Que venha a Rússia!

Não importa a que horas seja, se tem Brasil e Estados Unidos em quadra, é garantia de bom jogo, é certeza de que vale a pena ficar acordado para assistir a disputa. E o confronto do GP confirmou tudo isso.

Como bem definiu o site Saque Viagem “Foi um jogaço, com direito a belas defesas dos dois lados, ataques potentes e ralis de tirar o fôlego e cansar as protagonistas da disputa.”

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O saque norte-americano deu trabalho – que o diga o primeiro set. Mas, com o passe mais regular, nosso ataque brilhou. Brilhou mais do que a poderosa Hooker que, apesar dos 20 pontos, foi bem marcada pela nossa defesa. Suas bolas não caíram fácil na quadra brasileira.

Thaisa, Natalia e Garay tiveram uma trajetória parecida durante essa partida. Começaram mal, com dificuldades. Garay iniciou o jogo com muitas dificuldades na recepção. Thaisa bem marcada só conseguia fazer a diferença no saque. Natália errava bastante no ataque.  

Mas no decorrer da partida as três cresceram junto com a equipe e protagonizaram a vitória. Foi um belo teste para elas e todas superaram com louvor. 

Também foi bom conferir que, mesmo com toda dificuldade inicial no ataque, a Dani Lins não sobrecarregou a Sheilla. Pelo contrário, continuou variando as jogadas e chamando todas as atacantes para o jogo. Funcionou e fez a diferença para a vitória.

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A semifinal
 
A invencibilidade brasileira conta muito pouco, quase nada nessa hora decisiva. O importante é que na fase final, mesmo com os desfalques, o Brasil cresceu e teve grandes atuações. É um ponto de confiança para a seleção brasileira que enfrenta uma Rússia bastante irregular na competição.

Mesmo assim, é impossível apontar um vencedor numa partida que cairia melhor sendo uma final, e não uma semi. Rússia é sempre a nossa pedra no sapato... Podemos achar nosso jogo mais “sofisticado”, organizado, habilidoso, mas a verdade é que Gamova e Goncharova podem fazer a diferença e ganhar de um conjunto melhor preparado.

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