O líder que não convence

Banana Boat/Praia Clube 2x3 Unilever

Impressionante como o saque tem sido cada vez mais decisivo no vôlei feminino. A SL 12/13 é o exemplo mais claro disso, e esta partida também.

O Praia desestruturou o Unilever com um saque forte. Acabou com o passe da Natália e da Logan, que já não vinha sendo grande coisa durante a temporada. Aliás, é decepcionante o desempenho da norte-americana no fundo de quadra.

Por sua vez, a equipe carioca definiu o tie-break também numa boa sequência de saques.
***************************

O Unilever continua vencendo, continua líder e continua não convencendo. A equipe se vale de um bom banco, que ajudou em parte na recuperação no jogo, e de duas centrais que conseguem se manter à parte dos altos e baixos do restante do time. Por isso, não entendi porque o troféu Viva Vôlei não foi para a Jucy, jogadora mais regular do Unilever na partida.

O time do Bernardinho se vale também da inexperiência do adversário, no caso, o Praia. As dificuldades para fechar os dois primeiros sets dão o sinal de que ainda falta chão para o time entrar no grupo dos grandes. O Praia não sabe lidar com a responsabilidade de vencer, de ser o superior.

Por incrível que pareça as vantagens de 24x20 e, depois, de 24x16 pesaram. A líbero Arlene, que passou pelo fatídico 24x19 de Atenas, deve ter pensado: comigo de novo, não. Mas aconteceu.

Ainda assim, não se pode tirar os mérito de uma equipe que, como falei, precisa de chão e não de bola. Mesmo sem a Herrera o time continua combativo, muito por sua disciplina tática. Michele fez uma excelente partida, assim como a Letícia Hage.

E é curioso que, ao final da partida, tenhamos mais elogios a fazer ao time derrotado do que ao vencedor. 


***************************
São Bernardo 1x3 Vôlei Amil

Que susto. Foi por pouco que o Vôlei Amil não entrou para lista dos protagonistas das zebras da SL 12/13.

E quem evitou o vexame foi uma jovem de 18 anos: Rosamaria. Se não fosse a atacante – que substituiu a Ramirez, sem condições físicas – o Vôlei Amil iria penar muito mais para vencer o São Bernardo.

Isso porque Vasileva simplesmente não apareceu no jogo. Aliás, estou com um pé atrás com a búlgara. Acredito que ela deixa muitas vezes o time na mão.

Mais uma vez o Vôlei Amil cometeu muitos erros. Colocou o São Bernardo no jogo, que, com um novo treinador, fez a sua melhor atuação na SL. O Bernô esteve diferente das partidas anteriores: entrou em quadra tranquilo e leve.

Os problemas do time se resolveram de uma partida para outra? Não. Mas o clima já foi outro e os aspectos técnicos e táticos acabaram por melhorar a partir disto.

E se de um lado o destaque ficou por conta de uma jovem "desconhecida”, no São Bernardo não foi diferente. A ponteira Thais foi a principal atacante da equipe. A partida, sem dúvida, teve a marca da juventude. 


***************************

Demais resultados da 5ª rodada do returno:
 
- No Sesi, só dá ela: Tandara. Lembro que comentamos aqui que o time precisava da Tandara para crescer no campeonato. Aconteceu. A menina tem jogado muito. Porém, o Sesi tá exagerando nesta “tandaradependência”. Elisângela, apresente-se! Até a Sassá tem pontuado mais do que você!

Comentários

Neide disse…
Laura, na verdade o grande responsável pela equipe da UNILEVER estar na liderança da SUPERLIGA é o SUPER-TÉCNICO BERNARDINHO.
BERNARDINHO tem o time nas mãos e sabe muito bem QUANDO,COMO,ONDE e QUEM mexer no time.
Como um MESTRE DE XADREZ, BERNARDINHO sabe a hora certa de usar as peças que tem à disposição.
Resultado disso é que apesar de o PRAIA CLUBE ser um time bem treinado, bem armado e estar jogando até melhor que o UNILEVER, as substituições do BERNARDINHO surtiram efeito na HORA CERTA.
Não adianta, BERNARDINHO é um estudioso do voleibol e conhece muito bem as características de suas atletas, ele tem o time nas mãos e sabe muito bem o que tem fazer e a quando tem que fazer.
Eduardo Araujo disse…
Oi amigos, é interessante como que no vôlei feminino os times estão super instáveis, isso é legal pq agente acaba não sabendo quem vai ganhar a SL.

