domingo, 7 de abril de 2013

Acordaram o dragão, Unilever campeão!


O Sollys tinha o melhor conjunto, o time mais organizado? Sim, e se viu isso nos dois primeiros sets em que dominou o jogo e manteve o Unilever sob controle.

Mas o Sollys foi o seu pior inimigo, foi ele que colocou o Unilever no jogo com suas falhas e falta de agressividade. Acordou o dragão que estava completamente adormecido. Quando se deu conta disso, era tarde demais. O Unilever recuperou a confiança, se estabilizou no passe e melhorou o aproveitamento no ataque.

Enquanto Fabi, Natália, Pavan, Fofão e Jucy aproveitavam a oportunidade e traziam o time de volta à disputa, o Sollys foi se desmontando. Garay não pontuava mais, Sheilla, Adê e Thaisa cometiam erros no ataque e o bloqueio desaparecia.

E foi isso o que aconteceu: o melhor conjunto da SL perdeu. Perdeu pra si mesmo, primeiro, depois para o grande, traiçoeiro e copeiro Unilever. A fera, provocada, engoliu o domador. 
 
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Pé esse:

- Para o próximo post: a premiação dos melhores da SL e a seleção Papo de Vôlei.
 
- Uma observação sobre a implantação do “desafio”: sou muito a favor deste recurso, é excelente para evitar injustiças. Porém, é necessário saber usá-lo. Os times têm que ter comedimento e escolher as bolas mais importantes para requisitar o tira-teima. Acho até que dois pedidos por set para cada time é demais, um seria o suficiente. Porque senão a tecnologia vai jogar vai contra o esporte, paralisando e aumentando a duração da partida – o que, sabemos, é um dos motivos que inviabiliza a transmissão do vôlei na TV aberta.

18 comentários:

Welmer disse...

Que jogo!!!

Torci muito pelo Sollys, mas infelizmente não deu para as meninas. Acho que depois daqueles dois primeiros sets muito bons, o time de Osasco colocou a Uni no jogo com os erros que cometiam. Pra mim, a Fê Garay é que melhor representa o que foi o Sollys no jogo de hoje. No 1° e 2° sets ela jogou muito, mas a partir do 3° ela caiu de rendimento e não conseguiu mais ter a atuação do sets iniciais.

Laura, lembro que você comentou uma vez sobre o conjunto do Sollys, que se todas as jogadoras fizessem seu papel dentro de quadra tudo daria, mas se uma perdesse o foco era mais demais se perderem no jogo do que a jogadora se reencontrar na partida, e acho que foi isso que aconteceu.

Parabenizo aqui a equipe da Unilever que fez uma grande temporada, mas congratulo em especial a Natália que fez uma grande partida.

Paulinho Adorador disse...

A minha impressão é exatamente a mesma. O Sollys perdeu para si mesmo. Garay simplesmente sumiu a partir do 3º set, Sheilla não assumiu a responsabilidade, Adenízia errou muito, só Jaque e Thaísa foram mais regulares, mas ser apenas regular diante do Unilever não basta. Elas passearam no 1º e 2º sets e acharam que o jogo estava ganho. Fato inesperado para um time tão experiente e recheado de campeãs olímpicas. Acho que o Luizomar errou também em insistir na Garay pro 4º e 5º set, talvez a Gaby pudesse surpreender. Sou Sollys ainda, mas fiquei feliz pela Fofão. Ano passado Venturini tinha um time melhor, mas não conseguiu fazer nada. Fofão prova que é superior e afirmo novamente a melhor levantadora que já tivemos no Brasil. Parabéns ao Unilever e ao Sollys também. Espero que a próxima SL seja mais emocionante e que as mudanças tão esperadas aconteçam. Vamos aguardar a montagem das equipes agora.

Sergio disse...

Colocar a culpa da derrota no Osasco é desmerecer o adversário e negar o obvio. Bernardinho é o melhor técnico de vôlei, goste-se dele ou não

Sand disse...

Quem eh o melhor do mundo? BERNARDINHO!!!
Quem teria a capacidade de fazer com que um time abatido apos perder os 2 primeiros sets contra as CAMPEAS MUNDIAIS da SELESOLLYS, renascer das cinzas e virar um jogo em SP com TORCIDA CONTRA num ginasio lotado?
Somente Bernardinho mesmo para arrumar a casa, levantar o moral das jogadoras e dar a volta por cima!!!
Bernardinho simplesmente o melhor tecnico do mundo!!!
FABIZINHA foi uma ninja na defesa dentro de quadra, todo o time foi bem, mas Fabizinha foi o retrato da guerreira que nao desiste nunca!!!

tete disse...

