10 vezes Osasco


O Sollys/Osasco garantiu seu lugar cativo na final da Superliga ao vencer novamente o Vôlei Futuro por 3 a 0. Nestes dois jogos de semifinal, o time do Luizomar de Moura finalmente convenceu.

Foi muito superior ao adversário em todos os fundamentos. Mesmo com o VF jogando abaixo do esperado, o nível de rendimento do Osasco não caiu. Mostrou concentração, o que resultou em um menor número de erros – um dos problemas com o qual o time mais sofria.

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O Osasco deixou os erros para o Vôlei Futuro, que só no primeiro set deu 13 pontos ao adversário. Detalhe: foi o mesmo número total de falhas cometidas pelo Osasco no primeiro jogo.

Aí entram novamente os inúmeros erros de saque (comandados, claro, pela Paula). Mas não foi esta a única dificuldade do VF. A recepção retrocedeu às atuações do primeiro turno e foi o destaque negativo da equipe.
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O ataque também sofreu com a marcação e o excelente sistema defensivo do Osasco (com destaque novamente para a Brait). Tandara, Joycinha e Fabiana não conseguiram render tudo o que podiam.

Com um pouco mais de regularidade, o VF poderia ter equilibrado a partida. O ataque do Osasco não esteve bem. A Sassá foi mal neste fundamento, a Natália esteve discretíssima e a Carol demorou para acertar as bolas de meio. Este poderia ter sido um ponto explorado pelo VF, mas as falhas no saque e na recepção acabaram comprometendo toda organização e reação do time.

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É uma pena que o acidente tenha mudado a configuração desta semifinal. Não digo que o resultado seria outro, mas a disputa poderia ter sido diferente. A série poderia ter rendido melhor e dado mais sabor à Superliga. 

Os acontecimentos desmontaram o Vôlei Futuro que vimos no final do segundo turno e quartas-de-final. A equipe reagiu como pôde, está de parabéns pela determinação que demonstrou, mas não foi o suficiente para equilibrar o confronto.

De qualquer forma, não se pode tirar o mérito do Osasco. Mudou a imagem de descrédito que eu tinha do time devido à campanha feita até então. Chegou nesta hora importante e cresceu como grupo, em atitude. Assumiu a responsabilidade da vitória e fez duas grandes partidas nestas semifinais. É este time – e melhor ainda – que se quer ver na final contra o Unilever.

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