Mais papo pós-medalha

O bi-campeonato olímpico completa uma semana e ainda há o que se comentar. A trajetória até a medalha de ouro foi repleta de discussões e polêmicas. Para manter a coerência, a conquista, mais exatamente as comemorações, também geraram controvérsias.

Primeiro, jornalistas norte-americanos estranharam as vaias dos torcedores às atletas dos EUA quando sacavam e acharam desrespeitosa a forma que as brasileiras se comportaram, principalmente no pódio.

Este é um dos artigos que comenta o comportamento das jogadoras e da torcida brasileira: Expect a different feel for Summer Games in Rio

Não me lembro de ter visto a cena, mas pelas declarações dos jornalistas e da Logan Tom, as jogadoras sentaram no pódio enquanto as medalhas de prata e bronze eram entregues. Se isto aconteceu, realmente não foi adequado. No mais, cambalhotas, dancinhas e vaias fazem parte do repertório brasileiro e aos ianques só resta se acostumar.

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As próprias jogadoras dos EUA, pelo que li, não alimentaram a polêmica. A única que foi um pouco mais incisiva foi a Tom, mas mesmo ela concluiu que este é o jeito brasileiro de comemorar. O mesmo discurso foi seguido pela Berg e pela Scott.  

Podemos achar infantil, boba, mas não há porque recriminar a comemoração das meninas se não houve falta de respeito. Cada um com sua cultura. Não é porque os de lá acham ruim que devemos nos envergonhar ou julgar as jogadoras. Não há nada mais bobo do que a felicidade.

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Outro momento que caiu mal entre alguns jornalistas e torcedores foi o “cala boca” da Fabi. O mesmo gesto havia sido feito pela Mari na conquista de 2008 e também não foi bem engolido, principalmente por aqueles que mereciam a manifestação da loira.

Eu não levo como ofensa nenhum dos gestos, encaro como um desabafo de quem venceu não só os adversários como as críticas. Ok, o atleta tem que saber lidar com a desconfiança e cobranças em seu trabalho e elas até servem de munição para uma volta por cima. Tem gente que responde jogando muita bola, outros respondem verbalmente. No caso da Fabi, foram os dois.

O curioso é que a Dani Lins, a mais criticada do elenco e a mais cercada de desconfianças, não deu uma palavra sequer em resposta às criticas. Uns vão dizer que foi um comportamento exemplar e eu digo que ela tinha direito de mandar todo mundo calar a boca se quisesse.  O mesmo direito teve a Mari e a Fabi, cuja mensagem provavelmente teve um destinatário específico. 

Não é uma questão de defender o “cala boca”, mas de entender a covardia da qual os atletas são vítimas. São milhares contra um. Nós (jornalistas ou não), sentados confortavelmente à frente do computador, criticamos, reclamamos e xingamos à vontade. Para mim parece justo que o atleta tenha o direito a pelo menos alguns segundos de resposta.

Comentários

Giovanna disse…
Se elas sentaram enquanto as medalhas eram entregues as demais jogadoras, isso é uma falta de respeito imensa! Ainda mais pq por mais que tenha sido uma medalha merecida, conquistada ali na raça, elas passaram muito vexame durante esss Jogos Olímpicos, rendendo abaixo do esperado e perdendo para time infinitamente inferior, sem tradição (Coreia). Não estavam com essa bola toda! =/

Em relação a Fabi, continuo achando que o cala boca poderia ter vindo da boca de outras jogadoras (Dani lins, Sheilla, Jaqueline), mas dela, DEFINITIVAMENTE NÃO, em nenhum momento ela foi crucial ou brilhante, simplesmente fez o que uma Camila Brait faria (com a diferença que uma Brait faria ainda mais), e conseguiu terminar pelo que eu ouvi na 8ª posição como melhor libero, resumindo: se alguém fez diferença na conquista da medalha, não foi a Fabi. Ela ajudou sim, merece mérito e reconhecimento, mas não tem cacife pra mandar cala-boca pra ninguém! O rendimento dela não foi digno desse cala boca. A Fabizona poderia ter mandado esse cala-boca (inclusive p/ mim, que duvidei da capacidade dela), porque terminou como melhor bloqueio, assim como a Garay com a melhor recepção, a Sheilla com melhor bloqueio...agora, Fabi??? Quem é ela pra mandar alguém calar a boca? Ela fez jus as criticas que recebeu! E só faz ainda mais...

