Brasil 1x3 EUA


Bom, a primeira derrota brasileira no GP não é lá uma surpresa. Os EUA estão um nível acima do Brasil, que, apesar do esforço, não conseguiu acompanhar a qualidade norte-americana.

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O Brasil tem repetido os mesmos problemas desde o começo deste GP. Há um grande desperdício na virada de bola e contra-ataques. E a responsabilidade pode ser dividida por todo time. Começa na má recepção – fundamento que comprometeu na partida de hoje – e acaba na inconstância de nossas atacantes de ponta.

Não por acaso, nossa maior pontuadora no ataque hoje foi a Thaisa, a melhor jogadora da seleção. Sheilla não foi bem, Mari melhorou, mas não foi decisiva. Só se salvou a Paula, que lutou para fugir da forte marcação norte-americana.

Outro problema, consequência direta da falta de ritmo de jogo, é o alto número de erros. Desde a etapa da Polônia, o Brasil não consegue ficar abaixo da marca de 20 pontos. Ok, foram na maioria jogos de 5 sets, mas quando se enfrenta uma equipe como os EUA, é fatal.

E olha que as norte-americanas colocaram a seleção brasileira de volta à disputa no quarto set com os erros que cometeram. O Brasil é que, cometendo mais erros ainda, não soube aproveitar.

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Ao menos, o Zé Roberto trouxe uma boa novidade para a seleção brasileira – atendendo aos pedidos de muitos leitores aqui do Papo. Usou Fabi e Brait como líberos, se revezando na recepção e na defesa.

A verdade é que o Brasil apresentou maior volume de jogo contra os EUA. Se isso foi resultado direto da escolha pelo revezamento de líberos, seria necessário um olhar mais atento ao jogo. Mas é uma tática que vale a pena ser implementada pelo Zé Roberto nas próximas partidas.

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Balanço: 
Foram duas seleções brasileiras em quadra na primeira e segunda etapas do GP. A partir de agora, com um time base definido, é que se deve cobrar uma evolução. 

E o Brasil sai com alguns resultados positivos: Mari realmente tá na briga por uma vaga, Paula está voltando ao seu melhor, Fernandinha tem sido boa opção para o time e a Thaisa tá comendo a bola. 

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Pê ésse:

- Paula e Mari confirmaram que vão jogar no Fernebache, da Turquia. Ruim para o vôlei brasileiro que não conseguiu mantê-las aqui. E não acho um bom destino para as jogadoras. Não sei a quantas anda as contratações do Fernebache, mas o time turco costuma contratar diversas estrangeiras e o campeonato nacional só permite que 3 joguem. Fora que o time está fora da próxima Liga dos Campeões da Europa. Fofão e Fabiana já saíram prejudicadas com isso.

