Primeiros passos da Copa

Vitória fácil, fácil para o Brasil no primeiro confronto da Copa Internacional: 3 a 0 contra o Peru.

Não foi um grande teste. Como o Zé Roberto falou após a partida, não valeu nem como treinamento. De qualquer forma, foi bom ver a Mari de volta e a seriedade que a seleção manteve durante todo o jogo.

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Gostei de ver a atuação da Dani Lins, super afinada com as jogadoras de meio-de-rede. Mas o grande teste dela e das demais brasileiras será amanhã, contra o Japão. Já conhecemos o perigo, o Brasil costuma ter dificuldades contra as japonesas, principalmente quando entra no ritmo acelerado das adversárias.
 
Certamente vai ser a partida mais difícil para o Brasil e a mais equilibrada deste quadrangular. Com o time principal, as japonesas foram muito superiores às italianas no confronto de hoje. Estiveram à vontade, com a Takeshita abusando da velocidade na construção das jogadas.

O Japão mostrou que os bons resultados do ano passado não foram por acaso. Continua com seu tradicional e excelente sistema defensivo, e aprimora a cada ano a eficiência do seu ataque e contra-ataque.

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E tudo que a Itália não precisava era encontrar um time tão bem entrosado do outro lado da quadra. O bom rendimento japonês fez a desorganização da equipe italiana saltar aos olhos. Erros de ataque, levantamento e posicionamento mostraram que a seleção ainda precisa de muito treinamento.

Ferreti não fez boa partida, levantando bolas lentas e pouco precisas. Costagrande esteve apagadíssima. Gioli fez o que pôde. Conseguiu virar as bolas de meio-fundo, mas teve muita dificuldade nas jogadas pela ponta. A tentativa de  Barbolini de mudá-la de central para oposto precisaria mais de tempo. Acho um desperdício colocá-la nesta nova posição e perder uma das melhores meios-de-rede do vôlei atual.

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