Respondendo ao Paulinho, na teoria o time da Unilever ano passado era melhor, mas no decorrer do campeonato o time não contou com Natália, Mari não estava jogando nem 40% do que podia, pois estava machucada, Sheilla com problemas pessoais e Venturine ainda carregou o time nas costas mesmo com o joelho ruim. A Unilever esse ano não tinha um grande time em comparação ao Osasco, mas parece que a sina de Bernardinho é ganhar quando seu time não tem grandes destaques individuais. Quando começou a superliga e apareceu a SELESOLLYS foi questionado se ia acontecer o mesmo que vinha acontecenco com a seleção antes das Olímpiadas o time se desencontra em quadra, não gosto do Zé Roberto, mas hoje o técnico era outro então ainda é preocupante que um time que tem 6 jogadoras de seleção tenha esse apagão e se perca no jogo, não é desmerecendo a Unilever e nem o Bernardinho, mas é a preocupação de saber que a limitação da seleção brasileira feminina não está só no técnico e sim nas jogadoras, pois sabemos que elas ainda fazem parte desse novo ciclo olímpico já que não se ouve ninguém falando em renovação da seleção.

Opiniático disse...

roduOlha, pessoal, acho que o ciclo do Luizomar no Osasco acabou. Jamais gostei dele, para falar a verdade, mas agora creio que sua permanência ficou intolerável. Tem nas mãos a base da seleção brasileira campeã olímpica e perde, em casa, e de virada, o título nacional...Lamento, mas falta jóquei. ZR já!

Renato disse...

Parabéns a Unilever que com bastante humildade e competência conseguiu o título da Superliga.
A meu ver o Osasco perdeu o jogo no terceiro set. A síndrome do 3º set aliada com a fama de seleção fez muito mal ao Osasco, pois subestimou o time do outro lado. Unilever tem Fofão, Waleskinha super experientes, Sarah bela oposta e um técnico que não pode dar mole para ele, e assim foi ....
Fico triste pois torço para o Osasco, mas não posso negar que o resultado foi justo, venceu quem foi melhor.
Mesmo assim acho que o Volei Brasileiro está de parabéns, bela final, linda festa, ginásio lotado, jogo emocionante, exceto no 4º set em que Osasco apagou, talvez já sentindo os efeitos da falha que cometeram.
Já na Torcida para que a Superliga 2013/2014 também seja um sucesso !!

Laura disse...

Sérgio, não é questão de desmerecer o Unilever e o Bernardinho. Tanto que antes da final, sabíamos que o fato de ser ele no banco é que equilibraria a disputa. O que acredito é que o Osasco, tendo o jogo sob controle, deu espaço para o Rio crescer. Baixou o ritmo, cometeu erros e o Unilever, muito competente, se aproveitou disso, claro.

O Bernardo soube fazer o time dele se reerguer, já o Luizomar não soube como recuperar a confiança das suas jogadoras. Concordo com o Paulinho. Talvez a opção pela Gabi no lugar da Garay poderia ter dado um novo gás para o time e, quem sabe, o ter reorientado na partida.

Eduardo Araujo disse...

Olá é muito fácil procurar um culpado na derrota, mas fato é que o Unilever foi mais competente e ganhou.
O Sollys deixou o Unilever ressurgir das cinzas e pagou o preço por isso.
Como disse a Brait, não da para explicar o jogo estava na mão, palavras dela, eu também achei que seria um atropelamento principalmente depois do final do segundo set, quando mostraram as caras das jogadoras do Unilever, era a cara da derrota.
Falam que o bernadinho achou o ponto fraco da Garay, desculpa pra quem assistia os jogos dos Sollys não é novidade que ela era a pior passadora do Sollys, oq eu não entendi, o pq a Brait ou a Jaque não tiraram ela do passe como fizeram em outros jogos, não acho que fazendo aquela substituição de colocar a Gabi no lugar dela fosse ajudar, eu fiquei sem entender mesmo.
Mérito do Bernado foi ajustar a defesa do Unilever, pra mim foi a defesa que ganhou o jogo, em um determinado momento do jogo o time do Unilever pegava todas as bolas, muitos reclamaram da Fabíola, o Sollys nem ficou em tantos bloqueios, o problema era que as atacantes não estavam conseguindo colocar a bola no chão.
Uma das grandes responsáveis por isso foi a Fabi, eu acho a Brait melhor tanto que ganhou o troféu na posição, mas a Fabi tem estrela em finais, jogou como um tigre e pra mim foi a melhor jogadora.
Embora o ataque do Sollys fosse melhor que o ataque da Unilever, a defesa do Sollys é inferior, uma vez que quando as jogadoras do Unilever defendiam a bola a mesma sobrava no meio da quadra, já o Sollys sempre que tocava na bola a mesma ia parar longe.
Agora uma coisa que eu não entendo, oq vcs acham daquela eleição que teve no site voleibol.it ou algo assim? que elegeu o Bernardo o melhor técnico, sheilla a melhor oposto e o bruno o melhor levantador?
Vcs concordam com essa eleição? pq nessa mesma eleição a fabiola ficou em 4 lugar nas levantadoras, em uma eleição italiana, e isso que eu acho sacanagem, o Sollys perde uma final e os tubarões de plantão já começam a criticar a jogadora.