Comentários

LEONARDO disse…
apesar da derrota gostei de algumas coisas em BRASILxEUA. Gostei da atuacao das 2 liberos em revezamento, a mesma tatica usada pelo Ze’qdo ganhou o EUROPEU com o FENERBAC. Antes de criticar vamos lembrar que os EUA estao com o time completo que disputara’ as olimpiadas e o Brasil ainda esta’ arrumando o time. O time sentiu falta de Tandara para revezar com Sheila como oposta e de Garay p/ entrar no lugar da Jack. Acho que o Ze’ demorou um pouco p/ voltar com FABIOLA e SHEILA no quarto set. O Brasil por muito pouco nao venceu o quarto set e se levasse o jogo para o tie-break tinha tudo p/vencer. O eua e’ isso aeh, ja’ Brasil e Italia vao melhorar muito ainda ate’ a Olimpiada. FABI e BRAIT foram muito bem jogando se revezando e as 2 devem ir p/ Londres jogando assim. Taisa foi a melhor em quadra. Paula com toda sua vibracao e virando bolas importantes foi a jogadora de seguranca, alem disso fez belissimas defesas. Mari melhorou no ataque, mas deu tapinhas em momentos em que era p/enfiar a mao, e na defesa nao ajudou nada, ate’ por isso senti falta da TANDARA que tem mostrado mais garra em quadra tbem na defesa. Jack pode jogar muito melhor que isso. Adenizia entrou, mas tbem deixou a desejar, nao bloqueou como em outras partidas. Sheila estava indo ate’ bem, mas o Ze’ a deixou muito tempo fora, Fabiola tbem ficou muito tempo fora, ela ajuda muito no bloqueio. Acho que se elas voltassem um pouco antes o Brasil levava o jogo p/ o tie break. O EUA com a selecao pronta e completa SUOU MUITO p/vencer o Brasil ainda em preparacao! Quero ver os EUA enfrentando um BRASIL completo com PAULA e GARAY nas pontas, SHEILA e FABIOLA revezando no 5×1 com TANDARA e FERNANDINHA,TAISA,FABIANA se revezando com a ADENIZIA no meio e as 2 liberos, FABI e BRAIT jogando se revezando, considero esse time o ideal, e pelo que vi hoje o Brasil tem total chances de derrotar essa selecao dos EUA. Gostaria de ver NATALIA jogando, mas parece que so’ na proxima olimpiada, sinto que a disputa p/reserva da Sheila vai ficar mesmo entre TANDARA e MARI.
Lilian disse…
NA Verdade o EUA com o time completissimo e pronto para Londres teve que batalhar muito p/ vencer o Brasil sem 2 de suas principais atacantes de pontencia: TANDARA e GARAY. Se TANDARA e FERNANDINHA estivessem alternando com a SHEILA e FABIOLA na inversao do 5×1 e se GARAY estivesse de titular ao lado de PAULA, nao tenho duvidas que o BRASIL venceria esse time pronto dos EUA. O BRASIL ainda tem muito a mostrar e os EUA jah esta com sua forca maxima. A ITALIA tambem vai crescer muito ainda, agora os EUA nao vai fazer muito mais que isso.
Welmer disse…
Não foi o resultado que todos queriam, mas foi um resultado um tanto quanto previsível.
Pra mim a seleção não está pronta e pegou um seleção que tem um time titular formado.
No time que jogou hoje faltou a Fê Garay, seja no lugar da Jaque ou da Paula, ambas foram irregulares na partida.
Fabíola assim como a Fernandinha fizeram o possível jogando sem passe.
Sheilla e Mari podem melhorar e a seleção tende a crescer com o crescimento dessas duas atletas.
Thaisa teve uma grande atuação, Fabiana deixou a desejar e Adenízia poderia ter ido melhor no bloqueio.
Quanto a Fabi e Brait, acho que ele poderia ter invertido as líberos, colocando a Brait no passe e a Fabi na defesa, acho que isso poderia melhorar o desempenho da seleção, ou ele poderia ter deixado só a Brait tanto na recepção quanto na defesa.
O que realmente me preocupa é a Jaqueline, pra mim, ela é uma boa jogadora tem um bom fundo de quadra e ajuda na rede, mas acho que ela poderia entrar com mais vontade no ataque, pois a sua ineficiência no ataque no jogo de hoje acabou comprometendo a sua atuação no fundo de quadra.
Hoje não sei se é melhor pra seleção levar a Sassá ou uma jogadora no ataque.
Aline disse…
Laura concordo plenamente contigo qto a:"Zé Roberto trouxe uma boa novidade para a seleção brasileira – atendendo aos pedidos de muitos leitores aqui do Papo. Usou Fabi e Brait como líberos, se revezando na recepção e na defesa". Realmente o fator mais positivo desse jogo foi o fato de o ZRG ter usado no BRASIL a mesma tatica que lhe rendeu Campeonato Europeu pelo FENER. Usando Fabi e Brait se revezando , o volume de jogo aumentou bastante e pressao sobre elas foi dividida, vi pela TV uma dando muita forca p/ a outra nas trocas e isso foi muito importante, e alem disso, deixa a oportunidade de se jogar, na verdade, com 8 titulares. Vi as 2 liberos se doando muito no jogo, se jogando nas bolas e fazendo belas defesas, a Fabi entrava qdo o saque era dos EUA, fazendo o passe e defendendo o contra-ataque e a Brait entrava qdo o saque era do BRASIL defendendo o ataque americano: perfeita a estrategia do ZRG, amei!
