Brasil 3x1 Alemanha


Brasil e Alemanha fizeram um jogo emocionante, disputado, mas feio. Sobretudo se avaliarmos a atuação brasileira. Ao contrário do jogo contra o Japão, a equipe esteve muito mal. Saque ineficiente, bloqueio sendo explorado o tempo todo pelas alemãs e recepção ruim foram os principais problemas brasileiros.

Brasil e Alemanha se conhecem bem, mas a impressão que deu é que só a equipe alemã havia estudado a brasileira. O Brasil parecia sem estratégia, perdido com as atacantes adversárias enquanto a Alemanha incorporou a defesa japonesa e dificultou cada virada de bola brasileira.

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Noite irregular para quase todas as jogadoras. Sheilla e Mari tiveram dificuldades no contra-ataques no início do jogo. Recuperam-se depois, sendo importantes nos momentos decisivos. Paula foi a mais estável, a atacante mais eficiente e acumulou mais uma boa partida nesse GP.

Nota negativa para a Dani Lins que sofreu com o passe e apresentou dificuldades na precisão das jogadas. Fabíola entrou no quarto set e se destacou com bolas mais rápidas e “no ponto” para as atacantes, além de ter pontuado no bloqueio.

Aliás, o Zé poderia ter lançado mão dessa substituição logo no segundo set, apesar da Dani ter ajudado no saque – uma das únicas na equipe que conseguiu boas passagens nesse fundamento e foi a responsável pela recuperação brasileira no segundo set. Mas a levantadora titular estava ansiosa e faltou clareza para enxergar o jogo ao forçar bolas pelo meio que estavam bem marcadas pelas centrais alemãs.

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A pergunta que fica é: que Brasil vai aparecer contra a Coreia? O organizado e maduro que jogou contra o Japão ou o confuso e irregular que teve trabalho para vencer a seleção alemã?

Até acho que a partida contra a Alemanha teve mais cara de início de competição. O Brasil costuma começar o GP assim, irregular, pouco convincente. Mas não se pode negar que ver tantos problemas depois da grande estreia de ontem foi um choque e nos deixa um pouco desconfiados de qual Brasil é o real.

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