Ave, Sheilla!

O Brasil passou no seu primeiro teste na Copa Pan-americana. Num jogo disputadíssimo - como de costume - venceu os Estados Unidos por 3 a 2.

Não acreditava muito na vitória brasileira. EUA e Brasil são times que se conhecem muito e se igualam em alguns fundamentos como bloqueio e defesa. O meu receio em relação à seleção brasileira estava nas ponteiras Paula e Garay. Os EUA tinham melhor arsenal de ataque nesse quesito.

Mas podemos dizer que a Sheilla vale por duas. Com 31 pontos, foi quem nos garantiu a vitória juntamente com as centrais Thaísa e Fabiana. Elas têm sido fundamentais nessa Copa, principalmente num grupo carente de ponteiras “definidoras”.

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Detesto fazer alardes, mas a situação da Paula preocupa. Essa Copa está funcionando mais para enterrar de vez a carreira dela na seleção do que, como era a nossa torcida, recuperá-la. 5 pontos em 5 sets. Até a Dani Lins fez o mesmo número de pontos.

Se fosse outro tipo de composição do time, com a Mari ou a Natália, a Paula até poderia ser aquela jogadora mais “tática”, concentrando-se na recepção e defesa. Mas com a Garay não dá. Ela não segura a onda, o time sente falta de uma ponteira mais decisiva.

Fora que nós já temos esse tipo de jogadora: Jaqueline e Sassá, que, nesses quesitos, são melhores que a Paula. Ela tinha seu diferencial no poder de ataque, mas no momento não está funcionando.

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Copa Yeltsin

Mais uma vitória brasileira, desta vez contra a Polônia, 3x1. O time teve um apagão no terceiro set, que foi resolvido com a troca de algumas jogadoras. Tandara, Ivna e Natália entraram bem e ajudaram o time a se recuperar. 

Até a “crise”, a Priscila Daroit foi bem. Aliás, o primeiro ponto brasileiro no jogo começou com uma bela medalha da atacante na defensora polonesa. Ela caiu de rendimento com o time e a Ivna entrou em seu lugar. Mas nessas mudanças, a Tandara foi quem mais se destacou.

Tiemi, desta vez, conseguiu afinar melhor as jogadas pelo meio, mas ainda falta velocidade nessas bolas. Adenízia e Natália, por exemplo, batem bolas bem mais rápidas do que as oferecidas pela levantadora. 
 
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O time todo, apesar de nesta partida ter alternado bastante de rendimento, mostra um jogo solto e de personalidade. As meninas têm enfrentado de igual pra igual as demais seleções e buscado o comando no jogo. Dá gosto de ver a seleção empenhada e as jogadoras buscando uma oportunidade no grupo principal. E do jeito que as coisas, é bem possível que alguma delas consiga essa ascensão.

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