Lilian disse…
Boa Noite Welmer, mas com todo o respeito aos servicos prestados pela SASSA na selecao, acho que pelo o que ela jogou na ultima superliga, nao justifica sua ida a Londres. Ate' pq acho mais vantajoso levar 2 liberos, uma vez que elas podem entrar e sair a todo momento, sem limites de substituicao, do que levar uma ponteira baixinha como a SASSA que nao vai ajudar no ataque e muito menos no bolqueio e ainda queimaria uma substituicao entrando somente no fundo de quadra. Por isso tbem sou a favor de se levar 2 liberos e atacantes que nao vao so' p/fazer fundo de quadra, pq isso ficou ultrapassado com a oportunidade de se usar 2 liberos.
Abraão disse…
Hoje fiquei com esperança no futuro! O Brasil penou durante dois sets, mas lutou com bravura e equilibrou no quarto set um jogo que parecia perdido desde o início. Agora certas considerações precisam ser encaradas com muita coragem. Sinceramente ainda não ficou muito claro para mim quais foram as intenções do Zé na escalação das duas líberos durante a mesma partida. Se era compensar uma ou outra deficiência de ambas o resultado não poderia ter sido mais óbvio. Aí é que está, não existe deficiência no jogo de Camila Brait. Existe sim uma decadência alarmante no jogo de Fabi!É uma tolice abrir mão de uma atacante sendo que Camila pode cobrir muito bem as duas situações de jogo, seja no passe, seja na defesa. Muitos diziam que Fabi era sobrecarregada no rio por ter que cobrir a Mari e a Regiane no passe. Pois bem, na seleção ela não precisa cobrir ninguém e mesmo assim erra um passe atrás do outro. Não dá mais pra ela, chega! Acho inclusive um desrespeito com sua história, por tudo que ela fez até hoje precisar recorrer a esse tipo de expediente para defender sua permanência na equipe, melhor retirar-se com dignidade, ela não precisa provar mais nada, foi uma das melhores, senão a melhor da sua época, mas passou. A única coisa ao meu ver que falta ao Zé, que é um técnico brilhante, diga-se de passagem, é coragem para encarar esse tipo de momento difícil. Mas no geral o resultado do jogo contra os EUA foi positivo, o Brasil evolui a cada jogo.
Lilian disse…
Abraao acho que vc esta' sendo injusto com a Fabi, se vc for analisar ela foi a melhor passadora do Brasil, teve um aproveitamento muitio melhor que o da Paula e o da Jaqueline.Fabi tbem esteve muito bem na defesa e na cobertura. Brait fez uma bela partida tbem, mas nao atuou no passe, somente na defesa, pois ela so' entrava qdo o Brasil estava sacando, entao ano da' p/ comparar no quesito passe a Brait com a Fabi. Acho que quem deixou muito a desejar mesmo foi a Jack, que hoje nem passou, nem atacou bem, deixando a Paula mais sobrecareegada ainda, a Jack tem que ajudar mais, afinal de contas ela e' uma ponteira de fundo de quadra.
Darci disse…
acho desnecessário levar duas líberos para uma competição curta como a dos jogos olímpicos.
Perde-se a oportunidade de levar mais uma central ou atacante para a competição, o que, tendo em vista o recente histórico de lesões das nossas atacantes, acho que seria o mais proveitoso.
O revezamento de hoje, para mim, serviu para mostrar o quanto a Camila está superior à Fabi, apesar de essa ser uma grande jogadora.
A superioridade não tem se dado apenas na defesa, tem ocorrido, também, na recepção e no passe. Hoje, a Fabi e a Jaqueline,que seriam nossas especialistas no fundamento, erraram passes fáceis na armação do contra-ataque, em bolas que nos foram dadas de graça pelo adversário. Ficaram inseguras nos momentos mais críticos, infelizmente.
No mais, não achei o jogo esse desastre que alguns têm comentado por aí. Nossa seleção, mesmo inconstante, ganhou um set da melhor equipe do mundo e deu bastante trabalho nos dois últimos sets da partida. Mostrou evolução.
J.W. disse…
Queria saber se o Brasil ainda tem chances. Vai enfrentar China, Cuba Porto Rico. Cuba e Thailandia, principalmente Thail, estão jogando bem.
tuliobr disse…
Não dá para dizer que foi surpresa: era o resultado que esperávamos, embora sempre o torcedor mantenha a fé em uma surpresa. A questão hoje é que existe o dedo de quem deve ser a melhor comissão técnica do vôlei atual, capitaneada pela dupla MacCutcheon - Kiraly. Notem bem que, com excessão da Hooker, essa é a mesma seleção americana que o Brasil batia com regularidade até 2009. Pois o neozelandês conseguiu manter o que havia de melhor, que era a disciplina tática caprichada, o bom fundo de quadra e o 'team spirit' (não há uma tradução boa para isso, mas vocês sabem o que eu quero dizer, é coisa de time americano) e acrescentou um saque e um bloqueio extremamente agressivos, com elementos de vôlei masculino. Não são imbatíveis, é claro, e taí a Copa do Mundo que não me deixa mentir, mas