Brasil Ouro e Prata

As seleções do Brasil finalizaram suas jornadas na Copa Pan-americana e na Copa Yeltsin com um ouro e uma prata, respectivamente.

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O primeiro lugar da seleção principal já era esperado, principalmente depois que os Estados Unidos não se classificaram para final. Cumpriu o esperado.

Como resultado do torneio, o Brasil traz os bons desempenhos do bloqueio e do saque. Thaisa e Sheilla foram os destaques. Garay cresceu num momento importante, fez boas partidas nas semi e na final, com ótimo rendimento no ataque.

Por outro lado, preocupa a situação da Paula e os “apagões” brasileiros – compreensíveis se pensarmos nos adversários fracos, mas que sinalizam falta de concentração e regularidade.

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Copa Yeltsin 

Na Copa Yeltsin, o Brasil não gerava grandes expectativas. Na verdade, não se tinha ideia do quanto a seleção B poderia render. E o balanço da participação brasileira, apesar da prata, foi extremamente positivo.
 
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A final contra a China foi uma partida equilibrada e de ótimo nível. Aliás, a Copa teve jogos muito bons, o que só valoriza o resultado brasileiro. 

Ao contrário da semifinal com a Rússia, Adenízia e Joycinha se apresentaram muito bem. A central se destacou no ataque e no bloqueio, enquanto a oposto foi bem mais efetiva do que nos outros jogos.

Ana Tiemi também fez boa partida. Dessa vez, as jogadas com as meios-de-rede funcionaram perfeitamente e a boa qualidade dos levantamentos se manteve durante todo jogo. É claro que ela fez algumas escolhas erradas, mas essa foi, sem dúvida, a melhor partida da levantadora, o que mostra que ela cresceu ao ter uma sequência de jogos.

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A participação do Brasil na Copa Yeltsin valeu muito a pena. Serviu para ficar de olho nas demais seleções, sobretudo na China, que chega a 2011com um time forte, tendo a Wang no comando do  ataque. Não é um time tão veloz como antes, mas a defesa continua sua especialidade. 

A competição também deu a oportunidade para jogadoras importantes da seleção, finalmente, entrarem em quadra, principalmente Brait e Adenízia. A líbero brasileira fez um ótimo torneio e na final teve uma atuação sensacional.

E deu rodagem a jogadoras inexperientes no circuito internacional e que podem ser úteis à seleção logo, logo. É o caso de Priscila Daroit, Tandara e Natália Martins. A central não foi titular, mas as duas vezes que entrou, foi fundamental para a seleção. O caminho dela é mais complicado, pelos fortes nomes que o Brasil tem no meio-de-rede. Mas Daroit e Tandara podem achar um espaço no time titular a curto ou médio prazo.

Daroit e Tandara foram bem marcadas na final, tiveram dificuldades virar nas jogadas de entrada de rede. Mas, sem dúvida, elas saem com o saldo muito positivo da competição. Daroit precisa evoluir na defesa, tanto no posicionamento como na técnica. Mas é uma boa notícia saber que temos alguém novo em quem investir na posição de ponteira.

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No fim, todos esses pontos positivos me levam a lamentar o fato de termos demorado tanto a montar uma seleção B.

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