Saulo Ferreira disse...

Fui verificar as estatísticas da CBV pra confirmar o que todos nós sabemos:
Pontos em erros do adversário na partida: Unilever: 29; Sollys: 16...assim não há como ser campeão.
Além disso outro fato dado pelas estatísticas: a recepção da Fernanda Garay (17 acertos em 42) foi pior que a da Gabi (Unilever) (17 em 34) no jogo.
Não entendo por que uma jogadora como a Garay que não estava jogando bem recebeu 50 bolas no jogo.
Isso demonstra que o Sollys não foi hábil para mudar a estratégia durante o jogo: Garay não deveria ter recebido tantas bolas, nem participado tanto do passe.
Se vê que o conjunto do Osasco é melhor: todas as jogadoras fazendo mais de 10 pontos, mas não pode errar por que o time do Unilever está defendendo tudo!

tuliobr disse...

Nos sets em que os times ficaram equivalentes em erros, deu Sollys. Quando o hiperativo e muito competente Bernardinho adaptou sua defesa para realizar a estratégia planejada (manter a bola no alto o maior tempo possível, evitando um 'atropelamento' - foi pública e divulgada dias antes do jogo), o Sollys começou a errar e perdeu o título que parecia já destinado à sala de troféus no Liberatti. Claro, ajuda muito a gana da Fabi (havia para a veterana, contestada na Seleção, mais em jogo do que uma SL, pois do outro lado estava sua rival pela posição de líbero em 2016) e um conjunto de jogadoras voluntariosas e focadas na vitória, com suporte de uma CT competente. Unilever ganhar no "tie-brake" com frieza não é novidade nessa SL. Para concluir, devo destacar que o teatral Bernardinho (que eu acho às vezes exagerado no seu 'personagem' diante das câmeras) pode acrescentar mais uma às suas inúmeras contribuições ao Volei brasileiro, quando manteve a Natália sob contrato sem poder utilizá-la por uma temporada inteira, e depois, ciente de que seria um longo e incerto caminho a recuperação da atleta, dobrou a aposta, mesmo com a injustificável convocação do JRG quase colocando tudo a perder. Não muitos clubes no mundo teriam atitude similar, com a Érika, por exemplo, pode testemunhar (um caso de lesão muito menos grave, por sinal). O melhor dessa decisão pode ter sido o renascimento da Natália: ela precisava de um marco assim para reiniciar sua carreira. Bem-vinda de volta, Nati! Estávamos com saudade.

Pedro disse...

O maior destaque positivo do jogo foi a Fabi. Foi ela quem começou a defender todas as bolas da Garay, inclusive a fundo meio, e a "obrigou" a buscar uma diagonal menos fechada, onde, regra geral, Jucy estava devidamente plantada. Na minha opinião o nó tático do jogo foi esse: mataram a Garay, que não encontrou solução pela paralela (para cima da Fofão!) nem na largada. Conseguiu virar nos 2 primeiros sets porque Fabíola jogou com o passe na mão, começou forçando com a meios e deixava a Garay com bloqueio duplo quebrado e/ou individual (e, mesmo assim, ela ainda tomou toco individual da Sarah). Depois o passe do Sollys decaiu, inclusive o da própria Garay. Notem que a Unilever fez vários pontos seguidos na rede que tinha a Fofão. A Garay não conseguiu virar para cima da Fofão! E taticamente essa era a melhor opção. Na verdade, uma das únicas opções, porque a Sheila, que estava lá na saída, simplesmente não virava a bola. A Fabíola só começou a perder a precisão no momento em que o time já estava vencido, de cabeça baixa, com o passe destruído. De resto, levantou belas bolas para Sheila, inclusive dos três metros. Achei excelente a precisão das bolas para a Sheila, que, mais uma vez, não correspondeu. E sempre digo: o termômetro da Sheila é o bloqueio e ontem parecia que ela não existia na rede; só lembrávamos dela porque, para variar (só que ao contrário), ela fez rede umas 2 vezes. Para concluir digo que o Sollys realmente parecia a seleção. Ontem repetiu o padrão da primeira metade dos jogos olímpicos de Londres: as atacantes erraram muito e perderam a paciência. Isso foi determinante. Como fator secundário, citaria a queda de rendimento no saque e do bloqueio. A melhor jogadora da Unilever foi, sem dúvida, a Fabi. Pelo lado do Sollys destaco a Fabíola, que tentou de tudo, mas não tinha atacante com quem jogar.

