Unilever de volta ao topo

Suelle, Mari, Sheilla, Dani Lins e Carol Gattaz comemoram título (Foto: Washington Alves/VIPCOMM)
(Foto: Washington Alves/VIPCOMM) 

O título da Superliga está de volta ao Rio de Janeiro. O placar, 3 x 0, pode dar a impressão de que o Unilever sobrou na partida. Mas não. O primeiro e segundo sets foram equilibrados, decididos nos detalhes. A final até teve uma boa dose de emoção.

Mas no terceiro, o Unilever cresceu, abafou o Sollys/Osasco, que, a cada ponto do adversário, perdia as forças e o ânimo de lutar. No fim, o resultado foi justo com aquele que foi o melhor time desta SL e que merecidamente reconquistou a taça de campeão.

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O Osasco fez metade do trabalho que deveria fazer. Forçou o saque e comprometeu o passe do Unilever. Fabizinha se esforçou para cobrir Mari e Regiane e acabou que até ela cometeu erros na recepção.

O problema veio na sequência. Recuperada a bola, o contra-ataque desperdiçou as chances que teve para pontuar. Aí entram o mérito do bloqueio do Unilever e também o baixo rendimento das atacantes do Osasco.

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Natália teve bons momentos no primeiro e segundo sets, mas afundou com o time no terceiro. Ainda assim, era de esperar muito mais dela. Carol também não repetiu as boas atuações da SL. Algumas escolhas erradas no final do segundo set comprometeram.

De qualquer forma, o Osasco não foi muito diferente do que apresentou durante a SL. As mesmas fragilidades estiveram presentes nesta final. Acontece que do outro lado estava uma equipe melhor, mais bem preparada e com talentos individuais que fizeram a diferença.

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Gostei da tranqüilidade da Dani Lins durante toda partida. Não foi fácil, a qualidade do passe estava ruim. Já vimos tantas vezes a Dani ficar nervosa, perder o controle do jogo e desta vez ela me pareceu bem mais madura. Fez opções objetivas, explorou quem estava virando: Sheilla e Jucy. 

Essas duas fizeram jus às suas trajetórias durante toda SL. Foram os destaques desta final como foram na campanha do Unilever. 

Jucy roubou a cena entre as centrais e ofuscou sua colega, a experiente Valeskinha ( que não esteve muito bem, a não ser no bloqueio). A única que conseguiu equilibrar a disputa foi a Thaísa – uma das poucas do Osasco que se pode dizer que jogou bem.

E o que falar da Sheilla? Melhor jogadora do início ao fim da competição. A mais acionada, a maior pontuadora, a melhor atacante. Depois quando falo o óbvio aqui no site - que ela é uma jogadora regular e que é raro ela deixar o time na mão - vem gente me criticar dizendo que estou babando ovo. 

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Pra variar, o Luizomar gosta de enaltecer as derrotas: “Não se pode menosprezar o vice-campeonato”. Ele se conforma rápido demais. Que o Unilever é uma grande equipe todo mundo sabe. Mas o Osasco também e não rendeu o que podia na SL inteira.

Taí o que difere os grandes técnicos dos medianos. Jamais iria se ouvir uma frase dessas da boca do Bernardinho - que na hora da vitória até gosta de falar com os repórteres.

A gente fala, fala das jogadoras, mas a diferença também (e, muitas vezes, fundamentalmente) está no banco. Se com um elenco meia-boca, ano passado, o Bernardinho conseguiu ir à final, ia ser difícil o título não ficar no Rio com o grupo que ele teve esse ano. O cara pertence a outro nível.

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