sábado, 1 de junho de 2013

Brasil 3x0 República Dominicana - Montreux


Como é de praxe, a República Dominicana deu trabalho para a seleção brasileira. O resultado final esconde as dificuldades impostas pelas dominicanas no jogo, principalmente no terceiro set.
 
A equipe do brasileiro Marcos Kwiek sabe como enfrentar o Brasil. Por isso, bolas de primeiro tempo estão sempre bem marcadas e o bloqueio bem postado. Acontece que, ao mesmo tempo em que a República Dominicana impôs dificuldades, ela mesma as tirou do caminho brasileiro, com 26 pontos em erros dados ao Brasil em 3 sets.

O número de erros cometidos pelas dominicanas, sobretudo nas horas decisivas, é o que impede a seleção de alcançar um outro nível no vôlei mundial. A irregularidade a torna uma força nunca desenvolvida na sua totatlidade, uma equipe que nunca engrena. 

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Já do lado brasileiro, mesmo com um elenco novo, o time já mostra maturidade e inteligência. Sem afobações, o Brasil soube lidar com os problemas no passe e aproveitar a inconstância da República Dominicana, jogando a pressão para as adversárias.

O bloqueio apareceu nos momentos decisivos e foi o responsável pelas viradas no segundo e terceiro sets. O Brasil marcou 19 pontos neste fundamento, com a participação não só das centrais, mas também da Daroit e da Garay – inclusive, ambas estão tendo boas atuações no bloqueio durante todo o torneiro. 


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O Brasil respondeu bem ao confronto mais difícil até o momento no Montreux. Em geral, tem feito apresentações muito boas e consistentes no torneio.

Mas tenho um porém. O que não me agrada nesta seleção é que as opções de ataque estão concentradas em dois nomes, praticamente: Garay e Daroit. A Monique tem sido muito pouco acionada.
 
Ok, nesta partida, quando foi chamada, no terceiro set, ela não correspondeu. Mas não foi o suficiente para descartá-la do jogo. Entendo que a Monique não é um oposto clássica, de altura e força, e que a presença da Garay acaba por chamar o ataque para ela (aliás, a Garay tem batido bolas lindas de fundo-meio). Ainda assim, a Monique precisa ser posta mais no jogo, contar como opção e ser, realmente, testada.

9 comentários:

Edson Pelegrino disse...

Retiro tudo de bom que eu falei da Monique no outro post.




João Lucas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivian disse...

Edson nao seja tao cruel... Nos q acompanhamos a Superliga sabemos da importancia e da qualidade da Monique, acontece q ela esta sendo pouco acionada pela Dani Lins... Parece que Dani Lins esta com preguica de levantar para a saida de rede, ou seria inseguranca? Ela tem preferido levantar de frente, em vez de costas, sobrecarregando as ponteiras. No SESI, Dani Lins tbem estava agindo assim, preferindo as bolas de entrada de rede e meio-fundo, sobrecarregando a Tandara, Dani praticamente nao acionava a saida de rede, e qdo o fazia, era com menos precisaodo q p/a enrrada de rede.
Nossa melhor levantdora de saida de rede e a FOFAO, q o diga SARA PAVAN.
FOFAO ainda eh a melhor levantadora em atividade no Brasil, foi a MVP da final da SUPERLIGA2013, Dani Lins ate vai bem em bolas de entrada e meio-fundo, mas p/a saida de rede, esta muito longe da qualidade da FOFAO.

Neide disse...

Nenhuma das levantadoras em atividade no momento consegue superar talento da Fofao, estou ansiosa para ver a Fofao liderando a Unilever no Campeonato Mundial.

Mirtes disse...

Concordo que Monique seria muito mais acionada na saida-de-rede se estivesse jogando com a Fofis, pois essa bola sempre foi uma das especialidades dela.

Paulinho Adorador disse...

Fofão é simplesmente Fofão. Pra mim, como já disse aqui outras vezes, a melhor levantadora que já tivemos, acho que dificilmente teremos uma jogadora nessa posição que jogue tanto tempo em alto nível, mesmo com o passe sofrível do Unilever ela conseguiu fazer o que fez. Entretanto, fica evidente que houve um erro de planejamento na substituta da Fofão. Se sabiam que a Carol Albuquerque não ganharia a posição na seleção, porque não preparam a Dani Lins ou a Fabíola, ou uma outra antes. A diferença é que quando a Venturini saiu (duas vezes) a Fofão já tinha experiência suficiente na seleção pra assumir a posição de titular. Quando a Fofão saiu, nenhuma das levantadoras tinham experiência na seleção adulta. Como disse uma amiga minha dia desses, Dani Lins voltou a ser a Dani Lins de sempre, em Londres jogou bem aqueles 4 jogos, porque um et entrou no corpo dela.

Camila Santana disse...

Não sejam tão radicais. Dani é nossa melhor levantadora em atividade, é a mais técnica dentre todas, só lhe faltava ter a cabeça no lugar. Concordo quando dizem que houve falhas na preparação de uma nova levantadora, a comissão técnica foi falha em não ter preparado uma levantadora para substituir à espetacular Fofão. Infelizmente, nossas melhores levantadoras a melhor de todas, Venturini, e a grande Fofão são da mesma geração.

Quanto aos levantamentos de Lins, quem no SESI virava bolas a não ser Tandara nas extremidades e Bia ou Fabiana no meio? Dani com os passes que recebia não conseguia jogar com o meio mandava para Elisangela que já não é mais a mesma e nada, levantava para Sassá e nada, só lhe restava Tandara que estava virando todas.

Talmo resolveu investir em Carol Albuquerque de titular em alguns jogos, só que percebeu a tempo que não dava e resolveu voltar com Danielle. Resumindo Dani foi para o SESI depois de excelentes temporadas na Unilever e o SESI contratou Sassá e Lili para virar bolas. Sofrível. José Roberto quase fez a besteira de investir em Fernandinha como titular nas Olimpíadas e felizmente percebeu a tempo que não dava e o nosso melhor jogo voltou pelas mãos de Danielle Lins. Simples assim.

Nos jogos olímpicos com a recepção ajustada com o trio Jaqueline, Fabi e Fernanda Garay, Lins conseguia jogar com nossas atacantes mais efetivas as melhores centrais do mundo: Fabiana e Thaísa.

Nesta reformulada seleção Dani até tentou jogar com Monique, só que mesma não está virando as bolas. Bola para Garay e Daroit que estão inspiradíssimas e às vezes com Jucy e Adê.
Não foi um ET que entrou no corpo dela isso se chama trabalho e talento. Dani salvou a seleção de ser eliminada ainda o começo das Olimpíadas.

João Lucas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Camila Santana disse...

Fofão ainda é espetacular e também recebia um passe terrível, só que Fofão tinha Sarah Pavan (que joga demais, diga-se de passagem), Gabi (saltadora e grande promessa) e Natália (que jogou muito na final) eram três opções fortes de ataques nas extremidades e Lins tinha apenas Tandara.

Sem falar no banco a Unilever tinha Régis (que não é essa coca-cola toda, porém, sempre entrava e dava conta do recado) e o SESI se apoiava em Jéssica (quem assistiu a semifinal viu no que deu).

Não queiram comparar. Dani também já foi campeã da Superliga recebendo passes de Mari e Régis.