Fim de Copa

Fim da Copa do Mundo e o título ficou nas mãos da equipe que está virando especialista nesta competição, a Itália.

Nem Brasil, nem EUA, muito menos a campeã europeia Sérvia. Foi justamente a seleção convidada e desacreditada pelo ano bem mais ou menos que vinha fazendo, que abocanhou a medalha de ouro.
 
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As indefinições na escalação e o mau momento da Lo Bianco não nos fizeram apostar na azzura como uma candidata (sequer) à classificação. Mas, como tem se tornado um hábito, a Copa do Mundo é um ambiente mágico para as italianas, que se transformaram num time bem preparado e competente.

O crescimento se deve principalmente à melhora da Lo Bianco, da Costagrande – assumindo de vez seu lugar na seleção -, e à volta da Gioli para o meio-de-rede.
 
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A Itália deve agradecer também aos Estados Unidos que, mais uma vez, perderam uma partida decisiva contra o Japão. Já está virando histórica essa dificuldade dos EUA passarem pelo Japão.

Quando vi a vitória norte-americana contra a Itália, partida denominada como a decisão da CM, não tive tanta certeza ou confiança de que os EUA colocariam a mão na taça. Simplesmente porque as japonesas eram o próximo adversário e os EUA ainda pecam nos momentos decisivos.
 
A atual seleção norte-americana tem sido a mais admirada nos dois últimos anos, mas falta algo para torná-la uma verdadeira vencedora. Com a qualidade que tem o seu elenco, não é possível admitir derrotas contra Alemanha e Japão.
 
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E em relação ao Brasil, terminamos a CM na quinta colocação (como conseqüência, perdemos a liderança do ranking da FIVB para os EUA). Mesmo em anos ruins ou com derrotas em campeonatos importantes, a seleção sempre pontuou entre as melhores. Desta vez foi diferente. Não estamos nem um pouco acostumados em ficar fora do pódio de uma competição.

É estranho para nós torcedores, imagino que seja mais estranho ainda para o grupo de atletas e comissão técnica. Como disse a líbero Fabi: “É a primeira vez que esse grupo passa por um momento como esse”. O consolo é saber que existe um futuro que pode ser diferente.

O ano de 2007 serviu como um alerta para seleção e, em 2008, nós vimos o resultado. Vamos torcer que o ano de 2011 (que até teve boas novas: Garay e Tandara) seja, assim como 2007, o passo atrás necessário para que, em 2012, o Brasil dê dois adiante.

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