domingo, 9 de junho de 2013

Brasil 3x0 Itália - Alassio



O início do primeiro set dava a entender que o confronto pelo título do torneio de Alassio iria ser equilibrado. Mas a disputa ponto-a-ponto durou muito pouco. O Brasil abriu frente em todos os sets e venceu com tranquilidade a partida e levou a taça de campeão.

Vamos ser sinceros: a seleção brasileira não precisou de muito para bater a Itália. Um bom saque bastou para as italianas se complicarem na virada de bola e nos presentearem com inúmeros erros.

No Brasil, foi boa a distribuição da Dani Lins, que colocou todas as atacantes para jogar. Só a china é que não funcionou, nem com Adenízia muito menos com a Juciely, que levou seguidos tocos da ponteira italiana Tirozzi. Ao menos as duas compensaram pontuando no bloqueio, mais uma vez um fundamento que fez diferença a favor do time brasileiro. 


  
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A verdade é que duas propostas de seleções se enfrentaram hoje: uma que está fazendo experimentações, sem repetir o time titular e que sofre com a falta de continuidade, que é o caso da Itália; e outra que manteve um time base, com pouquíssimas trocas, apostando nas mesmas jogadoras e no entrosamento, que foi o caso do Brasil.

Seria surpreendente, portanto, se o Brasil não vencesse.

Acho que a ideia do Zé Roberto ficou bem clara em relação a esses torneiros iniciais: preparar as reservas imediatas do grupo principal, dar o comando definitivo da equipe para a Dani Lins no levantamento e fazer um time para vencer. O objetivo não era fazer experiências. Portanto, a seleção alcançou aquilo a que se propôs.

Mas o Brasil deixa a impressão de que a oportunidade foi desperdiçada para fazer alguns testes. Pode-se questionar se era necessário que Dani Lins e Garay estivessem em quadra o tempo todo, que jogadoras como a Claudinha e a Ellen não tivessem tido mais chances de jogar.

Do outro lado, a Itália exagera nas experimentações. É um grupo tão amplo e as trocas são tão constantes que fica difícil avaliar a qualidade das jogadoras. E, obviamente, o time não tem cara nem estilo de jogo.

O caminho do meio seria o ideal para as duas seleções. 



6 comentários:

Eduardo Araujo disse...

Esse jogos pra mim não da para fazer uma análise mais seria do Brasil, as outras equipes nem conseguir pegar o saque elas conseguiam

Gostaria de ver esse jogadoras né pressão ver se elas tomam as decisões certas, pq jogar competições sem responsabilidade e bem mais fácil!

Agora eu não entendo as entradas da Suellen para sacar, pelo menos visualmente o saque dela parece tão normal.

Welmer disse...

Acabei de ler no blog do Daniel Bortoletto que o Murilo já está acertado com o RJX, com esse acerto acho que o caminho da Jaque realmente deve ser a Unilever.

Anônimo disse...

Tanto ZRG quanto Bernardinho fazem poucos testes, sem se importar em vencer ou não. Ambos jogam pra vencer mesmo, independente da importância da competição.

Anônimo disse...

Tanto ZRG quanto Bernardinho fazem poucos testes, sem se importar em vencer ou não. Ambos jogam pra vencer mesmo, independente da importância da competição.

Eduardo

tuliobr disse...

Terminou a pré-temporada européia da SFV com um único set perdido e, devo dizer, se considerarmos que este time nunca jogou junto (e nem jogaria, já que essa formação só foi à quadra devido às contusões de Natália e Tandara; para a Juciely jogar, então, foi preciso que duas meios-de-rede ficassem fora de combate), foi impressionante a frieza e a capacidade de manter a coesão mesmo sob pressão. Temos de reconhecer, porém, que foram poucos os momentos de pressão pois as adversárias decepcionaram. Mesmo com o argumento de que são times em formação, a Itália e a Turquia foram muito mal contra o Brasil. Como o JRG não tem nada a ver com isso, o time aplicou uma impiedosa surra nas italianas. No começo ficou claro que elas usariam uma tática que já deu certo contra o Brasil nos tempos do Barbolini, consistindo em explorar bastante o bloqueio, evitando encará-lo diretamente, marcar rigorosamente as centrais (Juciely que o diga)e confiar na defesa para segurar os ataques pela entrada ou pela saída. Mas para isso funcionar é preciso um time que erre pouco e seja muito confiante e essa configuração da Itália, definitivamente, não mostrou nada disso. Para o nosso lado, é difícil vislumbrar um panorama para o GP; com Natália e Tandara em condição de jogo, JRG vai escalá-las. Mas deu para ver que se precisarmos de Daroit, Juciely e Monique elas dizem presente!

LEO disse...

Monique foi um grata surpresa na selecao, novata atuou com a classe de uma veterana. Eficiente e concentrada em movimentos decisivos, na permite a ansiedade interferir no seu jogo. Vale lembrar que Monique foi eleita MVP da Final da Superliga 2009 qdo entrou no lugar de Joycinha e virou um jogo que ja estava praticamente nas maos de Osasco, sendo super decisiva principalmente no tie break,sacando com eficiencia, defendendo muito e virando bolas importantissimas. Essa Monique fria, guerreira e altamente tecnica veio p/ ficar na selecao.