O quadrangular é nosso!

É, ao contrário do que previ, a partida contra a Itália foi a mais difícil para o Brasil nesta Copa Internacional. A vitória que pode ter sido por 3 a 0, mas foi suada.

E o Brasil foi o principal responsável por essa dificuldade. A Itália pode ter se apresentado melhor, mais organizada do que nas partidas contra Japão e Peru – o que era de se esperar. Mas as brasileiras não tiveram o mesmo desempenho de ontem.

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A impressão que deu foi que o Brasil se preocupou mais ao enfrentar o Japão e relaxou ao se preparar contra a Itália. As brasileiras tiveram dificuldade no bloqueio e na cobertura. Começaram o jogo devagar e volta e meia se dispersavam, dando chance para Itália crescer.

Não que do outro lado não tivesse um adversário forte. Apesar do time não ser o principal, as italianas dificultaram a vitória brasileira com uma defesa muito atenta - e que compensou o fraco bloqueio - e os bons ataques da ponteira Bosseti e a central Guiggi. Certamente estavam mais à vontade do que na estréia contra o Japão.

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No Brasil, destaque para Mari, que foi a maior pontuadora da partida. Foi ela que comandou o ataque brasileiro durante toda a partida. Sheilla mais uma vez foi discreta, mas fundamental na decisão do terceiro set. A Fabiana tem correspondido quando chamada no ataque, mas no bloqueio está meio perdida. Durante a Copa teve atuações bem apagadas. 

Dani Lins também teve boa atuação. Além da boa sintonia com as centrais, hoje ela conseguiu colocar mais velocidade nas jogadas. Aliás, a levantadora está em ótima fase. Cresceu no bloqueio e no saque e demonstra mais segurança do que nos outros anos de seleção. Vamos torcer para que se mantenha assim durante o Grand Prix.

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No fim, valeu a pena a disputa deste quadrangular. Muito mais do que a vitória, o Brasil ganhou o ritmo de jogo que tanto o Zé Roberto queria.

Boas notícias vieram das atuações da Thaísa e Dani Lins, e da volta da Mari à seleção. Fabiana e Paula preocupam pelo baixo rendimento. Mas, para a Paula, esse início de temporada como titular pode ser fundamental para que ela recupere sua melhor forma. Ficamos na torcida.

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