Ela fez muuuuito pela nossa seleção, mas chega! Já nao tá rendendo mais.

(To lendo a matéria do site americano. Em algumas partes ele tem razão sim, infelizmente. Mas também é um pouco de dor de cotovelo né? hahaah)
Anônimo disse…
Sem cerimônias aqui no Blog neh Laura, o dedo na boca da Fabi foi pro Voloch q a persegue implacavelmente.
Anônimo disse…
Eu vi toda cerimônia e não vi ninguém sentado no banco na hora de entregar nenhuma das medalhas de ninguém, de resto aconteceu.
Anônimo disse…
A Tom ja jogou aqui sabe como funciona a torcida mal educada, mas se a incomodasse tanto q nao aceitasse o convite do Unilever, e se mobilizaría p/ criar uma Liga profissional lá na casa delas.
Anônimo disse…
Já Hooker o problema maior foi com um torcedor babaquinha q zoou ela pela derrota, a nega ficou piuta da vida e chamou ele de JERK (babaca) mas ela valorizou muito, achei desnecessário, babaca tem em todo lugar e no twitter eh so dar block e acabou.
Eduardo Araujo disse…
Elas sentaram no podio sim, mas antes das medalhas começarem ser entregues, depois junto com a torcida gritaram, Japão quando a medalha foi entregue para elas, EUA quando a medalha foi entregue para as americanas.

Na vdd a imprensa americana, não tem oq falar do jogo então tentam achar alguma coisa, mas as jogadoras dos EUA nem dera muita bola para os jornalistas.
Somente a Hooker que entrou um pouco na discussão, mas no twitter com alguns torcedores manes.

Quanto a pressão da torcida no saque tem que avisar os americanos que não é tenis para o pessoal ficar calado...

Quanto a fabi ela pode mandar o povo calar a boca, mas continua sendo pior que a Brait.

A Dani Lins teve o passe na mão e conseguiu fazer as jogadas, mas vamos ver essa superliga com uma outra atleta de nível na cola dela, para agente ver como vai ser o comportamento da mesma.

Mas a solução para mais uma medalha aqui no Brasil é simples, vamos colocar um corcunda na frente do ZR, assim ele passa a mão no cara e o ouro é nosso.

