Entrevista Ary Graça

Entrevista que saiu hoje (03/05) na Folha de São Paulo com o presidente da CBV Ary Graça.
 
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A Superliga não se paga, diz cartola
Mariana Bastos
O segundo esporte do Brasil ainda tem um Nacional deficitário. É o que revelou Ary Graça Filho, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), à Folha.

Na entrevista, após a final da Superliga, no sábado, o cartola falou sobre a submissão à Globo, detentora dos direitos de TV. E, embora condene as ofensas homofóbicas ao jogador Michael, do Vôlei Futuro, diz ter considerado o episódio "normal" e de "menor importância".
Folha - Que balanço o senhor faz da última Superliga?
Ary Graça - Estamos em busca do crescimento sustentável. Houve um avanço nesse sentido. Estamos subindo degrau a degrau.

O senhor quer dizer que a Superliga não se paga?
Ainda não.

Quanto a CBV gastou?
Menos do que nos anos anteriores. Botei R$ 3 milhões da verba que a CBV recebe da TV, o que não é excepcional. Os times viajam de avião às custas da CBV. As viagens são quase R$ 9 milhões, mas, com o patrocínio da Gol, a CBV arca com R$ 2,5 milhões.

O senhor acha que há condições de reverter esse deficit?
Sim, com a divulgação que Superliga está tendo, a tendência é que cada vez mais fique autossustentável.

O que achou do caso do Michael, do Vôlei Futuro, alvo de ofensas homofóbicas pela torcida do Cruzeiro?
Esse tipo de problema eu não gostaria que tivesse. Mas consideraria de menor importância. É absolutamente normal em qualquer tipo de atividade. Não é correto, mas foi superado pela atitude do Cruzeiro na final, quando a torcida se comportou bem.

Mas isso não é reflexo da multa que o Cruzeiro pagou?
Foi um puxão de orelha. Quero lembrar que, no vôlei, não pode acontecer isso. Nosso marketing se baseia no esporte para a família.

E a interferência da Globo, impondo datas e locais de jogos da Superliga?
Tudo na vida tem o lado bom e o ruim. O que não pode é só ter o lado ruim, o que não é o caso. Eu acho que insistindo com a TV aberta, vamos chegar a um ponto de reverter o processo.

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Será mesmo que o processo se inverte? O futebol é campeão de popularidade e ainda se curva às exigências da televisão. Gostaria de acreditar, mas não dá. Pelo menos, as transmissões da tv ajudam no orçamento e na manutenção do campeonato.

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