terça-feira, 11 de junho de 2013

Balanço individual

As campeãs de Montreux e Alassio estão de volta ao Brasil.

Levando em conta os adversários enfrentados e as oportunidades de jogar, proponho fazermos uma avaliação das jogadoras nestes dois torneios. Quem volta com esperanças de brigar por uma posição no grupo principal do Brasil e quem retorna apenas com a experiência de participar da seleção?

Monique – foi bem. O Brasil ganha em qualidade na defesa, ela compõe bem o grupo. Certamente ganhou pontos com o Zé Roberto, mas ele deverá ser realista. E sendo realista, não há espaço para a jogadora. Ao menos, não como oposta. Em competições mais fortes, precisamos de opostas encarregadas em levar o time no ataque. Não é o caso dela. Sem contar que há Sheilla, Tandara e Natália à sua frente.

Dani Lins - Teve atuações regulares e seguras. Por vezes, foi levantadora de uma jogada só. Faltou colocar mais vezes as centrais para jogar (falta de entrosamento?). Mas o recado do Zé está dado: o comando do time está nas mãos dela. Fabíola, Claudinha e quem mais vier vão ter poucas chances para jogar. Ou seja, só depende da Dani em se manter na titularidade, inclusive nas competições mais difíceis. Com a confiança que o título olímpico deu a ela, tem tudo para assumir essa posição com tranquilidade. 

Camila Brait – taí uma jogadora que deixou a desejar. Já no Sollys a temporada dela não tinha sido das mais brilhantes. Nos torneios da seleção, alguns erros de passe são difíceis de admitir para uma jogadora de sua qualidade. Na defesa, foi bem, assim como todo o sistema. Mas ela não tomou conta do fundo de quadra como já se viu fazer, parece que se encolheu. E esse não é só o momento dela mostrar serviço, mas também de mostrar ao Zé que ela tem o comando do fundo de quadra, da mesma forma que a Fabi.

Priscila Daroit – definitivamente mostrou muito mais qualidade nesses torneios do que durante toda a temporada no Vôlei Amil. Caiu de rendimento ao final da competição, mas tem potencial. É uma jogadora completa e que, a meu ver, compõe bem um grupo. Tá na briga.

Adenízia e Jucy – de centrais, o Brasil está bem servido. As duas foram muito bem no bloqueio e apareceram sempre nos momentos importantes para a seleção. Apesar da idade, acho que vale a pena investir na Jucy. Como já comentei anteriormente, ela tem uma característica de velocidade diferente das demais. Se elas têm condições de derrubar Fabiana e Thaísa? Só confrontos de maior qualidade poderão dizer.

Fê Garay – bom, sobre ela há pouco o que se falar. O teste da Garay foi na Olimpíada e ela passou com louvor. Esses torneiros iniciais serviram só para confirmar que ela será, cada vez mais, uma referência para a seleção no ataque.

As reservas – Difícil fazer qualquer análise, pois mal entraram em quadra. Michelle e Ellen devem perder lugar com a volta da Natália e a inclusão da Gabi, posteriormente. A ponteira do Pinheiros pode até ter uma segunda chance, mas, como se vê, a lista de pretendentes à frente dela é significativa. 


Fica ainda a expectativa de ver a Tandara jogar. Apesar das ótimas temporadas em clubes, na seleção ela ainda não provou o seu valor.

4 comentários:

Eduardo Araujo disse...

Olá gente os torneios foram muito ruins, para vcs terem ideia o maior desafio do Brasil foi a República Dominicana que perdeu para o Brasil por causa da quantidades de erros delas.

Para se ter uma ideia o Brasil sub 20 esta jogando um torneio onde ontem na estreia elas pegaram essa equipe, elas perderam, mas deram uma canseira neles e perderam pq erraram demais.

Não da para fazer análise, os times eram muito ruins, a Dani Lins por exemplo jogou bem, mas estava sem pressão jogando praticamente amistosos nenhum time colocou a mesma em pressão, nessas condições ela sempre jogou bem e ainda acho que as bolas dela são muitas vezes altas.

A Garay ela apareceu agora, ou seja ficou famosa agora, quem assistiu a superliga sabe que no Sollys o ponto vulnerável naquela equipe era ela na recepção, nenhum adversário forçou o jogo em cima dela, como fez a Unilever na final da superliga, eles sacavam, ela acertava e eles logo mudavam o saque para outra pessoa, se conhecem ela bem iriam forçar o jogo nela, afinal hoje no vôlei um time sem passe não anda.

Acho que seria legal o Brasil jogar esse torneio que o Brasil sub-20 esta jogando pelo menos o Brasil pegaria o EUA que vai com uma equipe + ou - para a competição.

Ai sim eu acharia um teste para essas jogadoras, mas o ZR preferiu não fazer um confronto direto com elas.

Neide disse...

A jogadora q mais fez falta foi a Fabizinha, ela eh raca pura, muito lider dentro de quadra, faz defesas espetaculares. Enfim eh um show a parte. Selecao sem a Fabi fica meio sem graca...

Moura BR disse...

Eduardo Araujo
Acho que na final não só a Garay falhou na linha de passe,mas sim toda a equipe do sollys em função do momento emocional do jogo. Concordo que ela não está segura na recepção mas ela foi a quarta melhor recepção da superliga e melhor da olímpiada. E quanto a ela ficar famosa, isso não quer dizer que ela não era destaque, se vc verificar as estatisticas dela durante os últimos cinco anos, vai observar que ela faz hoje extamente o que fazia em 2009. Tanto na superliga 2x pelo pinheiros entre as dez melhores em passe recepção bloqueio e ataque, no Japão como maior pontuadora e uma das cinco melhores passadoras, Volei Futuro 3º maior pontuadora, 2º melhor ataque e 9º melhor passe. Você particularmente não gostar dela não apaga este fato.
Quanto a competição, o Brasil foi com uma equipe reserva portanto o teste foi válido já que jogou contra equipes reservas também. Acredito que esta equipe possa render em torneios com maior numero de equipes "A", mas não deve se manter assim pois o Zé Roberto não é um cara de apostas, a não ser que alguma das senadoras se machuque ou engravide acho difícil alguma das novatas ter novas oportunidades.
Abraço

Eduardo Araujo disse...

Olá Mauro, não tenho nada contra a garay, só fiz um comentário baseado no que via na supeliga, na declaração da própria jogadora falando que no Sollys a mesma tinha o pior passe e por esse motivo ela treinava muito com a brait, ambas ficavam pegando saque.

E também todos os times jogavam em cima dela e algumas vezes o Sollys mudava a linha do passe para deixar somente a jaque a brait para receber e deixar a garay mais tranquila para atacar, isso é um fato uma declaração que a própria jaque falou depois de um jogo contra a amil após elas perderem o primeiro set.

Mas isso não tira o mérito da Garay nas olimpíadas aonde o passe dela foi muito bom.