Seleção B(rilhando)

Com as seleções A e B do Brasil disputando torneios ao mesmo tempo, era normal que déssemos foco para o grupo principal. Mas a seleção B (ou de novatas, como queiram chamar) está roubando os holofotes.

Nesta manhã, venceu a Rússia por 3x2, depois de perder os dois primeiros sets. Sensacional a recuperação das meninas que enfrentaram uma equipe russa sem Gamova e Sokolova, mas com outras jogadoras importantes como Kosheleva e Goncharova.

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O Brasil teve dificuldades no ataque, principalmente nos dois primeiros sets. As brasileiras deram muitos pontos em erros nesse fundamento e sofreram com o forte bloqueio russo.

O time brasileiro também vacilou na cobertura do bloqueio e nas armações de contra-ataque. Porém, as modificações feitas pelo Cláudio Pinheiro surgiram efeito. Tandara e Natália entraram e melhoraram o rendimento do saque, ataque e bloqueio.

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Essa seleção é de muita personalidade. Quando sofreu momentos de aperto algumas jogadoras (e, por sinal, não as mais experientes) enfrentaram o desafio de virar bolas difíceis ou mesmo impedir os ataques das russas. Foi o caso de Daroit, Tandara, Natasha e Natália.

Joyce e Adenízia deixaram muito a desejar. Aliás, a oposto tem que ficar de olhos abertos. Tandara está na sua cola. E no caso da Adenízia, ela sofreu um pouco com o desentendimento nas bolas de meio com a Tiemi, sem dúvida. Mas ela poderia ter sido mais efetiva no bloqueio, papel que coube a sua substitua Natália. Digo, até que o desempenho dela foi mais decepcionante do que o da Joycinha, exatamente porque a expectativa em relação a ela era maior.

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A Ana Tiemi se acertou bem melhor com a Natália na armação da ‘china’ e usou inteligentemente a bola de meio fundo com Daroit e Tandara, e essas foram bolas que ajudaram muito o Brasil nos últimos sets. Ainda assim, a levantadora tem altos e baixos, alterna bons e maus levantamentos e mostrou alguma desatenção na escolha das jogadas. 

Amanhã, na final, o Brasil enfrenta a China (às 8h, transmissão Band Sports). Nosso sistema defensivo vai ter que funcionar melhor do que hoje. Daroit precisa melhorar nesse fundamento e se acertar no posicionamento com a Brait. Vai ser difícil, mas mesmo sem a vitória, a Copa Yeltsin já valeu muito a pena para a seleção (fazemos o balanço amanhã).

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Copa Pan-americana 
 
Ao contrário do jogo contra a Rússia na Copa Yeltsin, a semifinal Brasil e Cuba na Copa Pan-americana foi de doer. A seleção brasileira venceu por 3x1, numa partida com 34 pontos de erros das cubanas.

A gente sabe que Cuba costuma errar bastante, mas no jogo de ontem, às vezes, parecia uma equipe amadora. O que deixa mais feia ainda a derrota brasileira no terceiro set. Pra perder pra Cuba, só dando mancadas como elas. E o Brasil relaxou demais e começou a errar também. Mais um “apagão” para conta da seleção brasileira nessa Copa.

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A boa notícia foi que nosso ataque foi mais equilibrado. Garay veio mais ao jogo e Sheilla não precisou carregar o mundo nas costas. Thaísa confirma que está numa ótima fase. Podem não ser os adversários mais fortes do mundo, mas ela está usando a Copa como caminho para recuperar a velha e boa forma. Ou seja, uma central que faz diferença, forte no bloqueio, ataque e saque.

Hoje a final é contra a República Dominica (às 23h). As dominicanas costumam dar trabalho para o Brasil e, depois de despacharem os Estados Unidos nas semi, não tenho dúvidas que nesta final não será diferente. Atenção especial para o ataque com Cabral, Rivera e a central Vargas.

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