Fim da linha (Brasil 0x3 Japão)

Fim da linha para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Depois da derrota pro Japão, por 3x0,  não há mais o que fazer na competição a não ser cumprir tabela.

Tabela, aliás, que pode ser perfeitamente cumprida pelas jogadoras reservas. Acho que Mari, Sheilla e Fabiana’s precisam de um tempo e ser poupadas de um maior desgaste. E, afinal, Tandara, Jucy, Adenízia e Brait estão lá pra quê? ‘Bora entrar em quadra pra jogar.
 
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Com esta campanha horrível que o Brasil vem fazendo, muito se tem discutido qual seria o problema da seleção. Falam em problemas de relacionamento, de racha no grupo, mas isso me cheira a oportunismo. Porque esta é, normalmente, a resposta mais fácil e mais interessante para quem gosta de criar polêmicas. Ninguém diria isso há um mês, pois era impossível imaginar o fiasco da seleção.
 
A falta de confiança, o abatimento que o Brasil demonstrou na CM é conseqüência de um mau desempenho e não o contrário. Sem conseguir achar o seu jogo, o Brasil foi desmoronando emocionalmente.
 
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Tentando fugir ao máximo de ser uma “engenheira de obra pronta”, fui reler os posts que fiz este ano para identificar os problemas da seleção. Feita a tarefa, uma coisa ficou bem clara: a atuação da seleção brasileira é ruim desde o  Grand Prix.
 
Não se consegue, desde o início desta temporada, olhar para o Brasil e ver um conjunto bem estruturado. O Brasil foi o ano inteiro um grupo com alguns destaques individuais, que se revezaram na tarefa de "salvar" o time. A seleção mais parece o Sollys na última Superliga: um amontoado de jogadoras sem qualquer estratégia ou tática.

E esta coisa amorfa que se tornou a seleção foi ficando mais evidente a cada competição, provavelmente devido ao desgaste das competições. Sei que quando foi discutido se a seleção principal deveria ter ir ao Pan, eu não fui contra. Entendi a proposta do Zé e achei que seria positiva a ida para o Pan exatamente pela proximidade da Copa.
 
Acontece que o grande número de jogos pretendidos pela comissão técnica não só não ajudou o  Brasil como escancarou as fragilidades da seleção. A sequência Sulamericano-Panamericano-Copa do Mundo matou o grupo e mostrou que o Brasil regrediu de uma competição para outra.

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E, para finalizar, não acho que tenhamos que rever o elenco. Essa é uma opinião que, mais uma vez, está fortemente influenciada no péssimo desempenho da CM. As jogadoras alternaram bons e maus momentos este ano.

O problema maior não são as peças, mas sim a máquina. E a comissão técnica não conseguiu fazê-la funcionar este ano. Ok, foi um ano complicado de contusões e confusões com as ponteiras. Mas a experiência e a sensibilidade de um treinador bi-campeão olímpico deveria ter contado nesse momento.

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