Nada de novo: Unilever de novo


Jogo emocionante, disputado, mas passou longe de ser bem jogado. As duas equipes erraram demais. Os ataques desperdiçaram inúmeras bolas e tornaram o confronto um tanto feio. Se não fossem as defesas e o bloqueio do Unilever a partida seria uma pelada.

E foi o bloqueio e o poder de decisão do Unilever que, no fim, fizeram a diferença em favor do time carioca. Se não conseguia pontuar atacando, o Unilever pontuava bloqueando. E, como no primeiro confronto, venceu de goleada neste fundamento.

E não dá para fechar os olhos: quando o Unilever precisou, Sheilla, Jucy e Mari decidiram. E isto o Vôlei Futuro não teve. Nem Wal, nem Garay muito menos a Paula, sumida nesta partida, conseguiram salvar o time. 

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O Vôlei Futuro evoluiu nesta série semifinal. Mostrou um conjunto bem mais equilibrado, menos dependente da Garay. Mas, ao mesmo tempo, o time sentiu falta de uma Garay mais decisiva. 

No confronto de hoje, sofreu com a recepção, mas conseguiu manter uma boa regularidade na virada de bola. Mas não soube definir quando precisava. Cedeu e falhou quando chegou ao final do segundo e terceiro sets. O segundo set, então, foi dado de presente ao Unilever numa sequência de bobeadas do VF.

Não gostei da atuação da Ana Cristina. Ela penou com o passe, sem dúvida, mas minha crítica é em relação à armação dos contra-ataques. O VF desperdiçou muitas oportunidades por bolas mal levantadas por ela. E a insistência com a Wal, naquela sequência de erros do final do segundo set, foi irritante. 

Aliás, esta bola com a Wal foi super bem marcada pelo Unilever desde a primeira partida e ela não conseguiu escapar da forte marcação. Também não foi uma boa partida para central que, além de levar uma série de tocos, dançou no bloqueio.

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No fim, saiu finalista a melhor equipe. O Unilever venceu os dois confrontos por 3x0 com o mérito de ter forçado o saque e marcado muito bem o VF. Porém, contou com a sorte também (ou com a incompetência do adversário, como quiserem). 

A Régis comprometeu na partida de hoje e é sempre um ponto de interrogação no Unilever, principalmente na recepção. A Mari também é de uma inconstância impressionante. A Sheilla demorou para entrar no jogo e tem errado no ataque mais do que de costume. 

Se os mesmos problemas se repetirem na final, o Unilever pode não ter a mesma sorte que teve contra o VF e ser atropelado pelo Osasco.

Comentários

Anônimo disse…
Laura,
O q foi aquela briga no final da partida entre o Hélio Grinner e Paulo Coco? Baixou o espírito das cubanas nos dois?

Crowley.
Welmer disse…
E mais uma vez a final da superliga será entre Sollys/Nestlé e Unilever. Pra mim chegaram na final as duas melhores e as mais preparadas equipes dessa superliga. Mas vejo a equipe osasquense um degrau acima da carioca.

Pra mim a questão dos erros de ataque tanto da Sheilla quanto da Mari tem culpa parcial da Fernanda Venturine, acho ela uma grande levantadora, mas as maiorias de suas bolas para Mari não estão num tempo certo e tem bolas para Sheilla que ela também erra.
Luh disse…
Mari ta com o ombro ferrado 90% dos ataques dela são a meia força ou largadinhas. Paulo Coco desmereceu o trabalho das suas jogadoras ele podia ter falado tudo que falou no final mas ficou feio ele reclamar do rankeamento 5 da Fernanda Venturini de 41 anos aposentada a 4 anos e com o joelho ferrado.
Anônimo disse…
Ele nao desvalorizou a Venturini, pelo contrário, o q ele quis dizer q a Venturini valia mais q 5, talvez 7, não podendo assim jogar no Unilver ja q MarI e Sheilla sao rankeadas com 7 pontos, a crítica foi feita aO CRITÉRIO DE RANKEAMENTO DA CBV.
Luh disse…
Não disse que ele desvalorizou a Venturini e sim as jogadoras do Volei Futuro. O Unilever deu sorte que a Venturini aguentou até o final da SL.Ela voltar a jogar com 41 anos e 4 de aposentada sem entrar em quadra com rankeamento 7seria injusto. Ele começou bem jogando lama no ventilador, mas no final ficou parecendo choro de perdedor.
Renato disse…
Ao meu ver o jogo foi emocionante, tanto pelas falhas como pelos acertos dos dois lados. Gostaria que fosse decidido no quinto set para ficar mais emocionante ainda, mas de novo acredito que faltou poder de decisão no VF. Paula Pequeno e Garay deixaram a desejar e Ana Cristina não esteve bem. Gattaz surpreendeu mais uma vez com bons bloqueios e na minha opinião foi a melhor do VF. No Rio, achei Mari e Sheila inconstantes de novo, acho que deram sorte porque quando uma estava mal a outra estava bem e assim conseguiram marcar os pontos na hora decisiva. Régis apagou e Amanda entrou muito bem em seu lugar. Fabizinha brilhou mais uma vez, apesar de achá-la muito marrenta. Não entendi porque o P. Coco insistiu em sacar em cima da Amanda, a menina tem um bom passe e Mari em certos momentos estava mal na recepção.
Mais uma vez Rio e Osasco na final. As duas equipes tem realmente as melhores estruturas, mas é bom lembrar que o projeto do VF também é muito bom. É claro que vou torcer para Osasco, mas antes de tudo espero que seja uma grande partida, digna da estrutura, elenco e CT das duas equipes. FORÇA OSASCO !!!
Laura disse…
Crowley, acho q sim! haha

Tenho q admitir q não ouvi as declarações do Paulo Coco. Mas, pelo que vcs falaram, não acho q ele tenha razão em reclamar da pontuação da Venturini.

Renato, tb acho q a Gattaz, no fim, foi a melhor do VF. Ela fez bloqueios importantes pra equipe e as levantadoras poderiam ter tentado mais jogadas com ela.

Welmer, vejo mais o desentrosamento com a Mari e isso já dura a SL toda. E tb acho q o Osasco está um nível acima do Unilever.
Welmer disse…
Laura, Pra você quem deve estar na seleção titular que vai disputar os torneios que estão por vir, principalmente no olímpico???
Renato disse…
Laura, aproveitando a pergunta do Welmer e como já estamos no final desta fantástica Superliga que tal nós participantes do seu ótimo blog, elegermos a seleção da superliga ?
Welmer disse…
Acho que seria uma boa mesmo uma eleição para a seleção da superliga muito bacana a ideia Renato. E o que você acha Laura?