Vou comentar somente o artigo do jornalista americano.
Primeiro, achei meio desrespeitoso as dancinhas e as seções de fotos , meio desleixadas enquanto o Japão e os EUA recebiam as medalhas, era um momento mais solene, de respeito mesmo. Dancinhas e etc, deveriam ficar somente no pré e pós pódio.
Vi toda cerimônia de premiação e em nenhum momento vi as brasileiras se sentarem no pódio, se a CBV fosse uma entidade mais séria, exigiram retratação.
Quanto às vaias, realmente o povo brasileiro é meio mal-educado mesmo. No momento do saque eu não digo, mas no momento da premiação tem que ter o mínimo de respeito pelos atletas que estão ali.
Só quero ver como será em 2016 quando o presidente (a) da República for fazer o discurso de abertura, só lembrar do Pan de 2007 que o Lula mandou o presidente do COB fazer o discurso com medo de ser vaiado.
Ah, só complementando: a Natália era uma das mais "felizes" no pódio. Logo ela que ganhou a medalha de graça.
Sandro Souza disse…
Bom eu particularmente não vi nenhum tipo de desrespeito, e achei inclusive muito bacana por parte das brasileiras não cantarem junto com a torcida, e sim puxarem a torcia para gritar NIPON, USA enquanto as mesmas recebiam as medalhas! Isso pra mim foi digno de campeão... Deixa os jornalistas americanos amargarem sua BI-PRATA pra lá.
Quanto a fabizinha... lembrando que na minha seleção a brait teria jogado em seu lugar e ela nem teria pisado em londres.... Tem todo o direito sim, e pra mim um dedindo na boca fazendo chiii foi até pouco....super criticada, por mim inclusive, mas na hora de engolir o choro e ir pro pau como disse a jaque, ela foi, se superou, e a dani jogou todos os jogos com o passe lindamente não mão, e muitissimas belas defesas de nossas jogadoras de passe, fabi, jaque, garai...e o ouro está no peito!
Quem de nós não faria o mesmo? quem de nos, nunca deu a volta por cima e mandou um cala boca?? Mas pra mim já está aposentada da seleção.. rs rs espero que para o ze tbem!
Abraão disse…
Oi Laura, não sei se fazemos muito isso aqui,digo elogiar seu comportamento enquanto formadora de opinião sobre o esporte, mas a sua lucidez e carinho com a nossa seleção são coisas que, à mim pelo menos, são de causar profunda admiração e por isso mesmo devem ser elogiadas, parabens! O mesmo não pode se dizer de alguns frequentadores deste espaço. O que dizer dos que se ofenderam com o gesto da Fabi? sendo que todos sabemos o alvo a que ele se destinava. Repito, também critiquei todas elas, mas recebo com muito carinho e prazer toda indignação delas pela descrença generalizada, qualquer um que fala sem a preocupação de ofender deve estar preparado para respostas ferozes como aquela dada por Fabi e Sheila, todas elas poderiam ter feito o mesmo e ainda assim mereceriam compreensão, estavam no direito delas. Agora o que mais me espanta é esse rancor contra a Natália.Ninguém sequer pode imaginar o esforço que essa menina fez para reunir as mínimas condições de estar entre as doze olímpicas. Ela poderia ter ajudado mais se estivesse em melhor saúde física? Sim, é claro que poderia, mas ela fez o que pode e da mesma maneira que o Zé Roberto está coberto de glórias agora por ter sido campeão, também responderia pelos seus erros se tivesse fracassado. Também acho, como muitos aqui, que Mari faria melhor figura e teria sido muito mais útil, mas a Natália de todos ali é a menos responsável por esta situação. Então deixem a pobre da menina em paz, este ano será muito diferente para todos, pois ela vai poder mostrar a sua completa capacidade jogando o ano todo como ponteira passadora.
Abraão disse…
