Natália em novas cores

Unilever e Natália. Até pouquíssimo tempo essa era uma combinação impossível de se imaginar. Os torcedores do Osasco que o digam. Mas agora, muito mais do que imaginar,  eles vão ter que se acostumar a ver a atacante defendendo as cores do time carioca.

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Aplaudo a decisão da Natália. Não se acomodou e foi ousada. Vai para o principal rival do Osasco, time com o qual tinha enorme identificação. Além disso, vai atuar numa posição em que expõe as suas fragilidades.

Mas, se arriscando desta forma, ela mostra ser inteligente e ter consciência do que é o mais importante na sua carreira. Ela foi em busca do crescimento e aposta forte no seu futuro como ponteira.

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Melhor mentor não poderia ter. Várias jogadoras deram saltos de qualidade trabalhando com o Bernardinho. Fabiana, Dani Lins e Jucy são os exemplos mais recentes. Não há porque pensar o contrário em relação à Natália. (A seleção e o Zé Roberto agradecem.)

Ao Unilever falta definir quem será a levantadora titular. Se apostarem na Roberta ou na Ana Tiemi, é um grande favor que fazem ao vôlei feminino brasileiro. Pode sair dali uma boa opção para o levantamento da seleção. 

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O Sollys/Osasco está virando um spin-off do Pinheiros. Fabíola, Karine, Ivna e, por fim, Ju Costa são as ex-pinheirenses contratadas. Tandara reforça o time e vai jogar na posição que rende melhor, como oposto. É um bom time, bem equilibrado, mas falta um diferencial. 

Enquanto isso, o Pinheiros está sendo desmontado. Contratou a jovem central Letícia Hage e renovou com a líbero Suelen. A Michele, mesmo escanteada na fase final, foi valorizada pela temporada que fez e acertou com o Sesi. Este pode ser o mesmo caminho da sua colega Nati Martins. Pelo jeito o Pinheiros vai esperar pra ficar com a sobra do mercado.

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