Olha o Minas Pintando na Área!

Ainda decepcionada com as atuações do Vôlei Futuro, estava pronta para reclamar que a Superliga feminina estava sem graça e sem emoção. Não tinha jogo equilibrado, nem mesmo entre os favoritos.

Veio a rodada de quinta-feira para me contrariar e trazer alguns resultados inesperados. Primeiro, o Sollys perdeu a invencibilidade para o Usiminas/Minas por 3x1. Depois foi a vez do Pinheiros/Mackenzie sofrer para vencer o BMG/Mackenzie por 3x2.

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O Pinheiros deve ter sofrido de bipolaridade pra fazer sets tão diferentes um do outro. Passou sufoco contra um time inferior, mas ao menos teve uma boa preparação para o próximo confronto contra a “sensação” da SL neste início de ano, o Minas.

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A derrota do Sollys para o Usiminas poderia ser analisada como um tropeço do time de Osasco. Mas prefiro uma ótica diferente.

Não foi surpreendente o Minas ter ganhado. Está numa boa fase da Superliga, jogando realmente muito bem. É um time organizado e o elenco é bastante equilibrado. 

Gosto da levantadora Claudinha. Não é nada fora de série, mas faz o time jogar de forma equilibrada. Sabe usar as centrais, principalmente a Natasha que vem se destacando.

Aliás, o Vôlei Futuro deveria tê-la contratado para completar a dupla de meio-de-rede com Fabiana. Andressa e Gritz atualmente se alternam pra ver quem joga “menos mal” do que a outra.

As três ponteiras do Minas se complementam bem. Quando acompanhei os jogos do Minas no início do campeonato, as estrangeiras Fawcett e Herrera estavam ainda muito inconstantes. Hoje são pontos de referências no ataque. São o diferencial, aquilo que ajuda o Minas a ser mais do que um time mediano e ajeitadinho e o torna capaz de fazer frente às grandes equipes e até vencê-las.

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O Minas está com muita cara de Pinheiros. Por isso, tenho curiosidade de como será o confronto das duas equipes no próximo sábado. Apesar de certo favoritismo para o time paulista, o resultado é imprevisível.

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