Pedro disse...

Voltei só para ressaltar a questão dos erros: foram 29 pontos cedidos pelo Sollys, contra 16 da Unilever. na Olimpíada a seleção brasileira sempre dava entre 20 a 30 pontos em erros para as adversárias.

Moura BR disse...

O jogo mudou a partir do momento que o unilever encaixou sua defesa. A Garay tomou uns tocos mas antes disso havia atacado sequencias de pancadas para todos os lados e a bola sempre subia enquanto isso a bola do unilever caia sem problemas. Isso matou a confiança das jogadoras e ai o sollys foi como um carneirinho para o abatedouro.
O jogo se concentrou muito na Garay e o Bernardinho que não é nenhum bobo preparou o time para as diagonais curtas dela. A Sheila também deixou muito a desejar, atacou varias bolas fora. O passe foi mal e as centrais praticamente assistiram o jogo, porém quando foram solicitadas não confirmaram.
No unillever Sara Pavan fez o que se espera de uma oposta nada mais que isso. Fofão deu show. O que foram as chinas e bolas de meio que ela botou pras centrais? Que que é isso, joga de mais essa tiazinha!
Natalia voltou a soltar o braço deu um ataque expectorante na Brait que vai ficar sem chiado no peito por um bom tempo. Juciely vai trabalhar na petrobrás extraindo o petróleo do pré-sal. Fubazinha estava sempre bem posicionada e não se esforçou para defender bem como sempre.
O Sollys sacou muito mau a partir do 3 set o que facilitou a vida da fofão enquanto que o saque da unillever causava calafrios nas jogadoras de osasco.
Enfim foi um belo jogo e independente de quem tivesse vencido, pelo conjunto da obra as duas equipes mereciam, venceu Unillever. Parabéns!

Anônimo disse...

Laura, sou fã do seu blog..vc podia fazer um post sobre as movimentação(possíveis) do mercado? Fabio

Campanha FICA FOFAO!!! disse...

Vamos fazer a CAMPANHA FICA FOFAO!!!
A UNILEVER tem que renovar contrato urgente com a MVP da Superliga 2013!!!

Sergio disse...

Não quero polemizar mas o Rio tem um fator determinante para a vitória, Bernardinho.
Se na partida de ontem ele conseguiu ganhar com uma equipe inferior, na superliga 2009/2010 ele levou a decisão para o 5º Set com um time ainda mais inferior ao Osasco do que o deste ano.
Se o Rio de Janeiro perdesse o jogo, muitos falariam da decadência de um técnico que nas ultimas três olimpíadas esteve nas finais, com 1 ouro e 2 pratas.
O maior elogio que, eu acredito, o Bernardinho tenha recebido foi a declaração do Luizomar na primeira vitória dele em uma final, onde declarou que era muito difícil vencer o Bernardinho e poucos haviam conseguido.
Infelizmente no Brasil profissionalismo é exceção e sucesso vira ofensa pessoal.
Bernardinho me lembra um outro super atleta, Ayrton Senna que era incansável nos treinos e com isso conseguia vitórias impossíveis.
Se Osasco ganhou os 2 primeiros Sets, o Rio teve energia e talento para equilibrar o jogo e virar a partida.
Não foi Osasco que perdeu, foi o Rio que ganhou, por mais que muitos não queiram admitir

Laura disse...

Fabio, obrigada! Mais pro final da semana comentamos as movimentações, pode deixar.

Sergio, acho que vc tem toda razão. O Bernardinho faz a diferença, é o cara.