desde 2009 o JRG está em óbvia desvantagem. Acho que é preciso tirar proveito dessas seis partidas, analisar as atuações individuais e tomar decisões já. Eu não esperaria a improvável recuperação da Natália, ela está gastando o tempo da CT e perdendo o dela. Resolveria já entre Dani Lins e Fernandinha quem ele quer para reserva da Fabíola, com clareza. definiria com precisão a função da Mari, que pode até ser de ponta e oposto, mas o time tem de ser treinado para cada uma das situações, e não um quebra-galho para quando nada dá certo. Colocava a Adenízia de titular. E, finalmente, na questão da líbero, não acho vantagem abrir mão de uma atacante na Olimpíada, em um grupo limitado a doze. A Sassá vai acabar indo, e ela substitui a líbero numa emergência, e seus saques e sua "arrumação de cozinha" tem salvado o Brasil com alguma frequencia desde Atenas. Antes que alguém diga que eu fiquei em cima do muro, minha reserva pra a Fabíola é a Dani Lins e minha líbero é a Camila. E vamos para a China e para nossos queridos jogos na madrugada!
Eduardo Araujo disse…
Oi gente foi sofrível o jogo, demos mais de 20 pontos em erros para elas, mas de derrotas da para aprender ou analisar alguma coisa.
Somente eu ou vcs acham que a brait tem uma recepção melhor que a fabi?
Quando eu vi que ele iria com 2 líberos eu pensei, a brait fica na recepção e a fabi fica na defesa, já que não é de hj que o Brasil esta tendo problemas com a recepção ele me faz o contrario ou seja o problema do Brasil continuou.
Não acho que hj o problema foi a levantadoras, no primeiro set o a recepção funcionou e fizemos 17 pontos em ataques contra 8 das americanas.
Como vcs muito bem sabem sem a recepção o jogo fica muito marcado e vai td para as pontas, mas não sei se vcs notaram em 2 tempos técnicos do ZR no primeiro a Fabiola arriscou uma boa de meio e a Thaisa ficou no bloqueio oq ele falou para a fabiola não é para arriscar, ai logo depois ela errou um levantamento do fundo de quadra para a outra ponto aonde estava a paula a bola chegou ruim e a fabiola foi substituída, entrou a Fernanda alguns lances depois ela arrisca uma bola de meio com a ade que fica no bloqueio, o ZR para o jogo e fala para a Fernanda se vc tiver que dar 2 passos não quero que vc use bolas pelo meio, minha conclusão não são as nossas levantadoras que não arriscam é ele que não deixa.
Outra coisa esse negocio de usar a maior distancia em bolas complicadas não é legal, veja a levantadora americana bola difícil ela levanta para o lado que esta virada é mais fácil a chance de errar é menor.
Achei interessante a resposta que a Paula deu para o ZR no segundo tempo técnico do 4 set que ele começa falando um monte para as jogadores vira para elas e fala tem que bater forte caralho e a Paula olha pra ele e fala agente esta batendo e elas estão pegando quer que agente faça oq?, a resposta dele ok vamos começar do zero...
O nosso saque também é sofrível, enquanto colocamos a bola as outras seleções mandam verdadeira tijolas, mas de acordo com o ZR saque tático é melhor que um viagem bem forte eu vi a cara da jaque e da fabi pegando as porradas!!!
A Fabizona hj também não estava bem, a ade como sempre comendo a bola, mas tiro mesmo o chapéu para a Mari achei que ela estava acabada e esta jogando no momento melhor que a Sheilla.
Neide disse…
Eu penso que o Brasil perdeu para si mesmo, antes de perder para as yankees, se jogasse concentrado como jogou o primeiro set e se contasse com o poder de ataque de Tandara e Garay, teria vencido o jogo. Os EUA sofreram muito mesmo estando com o time completo. Merecem os parabens especiais a central Taisa, a ponteira Paula, e as liberos Fabi e Camila por toda a raça demonstrada no jogo. Mari e Jaqueline deixaram um pouco a desejar, gostaria de ver Tandara e Garay no lugar delas. As levantadoras se revezaram bem.
Sergio Roberto Santos disse…
Acho que Camila Brait não é tão superior assim à Fabi. Tanto as liberos quanto as centrais não são o problema.
O verdadeiro calcanhar de aquiles da seleção são as levantadoras. Fabiola, Dani Lins e Fernanda não são de longe o que foram Jaqueline, Venturini e Fofão, verdadeiras lideres dentro e fora de quadra.
Zé Roberto é um grande técnico mas não entendo porque ele não efetiva uma levantadora edá seurança a ela e a equipe.
Apostar numa levantadora de 30 anos que nunca jogou na seleção é para mim uma temeridade.Ficar na duvida entre Fabiola e Dani lIns já era demais, agora com 3 ´epior ainda.
