Enfim, equilíbrio

Pinheiros/Mackenzie 2 x 3 Sollys/Osasco

Difícil dizer o que foi mais determinante nesta partida: o estado anímico ou os componentes técnicos.

Osasco e Pinheiros alternaram bons e maus momentos e cada um se alimentou dos “apagões” do adversário.

O apagão do time da casa foi no primeiro set, no qual os resquícios da última terça-feira ainda se apresentavam. O do Osasco foi no quarto, quando a Jaqueline se machucou, saiu de quadra e o time murchou.

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Mas se na questão anímica as duas equipes se equivaleram nos seus altos e baixos, tecnicamente o Osasco foi superior. Principalmente porque fez impressionantes 26 pontos de bloqueio.

A pressão que o time impôs no fundamento deixou o ataque do Pinheiros confuso.  Em alguns momentos, soube explorar ou fugir da marcação de forma inteligente. Mas em boa parte da partida, principalmente na hora decisiva do tie-break, faltou clareza para as atacantes e a presença do paredão de Osasco induziu-as ao erro.

A que melhor se safou foi a Soninha. Lia e Ju Costa foram constantemente paradas, até por bloqueios simples.

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A Natália ganhou o troféu Viva Vôlei. Acho que o prêmio ficaria em melhores mãos se fosse dado à Thaisa ou à Carol.

A Natália fez uma bela partida, está voando e com uma força absurda. Mas acho que ela foi o reflexo do time em quadra. Quando o Osasco esteve bem, ela também. E quando o time esteve mal, ela cometeu erros bobos.

A minha cobrança é no sentido de que a Natália tem condições de chamar mais pelo time, ser o ponto de reação. E acho que foi o que faltou hoje, apesar de não apagar a importância de ela ter voltado a encabeçar o ataque do Osasco sendo a maior pontuadora do time nesse fundamento.

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O Osasco ganha uma moral incrível com estas duas vitórias em cima do Pinheiros. Dá confiança ao time que vai ficar sem uma peça importante, a Jaqueline, provavelmente por alguns jogos. E segura firme a segunda posição na tabela, fator importante numa Superliga em que começam a surgir as zebras.

Já o Pinheiros acumula mais uma derrota, a quarta consecutiva, mas ao menos recupera o espírito de combatividade que lhe é característico. Ainda tem que recuperar o vôlei que apresentou até há pouco tempo, com melhor sistema defensivo e um ataque mais regular.

Uma vitória contra o Osasco compensaria a derrota para o Macaé. Vai ter que correr atrás, e agora com uma pressão extra, para não ser mais surpreendido e conseguir uma boa classificação.

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