Ontem o Unilever não jogou bem, mas tem banco, coisa que o Praia não tem, O Bernardo ganhou o jogo ontem e contou com erro do técnico do praia no primeiro set, não desfazendo a inversão 5 x 1.

Uma jogadora que foi muito bem ontem foi a Roberta, para aqueles que não sabem ela treinou com a Fabíola, Dani Lins, Fernanda Venturini, e Fofão, ou seja com as 4 melhores levantadoras que o Brasil teve, pelo menos as 4 que levaram o Brasil nas costas, acho que ela vem jogando melhor que a Fofão, resta saber se no ano que vem ela vai ter coragem de sair da sua zona de conforto e tentar ser titular no Unilever ou em outro time.

E o Amil ganha do SESI e perde set para o SB..., vai entender, outro time que não da para entender é o Sollys ganha o primeiro set 25 x 13 e depois perde o segundo e destrói o nos outros 2 sets.

O vôlei feminino tem que fazer um trabalho de concentração pq parece que as jogadoras perdem o interesse na partida, oq vcs acham?
NEIDE disse…
Mais uma vez NATÁLIA e LOGAM TOM fizeram uma péssima partida. O passe da NATÁLIA dá raiva, ela passou tanto tempo sem saltar treinando somente passe e defesa e não adiantou NADA!!! Além disso Natália não mostra muita versatilidade no ataque, sendo bloqueada ou então atacando para fora com frequência.
Só o Bernardinho mesmo para ter paciência com isso, Natália tá jogando um voleibol de colegial, eterna promessa, não evolui?
Mais uma vez a bomba estourou na mão da GABI GUIMARÃES, que com apenas 18 aninhos, teve que entrar e assumir a responsabilidade de principal ponteira-passadora da UNILEVER.
Enquanto a NATÁLIA não passa de uma “eterna promessa” a GABI GUIMARÃES já é uma realidade: entrou na fogueira, assumiu a responsabilidade para si e foi uma das principais responsáveis pela vitória da UNILEVER.
Aliás, 2 outras novatas foram muito importantes para a vitória ontem: BRUNA SILVA e ROBERTA RATZKE entraram muito bem nas inversões do 5×1, principalmente no tie break, deram volume de jogo ao UNILEVER.
PARABÉNS BERNARDINHO!!! disse…
Bernardinho teve uma atuação impecável e mesmo com o time instável foi o único técnico que conseguiu derrotar o PRAIA CLUBE jogando em Uberlândia.
O PRAIA CLUBE jogou melhor, tem a equipe mais equilibrada da Superliga, porém UNILEVER venceu! Mérito de quem? Bernardinho, claro! Foi fenomenal a atuação do Bernardinho ontem, todas as suas substituições surtiram efeito e ocorreram em momentos estratégicos do jogo. Com isso o Bernardinho conseguiu virar um primeiro set praticamente perdido por 24x20 com a entrada de Bruna Silva e Roberta Ratzke na inversão do 5x1, e quase vira o segundo set que perdia por 24x17 com a entrada Gabi Guimarães e Regiane Bidias no lugar da Tom e da Natália.
Welmer disse…
O jogo de ontem só consegui acompanhar a partir do final do terceiro set, e me surpreendi quando soube que o Rio tinha virado um set que estava 24x18 e quase virava o segundo que também estava perdendo por uma grande diferença. Realmente, a instabilidade é grande, mas no caso do Praia acho que faltou uma jogadora de definição.
Tênis da DIVA RÉGIS disse…
