Nova força para o vôlei feminino

Segunda-feira foi apresentado o time do Sesi-SP. Dani Lins, Elisângela, Sassá, Soninha, Nati Martins e a líbero Michele vão ser comandadas por Talmo de Oliveira.
Apresentação Sesi-SP

À primeira vista as contratações do Sesi não empolgaram. Isso porque, quando foi noticiada a entrada do time na próxima Superliga, a expectativa gerada foi grande e diversos nomes surgiram como possíveis contratações. A realidade não foi bem a esperada. Sem contar que, comparado a “seleção Unilever”, qualquer time nos parece sempre aquém.

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No entanto, analisando com mais calma, o Sesi conseguiu formar uma boa equipe. Acertou em apostar em atletas que se destacaram na última SL, como a Michele e a central Renata Maggioni. Aliás, o meio-de-rede está bem servido assim como o fundo de quadra.

Resta saber se o poderio ofensivo será o suficiente pra fazer frente às outras equipes. Quando a Elisângela saiu do Brasil, ela tinha feito uma temporada muito boa por aqui. Mas com a Soninha ela vai formar uma dupla de “idade avançada”, digamos assim, e de “peso”. Ou seja, não é um ataque muito ágil e não vejo no banco a solução para equilibrar melhor o time. 

Será que elas têm fôlego para manter um bom rendimento durante o campeonato? Essa é uma dúvida que se junta a algumas outras, como o desempenho da Dani Lins longe do Bernardinho e do Talmo treinando pela primeira vez as mulheres.

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Como qualquer time novo, é difícil prever o que o Sesi pode ambicionar na SL. Mas, mesmo não sabendo qual papel ele exercerá na competição, o mais importante é que o vôlei feminino ganhou um reforço. 

Não é qualquer parceria, é um grupo acostumado com o vôlei masculino e com vontade de investir. Superando ou não as nossas expectativas em relação às contratações, o Sesi empolga. Empolga pelo o que acrescenta ao vôlei feminino hoje e pelo que pode acrescentar no futuro.

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