quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tá chegando a hora

A final se aproxima – e, cá entre nós, parecia que este dia nunca iria chegar – e está na hora de fazermos um balanço do que foi a Superliga 12/13, além é claro da expectativa para o confronto entre Unilever e Sollys.

Espero que as três semanas de “folga” não tenham desencaminhado nenhum dos times. Mais uns dias, eu esqueceria o campeonato e o daria por encerrado mesmo antes de ter acontecido a decisão.

Já que a Globo escolheu esta data e broxou a expectativa de todo mundo, que ao menos a partida de domingo dure perto de três horas e estrague a programação da emissora.

Deixando o mau humor e o desejo infantil de vingança de lado, acredito que teremos uma bela final de SL. Antes das semifinais, tranquilamente apostaria meu dólares na vitória do Sollys. Porém, agora é impossível apontar qualquer favorito.

Ainda vejo o Sollys como melhor conjunto. Foi o time que melhor se apresentou no campeonato. Mas não há como menosprezar a força do Unilever. Mesmo sem jogar bem, a equipe comandou a tabela na fase classificatória. Na hora H, cresceu e minimizou as falhas. E, lembremos, o Bernardinho faz acontecer, mesmo em condições adversas.

Com o equilíbrio que promete ser a final, lamento (de novo!) que seja jogo único. 
 
 
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O final da SL não é nada surpreendente, mas não se pode dizer que o campeonato não tenha nos dado alguns resultados imprevisíveis.

De certa forma, foi uma SL mais equilibrada do que as anteriores. Houve confrontos disputados entre aqueles da ponta de cima da tabela e times menores deram trabalho aos favoritos.

No entanto, o campeonato deixou um pouco a desejar na qualidade. Parte do equilíbrio veio de jogos com muitos erros, principalmente de recepção.

Faltou regularidade às equipes. Foi difícil observar, com exceção do Banana Boat/Praia Clube e do Sollys, consistência e padrão de jogo nos times. A SL poderia ser muito bem representada pelo Sesi e o Vôlei Amil. Ou seja, tem muito mais potencial para ser desenvolvido e para apresentar em quadra.

Fico com a esperança que o investimento ao menos se mantenha para a próxima temporada. A SL tem condições de melhorar e ser a principal referência mundial dos campeonatos nacionais, ainda mais com a forte crise do vôlei italiano. Se financeiramente não é tão atrativa quanto Turquia ou Azerbaijão, tecnicamente pode interessar – e muito - aos atletas.

5 comentários:

Eduardo Araujo disse...

Olá realmente estava demorando essa final, acho que todo mundo vai estar sem ritmo de jogo, tomará que não seja igual o primeiro jogo em que as equipes erraram demais.

Se pegar os jogos das 2 equipes o Unilever foi oq menos perdeu, mas fez muitos jogos com 5 sets, o Sollys foi a equipe que mais ganhou de 3 X 0.

Não vejo um time favorito, nas estatísticas o Sollys esta melhor, mas isso nunca ganhou jogo.

Agora mudando um pouco o foco, alguém pode tentar explicar a logica do ZR pra mim?

Antes das olimpíadas o cara levantou a bola da Fernandinha, falou que ela era precisa, rápida das pernas, isso e aquilo que mudava totalmente o padrão dos jogos, por isso ele a contratou e colocou ela no lugar da Fabíola, mas acabou a superliga para o Amil e ele já tratou de dispensar a jogadora, alguém entendeu???

Laura disse...

Eduardo, tb estou tentando entender a lógica do Zé. Fiquei surpresa ao ler q a Fernandinha não vai renovar com Campinas. Vai ver o clube viu q não valia a pena ficar com uma jogadora com um problema crônico nas costas, q pode ficar muito tempo sem jogar e não recompensar o investimento. Ou o Zé se deu conta q ela não é td isso q pensava... Sei lá, vai entender.

Mano Lasanha Vegetariana disse...

Quando vais lançar o "Papo de Curling"? Pelo menos nesse esporte tem competição, não repete os finalistas todos o ano...#ficaadica.

Euri disse...

Infelizmente, acho que o Sollys vai meter um 3X0 fácil pra cima do Unilever e a programação da globo vai seguir normalmente. Mas a verdade é que depois de tanto tempo, a gente fica meio na incerteza se os times voltam inteiros como na semifinal.
E o ZRG só tá agindo como sempre:de forma arbirtrária e contraditória. Ou vai ver a levantadora percebeu que o time é uma barca furada e pediu pra sair.

Pedro disse...

E se a Fernandinha tivesse travado na Olimpíada também? O problema em suas costas não era, afinal, a justificativa apresentada por sua não convocação em anos anteriores? Quer dizer que o Zé Roberto optou por arriscar levar uma levantadora que poderia quebrar no meio da competição? Para juntar-se à Natália na lista de jogadoras com sérias limitações? A própria Fernandinha não declarou, antes da Olimpíada que seu problema nas costas estava controlado? Não entendo, não entendo, não entendo...