumentos idiotas que não sabem usar a força que tem???
Vivian disse…
Queria saber o que Suelen está fazendo na seleção?
Entrava só para sacar, o saque mais inofensivo do mundo, e ainda conseguia fazer a proeza de errar o saque peidinho...
Não bastasse isso não ajudou nada na defesa pq não conseguia simplesmente se locomover com agilidade.
Injustiça com jogadoras como Tássia e Michele Daldegan que fariam o fundo de quadra muito melhor que ela e NUNCA tiveram uma oportunidade de mostrar serviço na seleção.
Suelen ganhou a medalha de oura mais injusta da MONTREAUX, pois não contribuiu em NADA para o time e ainda conseguiu errar uns saques peidinhos.
Pra falar a verdade MONIQUE defende muito mais e é muito mais ágil que a Suelen no fundo de quadra, MONIQUE e CAMILA BRAIT fecharam o fundo de quadra brasileiro defendendo tudo e deram muito volume de jogo À seleção. SUELEN NÃO TEM UM MILÉSIMO DA AGILIDADE QUE MONIQUE E BRAIT demonstraram neste torneio!!!
Anônimo disse…
Esse ano se torna meio difícil avaliar qualquer trabalho das seleções.Por que as mais tradicionais estão em processo de renovação e seria ate que questionável apontar de agora as adversárias do Brasil no Rio 2016.Acho que por enquanto só as Servias e Turcas são realidade por estar com as seleções sem muita renovação,são seleções jovens e de muito bom elenco.Russas,Italianas,japonesas e chinesas se tornam incógnitas ponderáveis,por serem tradicionais.E o EUA tem que arranjar uma oposta(Hooker gravida) e ponteira para o lugar de Logan que naturalmente deve ser substituída.Com relação ao volei Montreux e as jogadoras só posso ressaltar uma coisa cuidado Fabizona,Adenizia e jucielly em grande fase,podem te tirar da seleção.
Luiz Felipe disse…
Ao lado de Garay e Daroit, Juciely foi, para mim, o grande destaque do Brasil. Será que ela, apesar da idade, tem chances de rifar Adenízia como terceira central da seleção?
Welmer disse…
O que eu venho comentar não tem relação com o post, mas faço questão de compartilhar com vocês.

Sempre admirei a Fofão pela jogadora, por toda sua determinação dentro de quadra e sempre disseram que ela é uma jogadora humilde e atenciosa com os seus admiradores, e isso pude constatar ontem. Durante sua participação na Supercopa BB aqui em Manaus ela foi super atenciosa, atendeu a todos dando autógrafos, tirando fotos e até brincando com alguns torcedores, infelizmente não consegui tirar uma foto com ela, mas só o fato de ter ficado perto dela já foi suficiente pra mim. A Fofão é uma pessoa incrível e hoje a admiro ainda mais.

Laura, pra não passar batido, você a acha que a contratação da Malagurski pelo Sollys indica a saída da Jaqueline?
Laura disse…
Oi, Welmer. Legal o teu registro! É clichê o q vou dizer, mas a Fofão é grande dentro e fora de quadra.

Sobre a Jaque, creio q sim. O Sollys não deve estar apostando na permanência dela. No Brasil, só vejo como caminho pra Jaque o retorno para o Unilever.

Luiz Felipe, acho que, por enquanto, a disputa está em aberto. Apesar da idade, acho q vale o investimento nela. Ao q tudo indica, vai ser uma briga boa, até pela titularidade com a Fabiana e Thaísa.
Welmer disse…
Acho que pode ser arriscado essa aposta do Sollys em duas jogadoras jovens, pois vem de um longo período lesionada e a outra pelas atuações em Montreux não convenceu ou justificou sua contratação. Espero que o futuro da Jaque seja a Unilever, não quero que ela seja mais uma jogadora a deixar o Brasil. Tô torcendo para que o Murilo decida logo o seu futuro, para que a Jaque possa decidir onde jogar.
Camila Santana disse…
Juciely é uma excepicional jogadora que apresenta um grande voleibol desde o começo da sua carreira é muito regular, possui um ataque veloz e um bloqueio de dar inveja, entretanto, acredito que por causa da idade Jucy não terá muitas chances na seleção daqui pra frente, leia-se até o Mundial, pois, ao meu ver só foi titular devido as contusões de Bia e Angélica. Hoje na minha concepção Juciely é a quarta central da seleção até as duas se firmarem como opções. Thaísa e Fabiana são superiores tecnicamente e taticamente e Adê não deve nada ao voleibol de Jucy. Felizmente a posição de central que sempre foi o calcanhar de Aquiles da Seleção Feminina de Vôlei após a era Walewska (que foi a primeira central da com muita responsabilidade em quadra)que nossa seleção está bem servid no meio.

Quanto a contratação da sérvia de Osasco acho que significa sim a saída de Jaque que deve mesmo está se transferindo para o Rio de Janeiro.

PS: Pode até parecer implicância minha, só que não vejo com bom olhos essa inundação de estrangeiros e estrangeiras na Superliga. As principais equipes estão com o limite de estrangeiros que são dois. Sei que eles fazem bem para a competição atraindo investidores e abrilahntando a competição, entretanto, creio que eles não fazem bem para o voleibol brasileiro. Estrangeiros não vem para ser banco isso é fato. Jovens promissores jogadores que poderiam ser alçados como titulares em grandes equipes ficam para dar lugar aos estrangeiros e isso acaba atrapalhando a renovação de nossos jogadores ou jogadoras nas seleções. Tem jogadores que brilham nas seleções de base e acabam no banco de equipes até serem esquecidos. Eu por exemplo não vejo em que Katherine Bosseti é superior a jovem Samara (que cansada de ser banco vai se aventurar no Pinheiros). Se Luizomar queria investir em uma jovem ponteira com bom fundo de quadra por que não Samara? Esse é apenas um exemplo. Esta cheio de Gabis, Rosamarias, Nandhyalas, Paulas Mohr, Sarah e etc.

Por essas e por outras, que quando vejo que os tradicionais Minas (clube do meu coração) e Pinheiros terão investimento reduzido e que com isso jogará com um time sem estrelas que não fico inteiramente triste. Fico triste por achar que essas equipes por serem tradicionais deveriam voltar as glórias do passado e lutar por títulos, porém por um lado fico feliz, pois, sei que essas equipes revelarão grandes jogadoras. Certamente jogadoras que jogarão a Superliga 2013/2014 pelo Minas serão atraídas por outros clubes com maior investimentos. É nestes clubes reveladores, incluo o Mackenzie de BH (que infelizmente deixou a Superliga) que sairam Fabiana, Sheilla, Érica evárias outras jogadoras.