Pelo jogo de hoje parece haver uma luz no fim do túnel. A seleção dos EUA é franca favorita ao ouro em Londres, mas os times do Brasil e da Itália também estão se arrumando ainda, acredito que em julho teremos surpresas com a briga direta entre EUA, Brasil, Rússia, Itália e China. Sobra a nossa seleção, o primeiro fundamento que tem que ser corrigido é o passe, quando ele entra bem, as levantadoras distribuem bem as bolas e as atacantes marcam pontos, como não temos mais uma Fofão disponível que fazia verdadeiros milagres, tem que jogar com o passe na mão o tempo todo. Como disse em outro comentário acredito que o Zé já tenha o time principal definido e deve utilizar as próximas fases do GP pra aparar as arestas.
No jogo de hoje, se tivesse mantido o mesmo espírito do 1º Set, tinhamos vencido as americanas, faltou um liderança em quadra, Paula e Sheila como mais experientes deveriam assumir esse papel,já que a capitã tá parecendo mais uma mosca morta em quadra.
Julia disse…
Mesmo sem a vitória, achei que o jogo valeu a pena. Pensei que o Brasil ia tomar uma surra, mas se a recepção tivesse funcionado como no 1º set, nós é que detonaríamos os EUA. Falta ritmo de jogo individualmente e melhor entrosamento no coletivo. Isso tem jeito. Porém, não falta garra, vontade de morder (especialmente na Thaísa) e nem a capacidade de acreditar até o último ponto. Ainda bem, porque isso não tem jeito! Mari e Paula, que fizeram péssima Superliga, estão bem melhores fisicamente. Infelizmente, da Jaqueline e Fabi temos que dizer o contrário. De todos os testes, o melhor, para mim, foi incluir a levantadora Fernandinha no time. Tem muita personalidade, não se apavora como a Dani Lins, bota pilha nas demais jogadoras e está dando tudo de si para atingir sincronia, especilmente com as meios. Fiquei preocupada com o pouco tempo até as Olimpíadas, mas vejo que nossa seleção caminha a passos largos! Esperança!
Abraão disse…
Tulio Br, já comentei aqui o quanto admiro suas análises, seu modo lúcido de expressar opinião... Volto a dizer, se você tivesse seu próprio blog, eu com certeza seria um dos seus leitores mais fiéis. Agora discordo de você em um ponto, não acho que esperar por Natália seja perda de tempo para nenhuma parte, nem pra ela, nem para a ct, nem para nós torcedores. Esta é uma jogadora de características únicas no Brasil, ninguém por aqui é capaz de bater uma bola por cima de bloqueios altos como ela. Acho que Natália, se estiver bem fisicamente deve ser titular da equipe, independente do tempo que esteja parada. E se, assim como muitos desconfiam, esse tempo em que não pudera saltar, serviu para que ela aprimorasse suas qualidades defensivas, não há nem o que discutir, pois ela já sem ter um passe bom compensava tudo com seu poder agressivo na rede, com passe regular nem se fala. Acredito que Natália pode trazer esperança, ela é importante, talvez a mais importante jogadora do Brasil atualmente.
Welmer disse…
Reanalisando a partida de ontem, acho que não devemos perder as esperanças, hoje a seleção americana vive um momento bem melhor que as demais, mas se a seleção brasileira tivesse mantido a mesma pegada do primeiro set, possivelmente a seleção sairia com a vitória.
O principal fator que comprometeu a vitória foi o passe, no primeiro set o passe saía e isso possibilitou que a Fabíola jogasse com todas as atacantes, mas nos sets seguintes a qualidade desse fundamento caiu e dificultou o trabalho tanto da Fabíola quanto da Fernandinha, aliás acho que nem Fofão nem Fernanda Venturine conseguiriam jogar com um passe tão ruim.
Como já disse no comentário anterior, Jaqueline, pra mim, é uma boa jogadora, mas sua baixa eficiência no ataque no jogo de ontem, comprometeu sua atuação no fundo de quadra.
Acho que se o Zé colocasse a Camila Brait pra receber o saque no lugar da Fabi, talvez o desempenho nesse fundamento fosse melhor.
Espero que nessa próxima rodada a seleção jogue com mais confiança e com a Camila e Adenízia como titulares
Renato disse…
Achei o jogo muito bem disputado e por todo contexto, achei que não foi decepcionante. Não podemos nos esquecer que também estamos sem a Natália, que ao meu ver faz uma falta incrível e a equipe dos EUA estava completa. Jaque não estava bem no passe e todos nós sabemos que o ataque não é seu forte. Paula garantiu sua vaga em Londres. A temporada no exterior tecnicamente falando, fez muito mal a Fabiana, Adenízia está anos luz a sua frente. Thaisa muito bem como sempre. Fernandinha quando entrou mostrou que se a panela não apitar, estará em Londres, pois é infinitamente melhor que Dani Lins. Se a Garay jogasse o resultado poderia ser outro.
Não gostei do esquema de duas líberos. Alguem já disse aqui, só serviu para mostrar o que todos já sabem. Atualmente Brait está bem melhor que Fabi (é uma pena dizer isto, pois Fabi foi sensacional em Pequim e em outros Grand Prix), mas prefiro abrir mão de uma líbero e levar uma outra atacante (principalmente aquelas que podem desempenhar mais de uma função).

