Pinta de Campeão


Mais um 3 a 0 para o Unilever contra o Pinheiros e, provavelmente, a melhor partida da equipe carioca na Superliga 10/11.

Estava procurando o que desta vez fez a diferença para a vitória do Unilever e cheguei a conclusão: tudo. O time do Bernardinho foi superior em tudo. Do saque à defesa, do ataque ao bloqueio.

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Tá certo que a missão do Pinheiros não era nada fácil, mas ele também não se ajudou. Foram 23 pontos em erros, contra somente 8 do adversário. Sempre se soube que o Pinheiros precisava de todas as ponteiras jogando bem para ter chances de vencer o Unilever. Só que na partida de hoje, a Ju Costa foi o “bloco do eu sozinho”.

Lia meio que conseguiu fazer alguma coisa no primeiro set e Soninha... Bom, a Soninha simplesmente foi a maior decepção dos dois jogos de semifinal. E não tem a desculpa da marcação forte do bloqueio, que realmente aconteceu. A Ju Costa sofreu a mesma marcação e deu um jeito de passar, e ela nem está entre as melhores atacantes da SL.

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Por sua vez, Mari e Sheilla pertencem a um outro nível de atletas. São aquelas que chegam na hora da decisão e não se escondem e fazem a diferença. Fabizinha também acompanha as colegas nesta classificação e jogou muito hoje.

Já a sua colega de posição, Suelen, é o primeiro caso de líbero que fica em dúvida se deve ir na bola mesmo que ela esteja prestes a cair na sua frente. O Paulo Coco até chamou atenção disso num tempo técnico. Ô, Paulo: foi você que a colocou no time. E não foi a primeira partida que ela ficou receosa nessas bolas. As pontas muitas vezes estavam cobrindo a líbero, se metendo na frente dela.

O sistema defensivo do Unilever foi sensacional. O Pinheiros praticamente não conseguia virar de primeira. A própria equipe paulista também esteve bem no volume de jogo, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo durante toda a partida.  

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A Dani Lins também merece os parabéns. Jogou com velocidade e armou bolas lindas com as centrais. A estratégia da Karine estava previsível, principalmente porque ela sofreu com o passe, e o bloqueio do Unilever chegava completo.

O Tande chegou a comentar que, por falta de entrosamento, ela não usava o meio. A Fabíola também não, Tande. Usa mais, mas não tanto a ponto de fazer a diferença. A Fabíola fez falta, mas não foi a ausência dela que causou a derrota. A derrota se deu pela superioridade do Unilever em todos os fundamentos e ponto final.

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E para finalizar, o Unilever confirmou nesta semifinal que é a melhor equipe da SL e está com toda cara de campeão. Os únicos pontos que podem pesar contra o Unilever são o chá de cadeira de duas semanas que o time vai tomar até a final e que ela é disputada em jogo único, o que sempre dá chances de um “dia não” acontecer. Se a final fosse disputada em melhor de 3, não teria dúvidas que o título voltava para as mãos do Bernardinho.

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