Na verdade, oque foi realmente determinante para a vitória de UNILEVER, foi a arma química-biológica usada pela DIVA RÉGIS durante o jogo. Ela usou o velho recurso de tirar o tênis em quadra, isso desconcentrou totalmente as jogadoras do PRAIA e abalou emocionalmente inclusive até a torcida! Ao inalarem a substância exalada pelo sapatinho da DIVA, as jogadoras do PRAIA foram tomadas por um surto de ansiedade por intoxicação, da qual a mais comprometida foi a DAYSE. Dayse foi caçada no saque, e comprometeu no passe, depois deo tênis teve uma crise da asma que culminou numa tuberculose, Dayse encontra-se na UTI respirando pro aparelhos com somente 40% da capacidade pulmonar.
Realmente a instabilidade dos times no feminino tem sido algo latente nesta edição da Superliga. Sobre a Natália, também acho que ainda é uma promessa, entretanto penso que se ela jogar como oposta, tem mais chances de render mais, é só dá uma olhada no vídeo do Youtube da final da SL 2009/10 quando o Sollys venceu o Unilever com um show de Natália na final. O que quero dizer é que como ponteira-passadora ela não vai sair desse padrão de jogo.
Sobre o Praia, realmente faltou uma jogadora de definição. Me arrisco a dizer que se a Herrera estivesse em quadra teriam levado o jogo por 3X0.
Neide disse…
Sinceramente não dá para entender o Zé Roberto... Rosamaria, motivadíssima, em sua primeira partida como titular foi a melhor em quadra, maior pontuadora da partida, mostrando mais garra, técnica, disposição e inteligência que Pri Daroit e Vasileva juntas.
E como prêmio para a sua excelente atuação ganha o banco de reservas na partida seguinte!
Isso é balde de água fria na motivação da garota! Ela jogou como uma veterana, fez de tudo e muito mais do que se esperava dela e de brinde ganha o banco de reservas?
Zé Roberto é um tremendo de um corta-tesão, ceifa a atitude de jogadoras como a Rosamaria, limitando sua atuação, enquanto isso fica insistindo com jogadoras que vêm seguidamente mostrando deficiências durante as partidas
Direto da Lan House,Leblon,RJ. disse…
Minha seleção da Superliga até agora seria:
Feminina
Levantadora: Fofão, UNILEVER e Juliana Carrijo, PRAIA;
Opostos: Sheila Castro, SOLLYS e Monique Pavão, PRAIA;
Líbero: Fabi, UNILEVER;
Ponteiras: Tandara Caixeta, SESI ,Fernanda Garay, SOLLYS; Gabi Guimarães, UNILEVER e Michele Pavão, PRAIA;
Meios-de-rede: Fabiana Claudino, SESI; Bia, SESI e Juciely, UNILEVER.
Masculina:
Levantador: Bruno Resende, RJX e William Arjona, Cruzeiro;
Opostos: Rodrigo Pinto(RIVALDO),Medley e Wallace Souza, Cruzeiro;
Líbero: Lukinha, VIVOMINAS;
Ponteiros: Ricardo Lucarelli, VIVOMINAS; Murilo Endres, SESI, Diogo Silva,MEDLEY e Filipi Ferraz, Cruzeiro;
Meios-de-rede: Lucão, RJX; Maurício Souza, VIVOMINAS e Giovanni Chagas, VOLTA REDONDA;
Evandro disse…
Engraçado que erros do passado se repetem agora. Vou citar um exemplo: Mari como oposta, ninguem parava ela no bloqueio.

Por força externas, se tornou ponteira, e ate conseguiu segurar alguns anos, mas está decaindo, tanto é q no tima da Turquia ( nao sei escrever aquele nome hehe) ela nem sequer é relacionada entre as 12 jogadoras a umas 5 rodadas já.

Agora vemos Natalia, que, como oposta arrebentava tudo. Passou a ser ponteira e nao consegue sair da mesmice.

O que vale mais: uma ponteira na mesmice ou uma oposta que, mesmo que venha passes quebrados e a levantadora dependa dela, ela consiga virar as bolas?

Fica a questão aí.