Trabalho na estreia

A República Dominicana costuma ser uma pedrinha no sapato brasileiro e volta e meia traz trabalho à seleção. E desta vez, as dominicanas complicaram a estreia do Brasil no Pan-americano. A vitória por 3x1 veio suada e cheia de altos e baixos.

O Brasil não jogou bem. Foi beneficiado pelos constantes erros dominicanos e fez valer a força do seu grupo. Fabíola e Garay entraram por motivos diferentes, mas foram importantes para seleção. A primeira deu um novo ritmo ao jogo brasileiro. E a Garay conseguiu se sobressair no ataque, o fundamento-problema do Brasil nesta partida.
 
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A seleção teve dificuldades no ataque durante toda partida. Parte foi mérito do bom posicionamento da Rep. Dominicana na defesa, comandada pela líbero Castillo – o destaque da partida. 

Outra parte foi responsabilidade brasileira. Primeiro, a Dani Lins não estava com a mão calibrada. Mesmo com o passe funcionando bem, fez um jogo lento e previsível. Fora que as bolas para Sheilla estavam baixas e em cima da rede. E em segundo lugar, as nossas ponteiras, principalmente a Sheilla, foram muito irregulares, cometendo erros demais.
O ponto forte brasileiro, e o que definiu a vitória, foi o bloqueio. Ele  foi nosso ataque, nossa principal arma. Foi o bloqueio que parou as reações dominicanas. E foi um sucesso conjunto, desde as centrais até a Fabíola e Garay pontuando no fundamento em momentos importantes.
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Pê ésse

- Nem é preciso dizer como a Jaqueline é azarada... Estamos na torcida que ela possa voltar a jogar logo, logo.

- O narrador da Record achou que o Brasil enfrentava... sei lá, o Canadá, o México. Quem acompanha o vôlei feminino sabe que o Brasil costuma passar trabalho contra a Rep. Dominicana, que é um bom time. O Brasil poderia ganhar fácil de 3x0? Poderia. Mas como a seleção brasileira não estava bem, normal que o jogo ficasse mais equilibrado e o trabalho para conquistar a vitória fosse dobrado.

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