Brasil 3x1 Itália

Como Itália e Brasil se conhecem bem, era de se esperar um jogo bem disputado e estudado. Um duelo tático, digamos assim. Mas foi o contrário. Ô joguinho ruim de se ver.

Teve lá suas emoções, umas disputas no placar, um rally aqui e outro lá, mas no geral a partida poderia ser resumida contando o número de erros de ambas equipes: 24 do Brasil, 26 da Itália.

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Não sei quanto a vocês, mas eu me irritei com tantas bobeadas na recepção dos dois times. O jogo não fluía em nenhuma das seleções. No Brasil também deram nos nervos as bolas largadas atrás do bloqueio que caíram constantemente na quadra brasileira, com nossa defesa chegando sempre atrasada.

Gostei de ver a partida da Paula no ataque, compensando a pouca eficiência de Sheilla e Mari. Thaisa, mais um vez, foi o destaque. Tem sido a jogadora brasileira mais completa e regular do GP.

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Não gostei da atuação da Dani Lins. Foi prejudicada pela má recepção, mas, repetindo a partida contra a Alemanha, faltou lucidez e objetividade à levantadora. Sem contar a falta de precisão que comprometeu muitas bolas de contra-ataque.

Até me surpreendeu que a Dani não tenha sido substituída. E também fiquei boquiaberta com a troca da Sheilla no segundo set pela Tandara. Não que tenha sido injusta, pelo contrário. Mas porque não me lembro, em todo esse tempo de seleção, ela ter saído de quadra assim, numa troca simples, sem ser a inversão 5x1.

O Zé Roberto não teve medo, não a protegeu – e ainda bem. Só não entendi porque desfez a troca no set seguinte. Não acredito que a Sheilla iria se abalar com o mau rendimento na partida. E, depois, a Tandara merecia a oportunidade de continuar em quadra e ser posta à prova.

Entrar e fazer a diferença num set, quando o adversário mal te conhece, é mais fácil. Continuar no restante da partida, sofrendo com maior marcação, sendo testada mais fortemente, é outra. Acho que a seleção ganharia com a permanência dela, principalmente, é claro, se ela desse conta do recado, como fez no set que jogou.

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Pê esse

- Não dá para admitir tantas reclamações por parte da comissão técnica, principalmente do Zé Roberto, em relação à arbitragem. Hoje ganharam um cartão amarelo que quase comprometeu a vitória no quarto set. E ele já havia sido advertido pelo árbitro.

Poxa, o Zé é um profissional super experiente, é lamentável que fique perdendo tempo com isso. E atrapalha a própria equipe. Chega um ponto em que, sinceramente, parece mais encenação do que uma indignação. O Zé e seus colegas tem que saber a hora de parar e medir as reclamações.

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