Só para completar, alguns enxergam a olímpíada como sendo somente aqueles quinze dias mágicos, onde a maioria das seleções não emprega seus doze "soldados para vencer". Então fica-se com aquele impressão de que quem não atuou é menos importante do que aquelas que estiveram no campo de batalha o tempo todo. Pois eu vejo diferente, a olimpíada é o processo todo, as dores de quem se machucou, o suor, as lágrimas que vieram também antes da guerra em si, a preparação também é parte disso tudo. Sendo assim não vejo ninguém que tenha penado mais do que Natália dentre as doze que estiveram lá. Esse ouro foi difícil para todas, mas no meu modo de entender, se a intenção é premiar esforço e dedicação, esse brilho foi muito mais suado para ela, Natália.
Anônimo disse…
Ah por favor, vôlei se joga dentro de quadra, esforço e dedicação todas se esforçam, eh mesma coisa q dar o Oscar pro Gianicchini só por ele ter enfrentado todos os problemas de saúde, nada haver.
Welmer disse…
Bem, já havia comentado sobre os comentários das americanas, em especial da Tom, aqui e como disse não achei nada demais só me preocupa se isso chegar a interferir no relacionamento das brasileiras com as americanas e em especial com a Tom. Não lembro se as brasileiras chegaram a sentar no pódio, se o fizeram, foi desrespeitoso, mas dou um desconto, não pelo fato de serem brasileiras, mas sim por estarem no calor da comemoração e poucas coisas passam na cabeça além da felicidade pela conquista. Com relação ao gesto feito pela Fabi, realmente tinha um destinatário especial, e acho que ele merecia, e como você disse, Laura, foi um desabafo de uma jogadora que estava muito pressionada, pois a maioria das pessoas que acompanham o esporte queriam a Brait em seu lugar. Mas agora, ela deve entender que 2016 não dá pra ela e deixar a Brait assumir a posição, aliás ela deixando ou não a Brait vai assumir.
tuliobr disse…
Eu acho que devemos levar em cosideração as circunstâncias: aquelas jogadoras acabavam simplesmente de conquistarem o título olímpico, e de uma forma especialmete difícil e tensa. Compreendo qualquer reação em tais condições. Depois, de cabeça fria, as reações e declarações das jogadoras foram muito mais comedidas. Quanto às críticas, a maior parte foi justa e o título olímpico não muda o passado: desde 2010 a SFV apresentou-se mal diversas vezes, seu comando técnico cometeu inúmeras falhas evidentes e as jogadoras passaram por períodos de má fase física e técnica. Não justifica a dificuldade que alguns torcedores (e até jornalistas) tem de se expressar sem, intecionalmente ou não, parecerem debochados, desrespeitosos ou insultuosos, chegando até a transformar em ataque pessoal um assunto que devia restringir-se à atuação profissional da jogadora. Quanto aos americanos, devemos compreender que para eles foi uma derrota muito traumática, tão dolorosa quanto foi para nós o malfadado '24 x 19'. Por lá vai haver muita discussão, alguma caça às bruxas, e um sentimento com relação à nossa SFV semelhante ao que nutrimos pelas russas nos últimos anos. Qualquer coisa que as jogadoras fizessem no pódio, em um dia tão amargo para as ianques, cairia mal: se as brasileiras rissem, seria deboche; se ficassem caladas, seria desdém. Assim, não há muito o quê fazer além de dedicar-lhes nossa compreensão e, em 2016, receber com muito carinho quem nos proporcionou tantas alegrias.
Anônimo disse…
Eu acho a Fabi muito inconveniente, ela atropelando a entrevista do Zé Roberto foi o fim.
tete disse…
Achei a comemoração exagerada, na hora que os outros times estava recebenco as medalhas elas cantando, pulando nem nas finaismais disputadas de superliga elas se comportaram assim, na superliga por menos já rola estresse. Por ser olímpiadas elas podem tudo? se sofreram pressão foi por culpa delas que não estavam rendendo o suficiente.
al disse…
