Começar de novo

Na próxima terça-feira (28/05), a seleção brasileira entra em quadra pela primeira vez depois da conquista do bicampeonato olímpico. A competição é o Montreux Volley Masters. Novo ciclo e muita expectativa para ver como os novos nomes se comportarão. 

2013 está com uma cara de 2005, ano que foi um recomeço total para seleção - e no qual o Montreux foi o primeiro título da nova geração. 2013 não chega a representar mudanças tão radicais – afinal, as jogadoras mais experientes voltam no próximo ano -, mas significa um momento para muitas atletas conquistarem um espaço no grupo principal. 

Se não for o ano de grandes jogos, vai ser o de muita vontade e briga por parte das jogadoras para fazerem parte de uma equipe vitoriosa. Assim como 2005, o espírito está renovado.


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Dentre as atletas, não há como negar o papel de liderança e experiência com o qual a Dani Lins chega para esta temporada na seleção. Ao contrário dos outros anos, em que sempre um ponto de interrogação pairava sobre ela, hoje a levantadora deve ser um ponto de referência. 

O status de Dani Lins é diferente no começo deste ciclo. Se ela conseguirá se manter neste patamar, é outra história. Mas a levantadora que conquistou o bi-olímpico, apesar de todas as contestações, foi ela. Sua importância é outra no time e ela terá que saber lidar com essa responsabilidade.


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No Montreux, o Brasil não deve ter dificuldades na estreia contra a Suíça. Depois enfrenta dois adversários tradicionais: China e Rússia. 

Ano pós-Olimpíada é de renovação para boa parte das seleções, por isso fica difícil comparar os desempenhos. Mas a China está trabalhando pesado desde o início do ciclo e trouxe um reforço importante: a técnica Lang Ping, que levou os EUA à final em Pequim, 2008. Vai ser uma seleção forte nos próximos anos.

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Pê ésse:
 
- E a Natália, hein? Quando pensamos que ela vai embalar, um problema acontece. Mais uma cirurgia (para retirar um parafuso da canela), 30 dias parada. Seria importante para a jogadora participar deste início de ano da seleção exatamente para ela não perder a “pegada”, o ritmo de crescimento que, aos poucos, vinha alcançando no final da Superliga. Confesso que fico ansiosa que chegue o dia que possamos dizer a Natália está completamente recuperada.

Comentários

Welmer disse…
Mais uma jornada irá começar.

Uma seleção com caras novas e algumas repetidas dará início a início a essa jornada rumo ao Rio 2016. Espero que Dani Lins se firme de vez na titularidade da seleção, que a Fabiola recupere o seu lugar e que algumas jogadoras possam se tornar boas opções para a seleção, como a Ellen.

Falando de outra seleções agora, estou muito curioso para ver a nova Rússia, vai ser estranho ver uma seleção sem Gamova e Sokolova, embora ache que a primeira deva voltar para disputar o Mundial. Acho que nesse início ciclo olímpico a Rússia, das grandes seleções, é a que sai mais atrás, juntamente com a Itália. A China depois de um ciclo sem grandes conquistas acho que vem forte, assim como a seleção estadunidense.

Além destas que eu citei, estou curioso pra ver o desempenho da Sérvia nesse início de ciclo, depois da boa temporada de clubes de algumas jogadoras quero ver se a Sérvia finalmente se firmará no hall das grandes seleções. Aliás, estou esperando ansiosamente o Campeonato europeu desse ano, acho que será muito disputado e terá a participação de algumas seleções que quero observar, como Bulgária e República Tcheca.
Dio disse…
Canela? Coisa feia de digitar, não seria melhor perna?
Camila Santana disse…
E um novo ciclo se inicia.

A renovação em algumas posições se faz necessária, e temos material humano para isso. Dani Lins chega tranquila com o respeito e a confiança das demais e liderando esta equipe ao lado de Fernanda Garay.

Particularmente pensei na equipe titular assim. Dani Lins/Tandara, Natália/Fernanda Garay, Adenízia/Angélica e Brait de líbero. Entretanto com as contusões de Nat e Gelka, acho que Ellen Braga e Letícia Hage deveriam ser as escolhidas, porém, Zé Roberto deve começar com a Juciely.