No jogo de sábado contra a Itália, não sei se entendi errado, mas achei que durante um tempo técnico, o Zé pediu a Fabíola para dar um tempo nas bolas de meio, mas foi duramente contestado pela Thaísa. Fiquei com a impressão que estava havendo alguma discordância com a parte tática. Alguem notou alguma coisa !!
tuliobr disse…
Laura, um PS: Cardullo, De Gennaro, Sansonna, Carocci, Croce, Archangeli... Não pára de nascer líberos na Itália! Acho que se a FIVB permitisse que cada seleção tivesse uma estrangeira, as líberos das dez primeiras do 'ranking' seriam italianas!
Laura disse…
É verdade, tulibr. E, pelo jeito, não para por aí. Ainda tem a Siresse, de 22 anos, q tem sido bastante elogiada.
QUE FALTA FAZ A FABI!!! disse…
Concordo que a Camila Brait seja uma excelente e promissora jogadora, mas a Fabi tem algo que a Brait so’ vai adquirir com a experiencia dos anos de voleibol que a Fabi ja’ tem. Camila ainda e’ muito nova e ainda nao tem a lideranca e o comando no fundo de quadra que a Fabi tem. Fabi fez muita falta nesse jogo contra Cuba, principalmente nos quesitos lideranca, garra e vibracao. Camila e’ excelente tecnicamente, mas e’ muito discreta dentro de quadra e contra Cuba faltou essa lideranca da Fabi que faz incendiar e da’ motivacao ao time. Nao acho que uma ou outra deva ser cortada, ao contrario acho que as caracteristicas de uma complementa as da outra. Por isso sou a favor de se jogar com 2 liberos, assim como o Ze’ fez na etapa do Grand Prix aqui no Brasil. Acho que a Fabiola fez alguns milagres com o passe ruim que o Brasil apresentou contra o saque forcado das cubanas, mas o Brasil poderia ter sofrido menos e conseguido os 3 pontos se fosse adotada a tatica das 2 liberos.
Cuba cedeu 41 pontos em erros! disse…
SINAL VERMELHO! CUBA cedeu quase 2 sets em erros ao Brasil! Foram 41 pontos dados de graca, principalmente em erros de passe e defesa que seriam considerados relativamente faceis. A PALACIOS foi a jogadora mais procurada pelo saque brasileiro e o saque nem era muito forcado, bastava sacar tatico em cima da PALACIOS que parece que ela fazia questao de errar o passe, na defesa nem se fala, PALACIOS e’ muito lenta na defesa, chega sempre atrasada, caindo, se jogando no chao. E a libero? Essa EMILY BORREL e’ a libero mais fraca de todas as selecoes que eu vi jogar nesse GRAND PRIX, ela ta’ ali so’ mesmo p/ completar o time, nao ajuda em nada! Cuba errou muito, mas mesmo assim fez jogo duro, em virtude do saque, ataque e bloqueio. A levantadora-oposta Santos foi a melhor em quadra, a jogadora mais completa, equlibrada e decisiva, mas o sistema defensivo cubano parou no tempo, e’ muito ultrapassado. Enquanto o Brasil tem 2 liberos excelntes, Cuba nao tem nada! Se Cuba tivesse uma Fabi ou Brait ou Tassia ou Michele Daldegan teria ganho hoje do Brasil.