Brasil 3x0 Itália

Como previsto, a Itália não foi adversário suficiente para vencer o Brasil. O que não estava dentro do previsões é que o time italiano oferecesse tão pouca resistência.

O Brasil cumpriu bem a sua parte. Aplicado no saque, facilitou o trabalho do nosso bloqueio -fundamento que, assim como o ataque, foi muito superior ao do time italiano. Thaisa e Fabiana foram as representantes da eficiência desses fundamentos, comandando o ataque e o bloqueio da equipe brasileira, respectivamente.

Também merece destaque a atuação da líbero Fabi. Atenta, bem posicionada, colocou a adversária Cardullo no bolso. A entrada da Garay ao final do segundo set ajudou, novamente, a colocar ordem na recepção brasileira. Só achei que, nesta partida, ela poderia ter substituído a Paula, que apresentava maiores dificuldades no passe, e não a Mari.

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Apesar de todo mérito brasileiro nesta vitória, não se pode ignorar a confusão que está o time italiano. O Massimo Barbolini desconstruiu tanto essa equipe, experimentando jogadoras e trocando a Gioli de posição, que agora não consegue dar unidade a ela.  

Eu costumo reclamar das poucas oportunidades que o Zé Roberto dá para as jogadoras do banco. O Barbolini é o contrário. Trabalha com não sei quantas atletas, coloca a maioria pra jogar e o time não consegue ter uma cara. 

Não entendi a lógica de deixar de fora da fase final Ortolani, Del Core e Arrighetti. Sem contar no desperdício de  tentar adaptar a Gioli como oposto. Simplesmente acaba com o poder de ataque do time. Mas enfim, essa preocupação não é nossa. Eles que fiquem com os experimentos deles enquanto o Brasil continua ganhando.

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