Quando disse que a renovação se faz necessárias, pensei em atletas jovens para os lugares de Paula Pequeno já que ninguém é melhor que Camila para o lugar de Fabi, por isso contesto algumas convocações como a de Juciely, irmãs Pavão e Suellen. Nada contra as atletas e sim a favor do Ciclo 2016 e 2020.

Juciely, por exemplo é uma baita central, faz excelentes campeonatos compensa a baixa estatura com uma impulsão e agilidade por isso dificilmente chega quebrada no bloqueio, sem falar na sua jogada china que é indefensável. Apesar de todas essas qualidades Jucy nunca rendeu com a camisa da seleção, no ano passado foi simplesmente engolida por Adenízia no Gran Prix. Adê inclusive ameaçou a titularidade de Fabiana. O tempo de Juciely deveria ter terminado no Gran Prix passado, uma vez que o técnico deveria priorizar atletas jovens para 2020 e quem sabe beliscar uma vaga em 2016, o que acho bem difícil. Zé Roberto deveria ter em mente que Fabiana, Thaísa e Adenízia são da mesma faixa etária e devem deixar a seleção praticamente juntas. E pra quê investir em Juciely que não é nada jovem? Corremos o risco de passar o mesmo drama das levantadoras pós-Pequim, só que com as centrais, uma vez que nossa Seleção nunca teve centrais titulares com tanta responsabilidade e bola como Thaísa e Fabiana , que são de longe as melhores do mundo.

As gêmeas Pavão são boas de grupo, tem bom fundo de quadra e são jogadoras de clube apenas.

O que dizer de Suellen? Apesar do seu excesso de peso Suellen é uma boa líbero e muito superior a outras por ai. Tem um passe razoável e um toque de bola invejável, porém, perde em mobilidade em algumas defesas. Devo retificar o que eu disse, não sou contra a convocação de Suellen e sim contra a não convocação de Tássia.

Já Fabíola, depois de lhe tirarem a medalha de ouro olímpica a convocaram novamente para treinar Claudinha. Ou alguém acha que a reserva de Lins será Josefa com Cláudia em Campinas?
Fabíola aceitou por ser um ser humano que sonha e o sonho dela é a seleção.
Anônimo disse…
JOGOS DO BRASIL NA PRIMEIRA FASE

28/5 – Brasil x Suíça, às 16h SporTV

29/5 – Brasil x Rússia, às 13h30 SporTV 2

30/5 – Brasil x China, às 13h30 SporTV 2

Fonte:CBV.

Crowley

Welmer disse…
Laura, você acha que a era da Fabi como líbero da seleção acabou? Porque pra mim foi uma surpresa a não convocação dela para esse início de ciclo e acho um pouco arriscado pra ela assistir de longe a ascensão da Camila Brait à titularidade na seleção.
Anônimo disse…
LUTO: CORPO DE INGRID VISSER É ENCONTRADO.


A Polícia Nacional espanhola encontrou os corpos da ex-jogadora de vôlei Ingrid Visser, de 36 anos, e de seu namorado, Lodewijk Severin, de 57 anos, em uma área de plantação da cidade de Murcia, na madrugada desta segunda-feira. O casal estava desaparecido desde o dia 13 de maio. Ingrid disputou mais de 500 partidas pela seleção holandesa e jogou no Brasil pela equipe do Minas Tênis Clube.

A família de Ingrid declarou estar "destroçada" com a notícia. Os familiares estão na Holanda, à espera da confirmação oficial da identidade dos corpos encontrados, que será feita apenas após análises.
Laura disse…
Welmer, achei normal a não convocação. Ela está entre aquelas q merecem um descanso. Mas, sem dúvida, é perigoso esse afastamento, dá espaço para a Brait crescer. Mesmo assim, não sei o quanto o Zé está disposto a renovar e abrir mão da Fabi. Acho q ainda vamos ver ela por um bom tempo no time titular.