Uma coisa é comemorar, outra coisa é desrespeitar o adversário... O podium tem um protocolo que deve ser mantido e respeitado: fora da cerimônia, comemorem bastante, mas durante a premiação respeitem os adversários... Imaginem se os super-medalhistas USAIN BOLT ou PHELPS DESRESPEITASSEM SEUS ADVERSÁRIOS NO PODIUM. Tudo tem limite! Nem as CUBANAS, que são barraqueiras de carteirinha, desrespeitam os adversários na cerimônia do podium.A verdade é que uma OLIMPÍADA sem CUBA é muito sem graça. O BRASIL fez 2 finais seguidas contra as YANKEES, e as 2 finais foram muito sem-sal. As 2 finais seguidas do PAN contra as CUBANAS tiveram muito mais emoção: em 2016 quero a EMOÇÃO DE UMA FINAL BRASIL X CUBA!
al disse…
Agora sou muito a favor do CALA BOCA da FABI, que foi implacavelmente perseguida pelo PSEUDO-JORNALISTA FOFOQUEIRO do VOLOCH: O CALA BOCA foi pq ele. FABI jogou muito, se superou, principalmente contra as RUSSAS. FABI mereceu muito esse ouro!
al disse…
Só pq completar, na minha seleção jogariam FABI e BRAIT, NATALIA assistiria pela TV se recuperando para 2016. NATALIA nao mereceu esse OURO de LONDRES, tomou a vaga de BRAIT que merecia mais que ela.
LEO 01 disse…
LAURA, nao concordo que Sergei Ovchinnikov tenha se suicidado devido a derrota para o BRASIL nas quartas-de-final de LONDRES/12. Afinal de contas ultimamente as russas nao vinham obtendo bons resultados:
1.Desde 1988 nao ganham uma OLIMPIADA, sendo que em 1988, em SEOUL, quase perderam a final para as PERUANAS, com um timaco que contava com CECILIA TAIT, GABI PEREZ e ROSA GARCIA.
2.No EUROPEU, viraram freguesas da TURQUIA, foram mal tanto no CAMPEONATO EUROPEU, quanto na REPESCAGEM PRE-OLIMPICA EUROPEIA;
3.Nao conseguiram se classificar para a COPA DO MUNDO/2011;
4.Foram para LONDRES com um time VELHO sem renovacao, onde as principais estrelas estavam ja' surradas: GAMOVA, SOKOLOVA e ARTAMONOVA-ESTES, todas com mais de 30 anos;
Nao vinham com um historico favoravel antes das olimpiadas e portanto nao tinham pressao para ganhar, uma vez que nao eram as favoritas.
Quem tinha motivos de sobra para se suicidar era o BURRO do Hugh McCutcheon, tecnico da selecao dos EUA:
1.Os EUA entaram nas OLIMPIADAS favoritissimos, como uma equipe quase imbativel e com a primeira posicao no RANKING;
2.A equipe estava completa, sem nenhum problema de contusao e com revelacoes jovens e promissoras como: Hooker,Larson,Thompson,Harmotto,Akinradewo E Miyashiro; mescladas com jogadoras experientes como: TOM, DANI SCOTT-ARRUDA e LINDSAY BERG;
3.Os EUA vinham de uma impressionante sequencia de um TRICAMPEONATO do GRAND PRIX: 2010,2011 e 2012;
4.Fizeram uma excelente COPA DO MUNDO/2011 ficando com a PRATA e conquistando a vaga antecipada para as olimpiadas jogando o BRASIL para a repescagem SUL-AMERICANA;
5.Acabaram perdendo a segunda FINAL OLIMPICA consecutiva para o MESMO ADVERSARIO, as BRASILEIRAS, e pelo mesmo placar 3x1;
6. A MAIOR BURRICE do Hugh McCutcheon foi ter classificado o BRASIL para as quartas-de-final, os EUA estavam com a faca-e-o-queijo na mao para conquistar o OURO olimpico em LONDRES, com o poder de eliminar as brasileiras antecipadamente, bastava que pusessem as reservas p/ jogarem contra a TURQUIA e perdessem mesmo que fosse de 3x2, que as brasileiras estariam eliminadas. Foi a maior BURRICE COMETIDA pelo Hugh McCutcheon, que perdeu a oportunidade de eliminar seu maior adversario ao titulo logo de cara. Os EUA cutucaram a ONCA-COM-VARA-CURTA, menosprezaram o poder de reacao das brasileiras CAMPEAS OLIMPICAS, CRIARAM COBRA p/ se picarem e perderam a grande oportunidade de ganharam seu OURO.
Logo, pelo historico PRE-OLIMPICO, o TECNICO Hugh McCutcheon tinha muito mais motivos para se suicidar e se envergonhar pela sua BURRICE do que o tecnico russo.
Eduardo Araujo disse…
O time do ZR anotou a placa do caminhão?
Deu do!!!