Colocando o Papo em dia

As escolhidas

Ontem a seleção embarcou para a Ásia onde disputará o Grand Prix, que começa semana que vem. No último post tentamos adivinhar quais seriam as 14 jogadoras que iriam para competição. Como de costume, errei os meus palpites.

O Zé Roberto optou por levar 4 centrais e escolheu Tandara para completar o grupo das 14: Fabíola e Dani Lins; Sheilla e Tandara; Thaísa, Fabiana, Adenízia e Jucy; Mari, Natália, Paula Pequeno, Fernanda Garay e Sassá; Fabi.

A opção pela Tandara agrada, mas espero que o treinador a coloque para jogar ou, pelo menos, deixe-a disponível na reserva em alguma rodada. 


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Meu palpite de que o Zé iria levar 3 levantadoras foi por água abaixo. Pelo jeito, ele fechou de vez com Dani Lins e Fabíola. 

Não vejo muita utilidade em levar 4 centrais. Não é a primeira vez que o Zé faz isso - a Gattaz sabe bem o que é assistir as partidas de fora da quadra. Já é difícil a central reserva entrar para jogar, imagine a segunda. Vale pela experiência, mas não se descobre se na prática a jogadora terá condições de assumir uma vaga no time titular.

É claro que há a possibilidade de o Zé acompanhar nos treinamentos a evolução da Adenízia e da Jucy – que imagino devem estar disputando páreo a páreo a condição de reserva de Fabiana e Thaísa –, para depois escolher aquela que irá compor o grupo das 12 da Copa do Mundo. 

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Seleção x Unilever 

Um dos participantes do Papo, o Tigrão, levantou a questão sobre a desistência do Unilever em disputar o Sul-americano e, por conseqüência, o Mundial, pois não vai poder contar com as jogadoras da seleção que estarão na Copa Pan-americana.

É por essas e outras que o Mundial não consegue se firmar. É uma pena para patrocinadores e para o público de vôlei. É difícil achar um espaço no calendário para novas competições e que elas tenham força e despertem o interesse dos torcedores. 

Porque, se é para as equipes irem meia-boca, com seus times reservas ou em pré-temporada, é melhor nem ter esse tipo de competição. Senão mais parece um dessas copas, torneios menores e não um Mundial – com toda importância e peso que deve ter.

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Mas não vejo como o Zé Roberto possa abrir mão de suas titulares para disputar o Pan. Se a proposta dele, neste ano, é jogar o máximo possível, ele está sendo coerente com ela. 

A seleção poderia disputar o Pan com um time B? Claro. Só que, para o Zé, o Pan servirá para definir e dar ritmo de jogo ao time que disputará a Copa do Mundo, que acontece menos de um mês depois. Se para o treinador da seleção essa é a prioridade, não há muito o que se fazer. Não acredito que ele esteja fazendo qualquer tipo de boicote ou sendo intransigente. No fim, está defendendo o trabalho dele. 

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O período do Mundial (início de outubro) é que é complicado para qualquer país. Ninguém começou seriamente a temporada de clubes, que costuma iniciar somente em novembro. Em 2010 a competição foi disputada em dezembro, por que esse ano também não pode ser? 

No fim, o Mundial se desvaloriza porque as equipes, não preparadas para a disputa, acabam não dando tanta importância a competição. O Mundial mal recomeçou e já está perdendo forças. Vamos ver se a FIVB e as confederação continentais conseguem se acertar para os próximos anos e colocar a competição em uma época mais apropriada para todos os clubes.

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